Título do Funvic/Taubaté ficou em segundo plano



O Funvic/Taubaté não deu chances para o Brasil Kirin, dono da casa, e faturou a Copa “Banco do Brasil” masculina por 3 a 0, ontem à noite, em Campinas. Merecidamente conquistou vaga no Sul-Americano, que classificará para o Mundial.

Mas o desempenho do time de Cezar Douglas ficou em segundo plano, já que o assunto que tomou conta das redes sociais, enquanto a bola rolava no Taquaral, foi a transmissão da final pela TV.

O SporTV, parceiro de longa data da CBV e canal oficial do vôlei no país, não transmitiu o primeiro set da decisão. Contrariando o que estava na própria grade de transmissão, o SporTV manteve a transmissão do UFC em seu canal principal (39), mostrava o basquete do Flamengo no 38, com Circuito Banco do Brasil de vôlei de praia no 37. Foi o estopim para um caminhão de reclamações de jogadores, ex-jogadores e fãs do esporte.

“Não to acreditando nisso!! Obrigado Sportv Obrigado CBV”, escreveu o central Gustavo, do Canoas, antes de reproduzir uma postagem de outra pessoa, que reclamava da falta de respeito da entidade e do canal com os fãs, pedindo uma satisfação para Renan dal Zotto e Radamés Lattari, dirigentes da CBV.

Como escrevi ontem no Twitter, o UFC, segundo a grade distribuída para a imprensa no fim de semana, começaria às 19h, terminando três horas depois para entrada do vôlei. Por algum motivo que apenas o canal pode explicar a transmissão das lutas avançou mais do que o previsto. E o vôlei entrou com o jogo – a final de um campeonato – já em andamento.

Escolhido o vilão da história, o enredo precisa ter um mocinho. E este foi a TV Brasil, canal que pouca gente tem o hábito de acompanhar (sejamos sinceros, pessoal!) e que fechou um acordo com a CBV para transmitir a competição. Mesmo chamando em parte do jogo o time da casa de Brasil “de Kirin”, a TV Brasil agradou o público justamente por chamar o time pelo nome do patrocinador (faltou fazer o mesmo com a Funvic, para ser justo), além de bons comentários do ex-jogador Fernandão. A transmissão aproveitou a maré positiva e leu dezenas de elogios de telespectadores durante o jogo.

A TV Brasil ficou feliz pela noite de sábado. E quem mais tem motivos para sorrir? O Banco do Brasil, que dá nome ao torneio e recentemente resolveu manter o patrocínio milionário à CBV? Certamente não. Já a entidade máxima do vôlei nacional volta a ser motivo de reclamações de todos os lados. E quem perde mais é o esporte, que vai vendo, dia após dia, os fãs – leia também como consumidores – perdendo o TESÃO (em maiúsculo mesmo) de acompanhar o vôlei.



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