Tijuana, dia 2: O primeiro “temblor” a gente nunca esquece



– O chão está tremendo?

– Eu senti também.

– Para com isso. É reflexo do elevador.

– É nada.  Senti de novo. O chão está me mexendo.

– Minha perna também tremeu. Vamos lá para fora?

A mensagem de boas-vindas de Tijuana para a Seleção Brasileira masculina de vôlei foi essa. Participei deste diálogo com alguns integrantes da Seleção Brasileira sub-21, no hall do hotel, na tarde de ontem (noite no Brasil), minutos antes do treino de reconhecimento do ginásio que recebe a segunda fase do Campeonato Mundial.

Um pequeno susto, tratado até com certo humor depois que o chão para de se “mexer”. Algumas pessoas nem sequer perceberam. Mas na verdade bate um susto nos marinheiros de primeira viagem no assunto terremoto, como este escriba. Passei até a decorar os locais da saída de emergência para qualquer eventualidade, né?

Agora já sei para qual lado correr aqui em Tijuana (Daniel Bortoletto)

Agora já sei para qual lado correr aqui em Tijuana (Daniel Bortoletto)

Hoje fui pesquisar sobre o assunto. E os dados sobre atividades sísmica em Tijuana são:

0 tremores hoje
4 tremores nos últimos 7 dias
10 tremores no último mês
99 tremores no  último ano

No voo entre a Cidade do México e Tjuana, na semana passada, a Aeroméxico me oferecia no cardápio de filme “A falha de San Andreas”. Resolvi ver, já que é um tema interessante, apesar dos exageros de Hollywood para que o desfecho fosse típico de super-heróis e não seres humanos.

Efeitos especial hollywoodianos à parte, a explicação dos especialistas para a previsão de que, em algum dia, um grande terremoto pode devastar toda essa região da Califórnia merece ser lida.

“Na porção ocidental dos Estados Unidos, mais exatamente no estado da Califórnia, ocorre um movimento tangencial entre duas placas tectônicas (a placa norte-americana e a placa do Pacífico), a primeira desliza 14 milímetros por ano em sentido sudeste, já a placa do Pacífico desloca-se 5 milímetros no sentido oposto da primeira. Essa movimentação das placas gerou uma das mais famosas falhas do planeta, a de San Andreas. O atrito entre essas duas placas gera frequentes terremotos na região, o que torna a Califórnia uma das áreas de maior instabilidade tectônica do planeta.

A Costa Oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos lugares com a maior atividade sísmica do planeta. A falha de San Andreas é uma gigantesca rachadura visível de, aproximadamente, 1.300 quilômetros de extensão que marca os limites entre as duas maiores placas tectônicas do planeta: a placa norte-americana e a placa do Pacífico. O deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o estado da Califórnia, e foi a principal causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.

Conforme o Instituto de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o estado da Califórnia apresenta 99% de chances de ser atingido, nas próximas três décadas, por um terremoto superior a 6.7 graus”.

Só espero não estar aqui para presenciar.

 



  • Andy Barros

    Interessante. O filme citado é muito bom.

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