Tijuana, dia 3: Brasil se recupera, com um set quase perfeito, e joga por vaga na semi



A Seleção Brasileira está viva no Campeonato Mundial sub-21 masculino. Nesta quarta, a equipe se recuperou da derrota para a Argentina passando pela Eslovênia por 3 sets a 1, parciais de 25-20, 21-25, 25-21 e 25-9.

Com o resultado, o Brasil faz nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), um confronto direto por uma vaga na semifinal diante da Turquia, que havia vencido os eslovenos por 3 a 2 na estreia na segunda fase. Quem vencer estará na semifinal como segundo colocado do Grupo E e tendo a Rússia como adversário na busca por um lugar na decisão. A Argentina, que passou nesta quarta pelos turcos por 3 a 0, será a outra classificada do E, esperando por Itália ou China, que será o segundo colocado do F.

Caio, maior pontuador do Brasil, festeja ao fundo (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

Caio, maior pontuador do Brasil, festeja ao fundo (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

O triunfo começou a ser construído pela atitude mostrada pelo time. Mais ligado no início dos sets, vibrante e sem se abater com os erros. Outro bom sinal foi a reaparição do bloqueio, fundamento que fez apenas um ponto no duelo com os hermanos. Dois dos primeiros quatro pontos no jogo foram de block, ambos com Rômulo. Robert, o outro central, marcou outros dois ainda na parcial inicial (seriam dez no total ao fim do jogo), ajudando a Seleção a fechar por 25 a 20.

O segundo set começou com a Eslovênia defendendo melhor, conseguindo sustentar o passe e pontuando nos contra-ataques, vários deles usando jogadas rápidas pelo meio. O Brasil chegou a ficar quatro pontos atrás no placar (7 a 11), obrigando o técnico Leonardo Carvalho a pedir tempo. A diferença logo caiu para dois, após bons ataques do oposto Caio, melhor opção ofensiva do time na partida. Um erro de ataque esloveno igualou o placar em 13. Mas a reação verde-amarela por aí. Com baixo aproveitamento na virada de bola e sem repetir a eficiência do set anterior no bloqueio, o time perdeu por 25 a 21.

Para narrar a sequência do duelo vou ser repetitivo como em outras postagens, mas é necessário. Quando o Brasil entra ligado no início dos sets, com o saque pressionando o passe adversário e sai na frente parece um outro time. Um pouco do que o Léo Carvalho me falou dias atrás: a principal briga com o time é fazê-lo entrar nos sets achando que o primeiro ponto é o decisivo do jogo. Caio foi importante, mais uma vez, na virada de bola. Douglas Souza, Fernando Cachopa e Rodriguinho também tiveram boas passagens pelo saque, permitindo que o bloqueio incomodasse Stern, o principal homem do ataque esloveno.

Para não mudar o script, o Brasil começou bem o quarto set. Ou melhor, foi avassalador, melhor do que a encomenda. Abriu 12 a 1, com Cachopa fazendo uma longa passagem pelo saque e acabou vencendo com enorme tranquilidade. A Seleção que é candidata a ir longe ainda neste Mundial é a desta parcial. Que a performance se repita nos jogos decisivos que terá pela frente nos próximos dias.

Douglas Souza encara p block esloveno (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

Douglas Souza encara o block esloveno (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

– Quando conseguimos jogar forte no saque e no bloqueio nosso time é um. Quando não conseguimos pressionar nestes dois fundamentos o jogo fica mais parelho, na troca de vantagem e dificulta um pouco para a gente. Quando conseguimos bloquear podemos jogar com tranquilidade. Quando não ficamos menos competitivos – analisou o técnico brasileiro, que emendou sobre a partida com a Turquia.

– Estamos vivos. Temos mais uma decisão amanhã contra a Turquia. A Turquia tem mais opções de jogadores do que a Eslovênia. O estilo de jogo é até parecido, mas a Turquia é uma equipe melhor. Acho que vai ser um jogo difícil. Confio no nosso time, aposto na vitória, mas sei que os turcos têm um time de respeito. A gente quer muito ter a chance de jogar contra a Rússia, na semifinal. Acho que seria um grande desafio.

 

 

 



  • Jairo(RJ)

    Daniel, será que no Rio 2016 teremos uma nova invenção russa? Se o moleque é o cara como todos estão vendo, já imaginou na final com um Brasil x Rússia, o Pankov virar atacante e acabar com o jogo?… De humilde ele não tem nada! E de cabeça russa tudo pode sair.. rs

  • jose herbert araujo

    Preocupante!!!O Brasil próximo de perder a hegemonia no voleibol masculino na América do Sul. A Argentina vem fazendo ótimo trabalho com as categorias de base. Foram vice-campeões no infanto-juvenil(ou sub-19), e agora ca categoria juvenil(ou sub-21) mete um sonoro 3×0 nos brasileiros e seguem invictos no mundal. É… mudança na América do Sul. O domínio do Brasil está ameaçado.

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