Top 10 das finais da Liga. Para o bem e para o mal



Como prometido segue, em formato de lista, um balanço das finais da Liga Mundial.

SOBE

França
O time é novo, talentoso e pode incomodar durante um bom tempo o tradicional grupo dos melhores do planeta. Agora é saber se conseguirão manter o nível atuando com status de favorito.

Franceses antes da final no Rio (FIVB Divulgação)

Franceses antes da final no Rio (FIVB Divulgação)

Ngapeth
Eleito com justiça o melhor jogador da Liga. Tem força física, explosão, técnica e dá uma graça a mais ao esporte pelo jeitão “maluco beleza” de ser e atuar.

Grebennikov
O líbero francês é responsável por boa parte do sucesso do time. Dá o volume de jogo que diferencia a França dos demais rivais.

Nikola Grbic
Pouco mais de um ano de trabalho à frente da Sérvia. E já levou o time à final de uma Liga Mundial, algo que não acontecia há seis temporadas.

Lucarelli
Assumiu a responsabilidade de ser a bola de segurança do time brasileiro sem Wallace e com Murilo limitado no ataque.

Segurança e orientação para torcedores
Como evento-teste para a Olimpíada, a fase final da Liga teve esquema parecido com a Copa, projetando o que será na Rio-2016. Fora do ginásio houve orientação para quem precisasse. Dentro, seguranças posicionados na quadra para evitar invasões, por exemplo.

Ar condicionado
No inverno com cara de verão no Rio de Janeiro, o Maracanãzinho mostrou que uma arena climatizada de respeito. O ar funciona tão bem que muita gente passa até frio lá dentro. Algo que um europeu nunca irá reclamar.

Ações de marketing
Fora do ginásio a CBV montou um stand com vários troféus conquistados pela Seleção nos últimos tempos. Uma mini-quadra de vôlei de praia também estava à disposição.

Rede eletrônica
Simpática a rede com leds. Dá um cara moderna aos cerimoniais, mudando para as cores das bandeiras dos países, por exemplo. Jogadores também não reclamaram de uma mudança radical no jogo quando a bola toca na nova rede. Eles apenas pediram um pouco mais de tempo para adaptação. E estão corretos.

Mauro Berruto
Corajoso ao cortar quatro jogadores, entre eles o craque Zaytsev e o capitão Travica, dias antes das finais. Esteve até perto da semifinal, após vencer a Sérvia. Seria um título para o que sobrou do time estar na briga por medalhas.

DESCE

Desafio eletrônico
Demora e não tira dúvidas em algumas jogadas. Dois problemas sérios para um sistema que chegou prometendo, mas até agora vem conseguindo receber mais críticas do que elogios. FIVB precisa padronizar e rever procedimentos rapidamente.

Brasil
Ficou devendo mais uma vez. Cada vez mais claro que a falta de renovação neste ciclo está pesando e não há mais muito tempo para corrigir isso. Some os problemas físicos de alguns jogadores e não tenha mais um time titular com 12 jogadores, algo que fez tanta diferenças anos atrás.

Falta de opções de alimentação
Uma das principais reclamações do público. Poucas opções de locais para comer, que não tinham muita oferta de produtos. Tratar bem o público é algo que o Brasil ainda não faz tão bem no esporte.

Sander não brilhou como em 2014 (FIVB Divulgação)

Sander não brilhou como em 2014 (FIVB Divulgação)

Sander
O melhor jogador da Liga Mundial do ano passado deixou a desejar nesta temporada. Americanos alegaram problemas físicos para a queda de desempenho do ponta.

Meios de rede
Existe um certo vácuo na posição atualmente. Sem um jogador dominante no bloqueio, aquela referência que intimida o atacante rival.

Regulamento
Vários campeonatos da FIVB dão brecha para que “resultados convenientes” eliminem um rival ou facilitem emparceiramentos. E tal possibilidade, torneio sim, torneio não, vem manchando conquistas.

Instalações para a imprensa
Minhas costas doem até agora, já que a distância da cadeira para a bancada é muito grande, transformando o ato de ver o jogo e escrever em um desafio. O Maracanãzinho não tem um local fixo para a imprensa trabalhar, um erro desde a reforma para o Pan. E assim as instalações, sempre provisórias, deixam a desejar.

Venda de produtos
Se não tinha comida suficiente, imagine opções de produtos à venda? Empresas de material esportivo, FIVB e CBV deveriam aproveitar eventos deste porte para faturar com produtos oficiais. Mas nada era encontrado para o público consumir o vôlei.

FIVB
Ter um presidente da Federação Africana e vice da FIVB (quarto na hierarquia) entregando o troféu ao campeão não me parece o ideal numa competição deste porte. Ary Graça tinha uma cirurgia marcada para a semana da competição e agenda nos EUA. Desculpas aceitáveis, mas que não justificam tal escolha (eu o chamei de tesoureiro ao postar a nota, mas ele na realidade ele é responsável por apresentar o orçamento anual e as contas da instituição para a Comissão de Finanças)

Credenciamento
Sistema não funcionou no primeiro dia dos jogos, gerando filas e reclamações. Problema resolvido na sequência pela organização.



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