Título permite boas observações para Zé Roberto



A Seleção Brasileira feminina conquistou, neste domingo, o título do Torneio de Montreux, na Suíça, ao vencer a Alemanha por 3 a 0 (25-21, 25-18 e 25-20) na decisão.

Mais do que o caneco valeu pelas observações que José Roberto Guimarães e a comissão técnica puderam ter das jogadoras na primeira competição do ciclo olímpico Tóquio-2020.

Rosamaria, com 15 pontos, liderou o Brasil na decisão, seguida por Natália, com 12. Dois nomes que exemplificam o primeiro ponto das observações. Depois de perder para a própria seleção alemã, na primeira fase, o Brasil ganhou consistência no ataque com a colocação da ponta do Camponesa/Minas no lugar de Drussyla. Rosamaria também teve bom desempenho em várias passagens pelo saque no duelo deste domingo. É uma formação com peso ofensivo, mas que ainda sofre um pouco na linha de passe, exigindo mais da líbero que estiver em quadra. Por falar em Natália ela teve contra a Alemanha a melhor atuação em Montreux. Acabou eleita a melhor ponta do torneio, aparecendo com bons números na defesa (segunda melhor) e na recepção (terceiro lugar).

– Sabemos que ainda temos muito o que melhorar, mas fiquei feliz que mostramos uma evolução a cada jogo nessa competição. Também foi importante porque esse torneio serviu como experiência para muitas jogadoras novas que nunca tinham defendido a seleção adulta. Temos que continuar trabalhando forte para chegarmos no patamar que almejamos – disse Natália.

– Sabemos que estamos passando por um processo novo na seleção. Esse título nos dá mais confiança para seguirmos trabalhando forte. O grupo evoluiu ao longo do torneio e isso é positivo. O sentimento na seleção adulta é outro e a responsabilidade também. Estou aqui para aprender e evoluir e fico feliz que a primeira competição tenha terminado com um título – completou Rosamaria.

Um fundamento a ser destacado na semifinal e na decisão é o bloqueio. Foram 31 pontos diante de chinesas e alemãs, em sete sets disputados. Carol e Adenízia somaram 10 pontos cada, fazendo com que a central que está trocando o Sesc pelo vôlei turco fosse eleita a melhor jogadora da competição. Outra jogadora que entrou no time ideal da competição foi Roberta, eleita a melhor levantadora. Ela mostrou-se mais à vontade no decorrer da competição, diminuindo a quantidade de erros técnicos. Está na frente de Naiane nesta “disputa”.

Zé Roberto fez uma análise da campanha do Brasil:

– É sempre bom começar um ciclo ganhando um torneio que tem uma tradição. O fato de termos algumas jogadoras jovens tendo a oportunidade de defender a seleção adulta pela primeira vez contra algumas escolas tradicionais do voleibol foi positivo. Também foi bom ter participado por todas as circunstâncias que encontramos em Montreux. Perdemos um jogo para Alemanha que serviu para alertar o time. Muitas vezes as derrotas mostram muitos fatores importantes. E essa fase de aprendizado é justamente para aprendermos e encontrarmos o caminho para melhorar o nosso time taticamente e tecnicamente cada vez mais.

Entre as demais titulares, Tandara é um nome consolidado e tem tudo para se firmar de vez na saída de rede neste ciclo. Foi a segunda maior pontuadora do campeonato (86 pontos, atrás apenas da alemã Lippmann, 99). Já Suelen, que substituiu Léia, terminou como quinta melhor no passe e na defesa. Foi regular e ganhou pontos. Entre as reservas, gostei da entrada de Edinara nas inversões de 5-1 durante boa parte do torneio.

Os próximos desafios do Brasil serão dos amistosos preparatórios para o Grand Prix contra a Polônia nos dias 27 e 29 de junho, respectivamente, em Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).

 



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