Título e vaga no Mundial: tarde histórica do Camponesa/Minas



A torcida do Minas Tênis Clube teve uma tarde histórica neste sábado. Em Belo Horizonte, em sua arena, ela reviveu épocas gloriosas do passado ao ver o Camponesa/Minas conquistar o título sul-americano e confirmar a participação no próximo Mundial, na China.  Vitória por 3 sets a 2 sobre o Sesc, que vinha de três títulos continentais, parciais de 25-23, 22-25, 25-23, 15-25 e 15-9.

Para o torcedor mais nostálgico, cenas de décadas atrás devem ter voltado à memória como doces lembranças. Imagens de anos gloriosos, com títulos no Mineirinho ou mesmo no antigo ginásio da Rua da Bahia. Quem não se lembra d0 L´Aqua di Fiori e do MRV/Minas, campeões nacionais nas décadas de 1990 e 2000?

Desta vez, as protagonistas não eram Hilma, Leila, Ana Paula, Pirv ou Fofão. Mas sim Carol Gattaz, Rosamaria, Macris, Léia…

camponesa/minas

Comemoração do Camponesa/Minas durante a final do Sul-Americano contra o Sesc (Divulgação)

A central confirma a excelente fase, talvez a melhor da carreira, ao levantar o troféu do Sul-Americano e ainda faturar outro, como a melhor jogadora da competição. Cada vez maior a volta à Seleção Brasileira, aos 36 anos, me parece certa. A ponta, jogando como oposto na ausência de Hooker, a levantadora e a líbero também entraram na equipe ideal do torneio. Do Sesc Drussyla e Juciely foram escolhidas.

Incluo no rol de destaques Stefano Lavarini. O italiano destoa de técnicos “formados em casa” em outras conquistas do clube, como Cebola e Rizola. Minas Gerais se orgulha de seus produtos, de sua terra. É cultural. Escrevo com tranquilidade por ter vivido quatro anos em BH. O treinador chegou sob desconfiança e, de quebra, com pressão. O Dentil/Praia Clube dominava o cenário estadual e o Minas não conseguia mais se colocar em decisões nacionais, quase monopolizadas pelos projetos do Rexona e do Osasco, com diversos patrocinadores. A resposta do italiano, em quadra, caladinho, quase mineirinho, foi aos poucos afastando as críticas. Nos bastidores dirigentes e atletas elogiam a forma de trabalho, a personalidade e o conhecimento de Lavarini.

A sensação de voltar a trilhar um caminho de protagonista deve ser festejada pelo Camponesa/Minas e também pela fanática. Ter o Minas grande novamente, de volta aos degraus mais altos do pódio, também faz bem ao vôlei brasileiro.

festa do Camponesa/Minas

Time, comissão técnica e dirigentes no pódio após o título (Divulgação)

Já para o torcedor do Sesc, tão acostumado com títulos nos últimos anos, a derrota certamente dói. Mas sem tirar o crédito de trabalho mais vitorioso do vôlei feminino do país em todos os tempos sob o comando de Bernardinho.

TIMES

Camponesa/Minas: Macris, Rosamaria, Pri Daroit, Newcombe, Carol Gattaz, Mara e Léia (líbero). Entraram: Karine, Karol Tormena, Natália e Hooker. Técnico: Stefano Lavarini

Sesc: Roberta, Monique, Drussyla, Gabi, Mayhara, Juciely e Fabi (líbero). Entraram: Carol Leite, Kasiely e Peña. Técnico: Bernardinho



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