Título fica em boas mãos



O título da Superliga é do Sada/Cruzeiro. Justo pela campanha feita em toda a temporada e pela filosofia do projeto. Merecido também pela atuação na grande final contra o Vôlei Futuro.

Terminei agora minha coluna Saque que sairá neste domingo, no LANCE!. Lá falei um pouco sobre este projeto vencedor dos mineiros. Por isso, vou me ater aqui hoje a comentar a partida disputada em São Bernardo do Campo. À noite publicarei o outro texto.

Era difícil imaginar que o protagonista do jogo não fosse Lorena, Camejo e Wallace, por serem os homens de segurança, ou Ricardinho e William, os maestros. Apesar de o Mago ter levado o prêmio da CBV (que fique claro, ele jogou bem), eu teria escolhido Maurício como o melhor.

O ponta, que poderia ter chamado a atenção apenas pela barba, roubou a cena pela atuação segura. Preciso no passe, teve ótimas passagens pelo saque e foi consistente no ataque. Lembrou aquele Maurício que surgiu muito bem no Minas anos atrás, mas que estava longe dos holofotes após uma passagem apagada pelo Pinheiros e depois de ter chegado com o pé quebrado ao Sada. Demorou um pouco para entrar em forma, ganhou a titularidade e encontrou seu espaço em uma formação homogênea demais em todos os setores.

Lembro de ter conhecido, anos atrás, em BH, os pais de Maurício. Eles deixavam Maceió de lado por algumas semanas para dar atenção ao filho. Um dia, na Arena Vivo, eram os únicos presentes nas cadeiras do ginásio para acompanhar um simples treino do ponta. Neste sábado, lá estavam no Poliesportivo de São Bernardo do Campo. Devem ter gostado muito do que viram.

Voltando ao jogo, uma pena a lesão muscular de Lorena. O problema o perseguiu durante boa parte dos playoffs. Infelizmente para o Vôlei Futuro, foi mais grave hoje. A saída dele desnorteou o time, deixou Ricardinho sem um virador de bolas e abateu os companheiros. Leozão não deu conta do recado e a sobrecarga em Camejo, que também estava com o ombro baleado, deixou o time previsível. Não gosto do “se”, mas com o oposto canhoto em quadra, saudável, as parciais seriam mais equilibradas.

A Superliga termina com um legítimo campeão. Melhor na fase de classificação, que passou um susto nas quartas, mas mostrou toda a força na semi e na final. Parabéns aos cruzeirenses.

 



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