Teve de tudo no maior clássico do vôlei



O sempre aguardado clássico entre Osasco/Audax e Sesc entregou, dentro e fora de quadra, boa parte do que se esperava dele, na noite de sexta-feira.

A começar pela demonstração de espírito esportivo e civilidade, no pré-jogo, entre as duas instituições. Com divulgação conjunta, os times paulista e carioca fizeram ações de comunicação para promover o clássico, com texto distribuído à mídia com declarações de dirigentes com exaltação à importância do duelo e posts em redes sociais com craques das duas equipes juntas na mesma imagem.

Um golaço de Osasco e Sesc, numa clara demonstração de que ser adversário no esporte não significa ter ódio do rival. Eles não seriam o que são hoje se o outro não existisse. Piegas, mas verdadeiro. E ambos ganharão a curto e médio prazo com um processo constante de valorização do clássico, tratado por eles como o maior do mundo no vôlei.

Dentro de quadra, cinco sets. Não faltou emoção para os torcedores de Osasco e do Rio de Janeiro. No fim, o time de Bernardinho levou a melhor por ter feito um tie-break perfeito. Não é fácil perder a chance de fechar o jogo no quarto set, ver o ginásio do adversário quase vir abaixo e ignorar a pressão. O 15 a 5 foi uma aula do Sesc, com muita pressão no saque e uma virada de bola praticamente perfeita.

Duelo entre Osasco e Sesc (João Neto/Fotojump)

Para Tandara, os 22 pontos e o troféu de melhor em quadra tiveram um sabor especial. Foi a primeira vez dela com a camisa do Sesc no José Liberatti. A oposto tem boa parte da história no vôlei ligada ao time de Luizomar de Moura. Ao se transferir para o arquirrival, viu a idolatria em Osasco se transformar em críticas e provocações. Durante o jogo, viu a torcida da casa mostrar cartazes com notas de um dólar e a foto da atleta. Também foi xingada de mercenária. Deu a resposta em quadra.

O Sesc saiu do clássico invicto, líder e fortalecido após a grande reformulação feita por Bernardinho na temporada. Já Osasco, com uma formação diferente utilizada por Luizomar, com a sérvia Bjelica na posição de origem, na saída de rede, no lugar de Casanova, ainda tem muita a evoluir. Principalmente no entrosamento da levantadora Roberta com as atacantes.

A esperar o “maior clássico do mundo” no dia 11 de fevereiro, no Tijuca. No reencontro, já será possível ver qual dos dois rivais estará melhor preparado para os playoffs.



MaisRecentes

O que esperar do Mundial feminino de clubes?



Continue Lendo

Não sei em quem apostar na Superliga feminina



Continue Lendo

Coluna: Um por todos, todos contra Taubaté na Superliga?



Continue Lendo