Tentativa de explicar o 3 a 0 americano



Li as declarações dos técnicos e revi os números do confronto antes de escrever sobre EUA 3 x 0 Brasil, parciais de 26-24, 25-20 e 25-21, na final do Grand Prix.

Na minha coluna Saque, de hoje, no LANCE!, escrevi que o resultado da final não me faria mudar de opinião, já que o Brasil sairia do GP com algumas conquistas: a afirmação de Dani Lins, o surgimento consistente de Fernanda Garay, além de moral por ter vencido a Rússia, com direito à virada sensacional no terceiro set.

Não retiro o que disse. Apenas faço uma ressalva. Muitas vezes, uma vitória como a da véspera faz o time baixar a guarda no duelo seguinte. Pior ainda quando se vem de uma maratona com tantas viagens. A mistura emocional + físico + um rival inspirado resume, a grosso modo, o que foi o jogo.

Nos números, chama a atenção o desempenho pífio do bloqueio brasileiro, que fez apenas dois pontos no jogo. Dani Lins, como todo o restante do time, teve uma queda de produção e a distribuição pecou. No ataque, Sheilla teve um aproveitamento de apenas 25%, muito baixo para um jogo decisivo. E a defesa não funcionou.

Junte-se a isso os 30 pontos somados da dupla Hooker/Logan Tom. E o 3 a 0 americano pode ser explicado. Bicampeão com méritos.

Para Zé Roberto, a missão de recuperar fisicamente a Seleção e estudar ainda mais os Estados Unidos, um rival direto pelo ouro em Londres-2012.



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