Turquia apronta mais uma e tira Brasil da final



A Turquia acabou com o encanto da Seleção Brasileira na fase final da Liga das Nações feminina.

Nesta madrugada, vitória da equipe comandada por Giovanni Guidetti por surpreendentes 3 sets a 0, parciais de 25-23, 25-23 e 25-22. As turcas jogarão a final contra o vencedor de China e Estados Unidos. Já o Brasil espera o perdedor na disputa do bronze.

Não deixa de ser, até certo ponto, chocante escrever sobre um revés brasileiro em sets diretos depois do que vi nas vitórias sobre Holanda e China. Um time seguro, consistente em quase todos os fundamentos, com poucos erros e coletivamente forte. Desta vez não foi o que se viu.

O saque turco pressionou demais e fez muita diferença. Sem um passe estável, o Brasil ficou dependente apenas de Tandara e Gabi. Basta ver a diferença de pontos entre elas e as demais jogadoras. Tandara (20), Gabi (14), Adenízia e Bia (4), Carol e Amanda (3).

No caso das centrais, os problemas foram diferentes. Adenízia só recebeu quatro bolas no ataque, enquanto Bia colocou apenas uma no chão em nove tentativas.

Festa turca após eliminar o Brasil (FIVB Divulgação)

Do lado turco, as centrais foram bem mais eficientes. Eda, apontada como José Roberto Guimarães antes do jogo como principal arma, terminou 11 pontos (10 de 15 no ataque), enquanto a companheira de posição Gunes fez 10 (5 de 10). Elas ficaram atrás ainda de Baladin e Boz (14 acertos cada).

Na análise pós-jogo, Zé Roberto elogiou a Turquia e citou o cansaço como ponto que também atrapalou o Brasil.

– A Turquia fez uma excelente partida e errou muito pouco. O saque deles foi muito eficiente e a Eda foi um ponto de referência do time deles assim como a Baladin. Hoje eu senti o Brasil cansado. Tivemos pouco tempo de recuperação e sofremos um pouco. Isso não pode soar como desculpa, pois a Turquia teve méritos. O importante é pensar na partida de amanhã que vale muito para esse grupo. Teremos tempo para descansar e colocar em prática tudo o que tem sido feito para buscar essa medalha – comentou.

Acho também que não dá para deixar de citar a parte psicológica. Após atropelar a China na véspera, o Brasil deu a impressão de que poderia fazer o mesmo com qualquer adversário. E quando você olha para a tabela e vê a Turquia pela frente, como todo respeito que a agora finalista merece, é natural pensar que a dificuldade maior já passou. Algo perigosíssimo em qualquer esporte.

Resta ao time brasileiro demonstrar maturidade para tentar buscar a medalha de bronze, que não será nada fácil seja com China ou Estados Unidos.

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