Título coloca a Sérvia no topo após frustração olímpica



Dois anos atrás, o choro da Sérvia no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, era de tristeza pela perda do ouro olímpico para a China. Neste sábado, em Yokohama, no Japão, as lágrimas sérvias eram de alegria após a maior conquista do vôlei feminino do país em todos os tempos.

De virada, a equipe comandada por Zoran Terzic conquistou o inédito Campeonato Mundial ao vencer a Itália por 3 sets a 2, parciais de 21-25, 25-14, 23-25, 25-19 e 15-12.

Difícil falar em merecimento quando as duas melhores equipes da competição fazem uma decisão em cinco sets. Ambas demonstraram um vôlei de altíssimo nível em vários momentos nas últimas três semanas. O título estaria em boas mãos em ambos os lados. Mas a Sérvia levou o caneco por ter feito escolhas melhores em momentos-chave. E normalmente tais momentos dependem das levantadoras.

No “duelo” Ognjenovic x Malinov a vitória foi sérvia. A distribuição da camisa 10, capitã da seleção dos balcãs, foi mais inteligente durante toda a final. Ela soube dividir as bolas entre Boskovic e Mihajlovic, a ponto de a dupla terminar com números bem parecidos: a oposto teve 26 acertos (recebeu 44 bolas no ataque), enquanto a ponteira terminou com 19 (36 bolas atacadas).

Comemoração sérvia diante da Itália (FIVB Divulgação)

Do outro lado, Malinov praticamente não colocou Egonu para jogar no tie-break. Tentou dar moral para Sylla, forçou algumas bolas pelo meio… Errou! Quem estava virando era a jovem oposto, que se transformou em espectadora de luxo em alguns momentos. Parece incoerente o que escrevi quando se observa que Egonu atacou 60 bolas na final. Mas era para ter chegado a 65, 70, para desequilibrar no set final. Ela terminou o jogo com 33 pontos, 30 deles no ataque. Tinha espaço para mais.

Certamente a ferida fará a Itália refletir em busca de aprendizado. Tem uma geração talentosa, nova e com muita capacidade de se firmar entre as melhores do planeta por vários anos. Ferida que a Sérvia já cicatrizou após a Rio-2016, mostrou força para conquistar um título europeu e agora se colocar como a sétima nação a vencer um Mundial feminino.

LEIA TAMBÉM

+ Supercopa abre temporada nacional masculina de clubes



MaisRecentes

Dentil/Praia Clube conquista a Supercopa. Mas tem muito a evoluir



Continue Lendo

Dirigente morre ao jogar torneio master em Saquarema



Continue Lendo

Coluna: Uma Superliga 100% transmitida



Continue Lendo