Tentativa de explicar o 3 a 0 americano



Li as declarações dos técnicos e revi os números do confronto antes de escrever sobre EUA 3 x 0 Brasil, parciais de 26-24, 25-20 e 25-21, na final do Grand Prix.

Na minha coluna Saque, de hoje, no LANCE!, escrevi que o resultado da final não me faria mudar de opinião, já que o Brasil sairia do GP com algumas conquistas: a afirmação de Dani Lins, o surgimento consistente de Fernanda Garay, além de moral por ter vencido a Rússia, com direito à virada sensacional no terceiro set.

Não retiro o que disse. Apenas faço uma ressalva. Muitas vezes, uma vitória como a da véspera faz o time baixar a guarda no duelo seguinte. Pior ainda quando se vem de uma maratona com tantas viagens. A mistura emocional + físico + um rival inspirado resume, a grosso modo, o que foi o jogo.

Nos números, chama a atenção o desempenho pífio do bloqueio brasileiro, que fez apenas dois pontos no jogo. Dani Lins, como todo o restante do time, teve uma queda de produção e a distribuição pecou. No ataque, Sheilla teve um aproveitamento de apenas 25%, muito baixo para um jogo decisivo. E a defesa não funcionou.

Junte-se a isso os 30 pontos somados da dupla Hooker/Logan Tom. E o 3 a 0 americano pode ser explicado. Bicampeão com méritos.

Para Zé Roberto, a missão de recuperar fisicamente a Seleção e estudar ainda mais os Estados Unidos, um rival direto pelo ouro em Londres-2012.



  • Afonso (RJ)

    Quantas vezes mais ainda vamos ouvir essa história? Estados Unidos fazem uma campanha apenas boa o suficiente, com jogadoras quase todas elas bem inferiores tecnicamente ao time brasileiro, que por sua vez fez uma campanha impecável, abiscoitando 100% dos pontos disputados, e chega na final, as americanas entram com uma determinação e uma vontade férrea, enquanto que as brasileiras, estatisticamente jogam muito abaixo de suas reais possibilidades, com braço encolhido no ataque e pés pregados no chão tanto na defesa quanto no block.

    Não é a primeira vez. E não me venham com essa história de que o time americano estudou o jogo brasileiro, e que o técnico foi um mestre na estratégia. O Brasil também fez o dever de casa, estudando as adversárias, e o Zé Roberto é um estrategista tão bom, senão melhor, que o técnico americano importado da Nova Zelândia.

    Na minha opinião, o que pesa nesses momentos é o psicológico. Em termos de autoconfiança, o “Yes, we can” tem sempre um peso enorme para os dois lados. Não que a equipe brasileira tenha “amarelado”, mas no frigir dos ovos pesa uma vida inteira de influência subliminar sobre a supremacia americana em todos os campos e não só no esporte.

    Realmente não vejo outra explicação para as surpreendentes performances dos times em quadra, levando em conta o histórico das duas seleções, quando o Brasil ganha TODAS que não valem nada, enquanto faz jogos decisivos medíocres.

    Mas nossas jogadoras são inteligentes e nossa comissão técnica é competente, e essas lições serão aproveitadas em futuras e mais importantes jornadas. É o que sinceramente eu espero, pois continuo achando que nossas maravilhosas meninas são as melhores e meu orgulho de torcer por elas continua inabalável.

    • Raimundo

      Afonso veja os dados da cassia, são situações que ocorrerão sempre em campeonatos.
      Agora essa influência subliminar ajuda, mas não acho que seja determinante.
      Ganhar um campoenato vem de capacidade da comissão tecnica e dos atletas.

      • Afonso (RJ)

        Raimundo: Obrigado pela argumentação. Concordo com você que o fundamental seja a capacidade técnica. Disso não tenho a menor dúvida. Mas quando existe um certo equilíbrio nesse quesito, mesmo que relativo, aí sim, o psicológico passa a ser determinante. O meu ponto de vista é que para se vencer uma equipe americana, de maneira geral, a técnica tem que ser MUITO superior, ou então o psicológico tem que estar MUITO bem trabalhado. Senão dá no que deu hoje, e vem se repetindo com uma frequência cada vez mais preocupante. No frigir dos ovos, eles levam uma tremenda vantagem psicológica advinda de toda uma vida de um nem tão subliminar ufanismo patriótico.

        • Carlos

          Cara, em que época da “gerra fria” você parou? Este lance de patriotismo é tão, mas tão datado que chega a ser engraçado o que você disse!!!

          • Afonso (RJ)

            Argumentos, Carlos. Se você discorda do que eu disse, direito seu. Mas com argumentos e não com ironias. Persisto no meu ponto de vista, e já que você discorda, qual é o seu?

          • carlos

            Prezado Afonso,

            Apenas achei engraçado o lance do tal ufanismo/patriotismo como explicação para a vitória da seleção dos EUA.

            Como você chegou a mencionar “pesa uma vida inteira de influência subliminar sobre a supremacia americana em todos os campos e não só no esporte”, chega a soar patético para dizer o mínimo. De verdade, você acredita e tem fé que isto é importante??

            Contra achismos de teoria da conspiração ufanista não há argumentos.

            O Brasil jogou mal e ponto. Pára de achar que o império capitalista/ufanista/suprasumo do universo ganhou…

          • Afonso (RJ)

            Caro Carlos: Creio que poderíamos ficar aqui por muito tempo defendendo nossos pontos de vista, mas acho que nossa discussão está tomando um rumo que foge ao escopo desse blog.
            Proponho ficarmos assim: Eu concordo que as minhas assertivas podem ter passado uma impressão de preconceito, antiamericanismo ou algo dessa natureza, mas peço que me seja dado o desconto de eu ter sido por demais simplista dada a necessidade de ser extremamente sucinto em um assunto bastante complexo.
            Por outro lado, há de concordar com um certo “complexo de superioridade” americano (na falta de um termo melhor) que com frequência se manifesta sob uma forma ufanista nas suas decisões políticas, nos seus livros, filmes, teorias científicas, programas de TV, etc… Isso chegou a ser ideologizado na filosofia do “Destino Manifesto”, é bem verdade que há mais de um século atrás, mas que comprovadamente continua a exercer maior ou menor influência em boa parcela da população americana, principalmente da ala mais conservadora.
            Sugiro como leitura o artigo acadêmico:

            http://meuartigo.brasilescola.com/historia-geral/estados-unidosdestino-manifesto.htm

            Minha tese é que esse tipo de coisa está longe de ser uma “teoria da conspiração”, mas acaba tendo certa influência talvez subliminar, em maior ou menor grau em inúmeras situações inclusive o esporte.

    • Mauricio

      Concordo, Afonso. Acho que essa auto-estima, determinação americana é muito cultural. Talvez nós brasileiros nos acomodamos muito fácil e daí, quando nos damos conta, o “barco já passou”.

      Achei que as meninas deixaram o bom jogo na partida contra Rússia. Parece que tudo que sabem jogar ficou na semi-final. Talvez, inconscientemente, era mais importante bater a Rússia de lavada, com direito a algumas viradas espetaculares e linda atuação da equipe (a entrevista da Gamova estava entalada na garganta de todas elas). Talvez, a final antecipada da semi tenha nos levado à derrota ontem. Mas tudo isso é achismo…só o tempo dirá.

      Hoje pensei muito no papel da capitã. Acho que faltou alguém assumir a posição de liderança…Papel que o ZRG acabou tomando, ao passar a mão na cabeça das jogadoras.

      Antes, tínhamos a Fofão, que era referência e todas as meninas a respeitavam. Ela estava ali para guiar as companheiras e dar segurança no jogo. Não vi a Fabizona cumprindo essa função e, sinceramente, não sei se ela é hoje a melhor líder, apesar de ter carisma e se dar bem com as companheiras.

      Enfim…agora é momento de rever os erros e seguir com o trabalho. Vamos ver como serão as próximas convocações.

  • Daniel

    A derrota veio do banco de reservas. Hugh McCutcheon deu um show. Do lado brasileiro, um ZRG perdido, incapaz de orientar Dani Lins.

    • Afonso (RJ)

      Ditado popular: “A galinha do vizinho é sempre mais gorda que a nossa…”

      • Diogo Márcio

        Coitada da Berg kkkkkkkkkkkkkkkkk

        • Diogo Márcio

          Obs.: Não to insinuando que a Berg é Galinha, to querendo dizer que o McCutcheon está engordando as jogadoras!

    • Afonso (RJ)

      Ditado popular: “A grama é sempre mais verde do lado de lá da cerca…” 🙂

      • Diogo Márcio

        Isso antes de você bisar nela!

        • Afonso (RJ)

          Deixa com o Zé Roberto e as meninas. Mais cedo ou mais tarde pisam mesmo na grama mais verde e papam a galinha mais gorda do neozelandês 🙂

  • Renan

    Hoje senti muita falta da Mari e da Paula, não acho que a Natalia esteja pronta pra ser titular, e acho que só foi pelo desfalque da Paula. Li em outros blogs que o time tem mts problemas internos, até em um blog dizia que o fim do relacionamto Mari & Sheilla era um dos motivos do rendimento tao baixo da Sheilla. Não sei em que acreditar, mas achei o jogo mt abaixo do que estamos acostumados e senti uma grande pena e tristeza profunda pela perda desse Grand Prix. Nao consegui entender mt bem pq, mas de fato achei o time apatico e sem a vibraçao que mts comentaram que amaram no jogo contra a Russia. O que será que aconteceu?

  • vilma

    A parte física e o que o zé precisa se preocupar pois perder duas grandes jogadoras faz falta sim, garay foi uma grande surpresa mas ainda não está pronta pra encarar uma olimpiada como titular

  • Rodrigo Cavalcante

    Sou torcedor fanático da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei… mas, ZRG precisa estudar mais e abrir os olhos pq as Olimpíadas estão logo aí! É incrível como nas finais as jogadoras entram apáticas… Não acho q com Mari e Paula o Brasil teria vencido… Mari joga a mais de 4 anos como ponteira e o passe ainda é terrível! Sheilla que sempre foi unanimidade deu uma caida de rendimento grande nesse GP, hoje foi muito acionada e pouco virou… Dani Lins tem se sobressaido, pois joga muito bem com as nossas centrais, porém os EUA tem uma marcação tão efetiva que desde o primeiro jogo Thaísa e Fabiana tiveram muita dificuldade de virar bolas… Precisamos começar um trabalho para 2016 visando ponteiras mais altas! Infelizmente nossas jogadoras sentem muito o peso das decisões… Um time que até então deu show, hoje estava irreconhecível!

    • Ana

      Eu concordo ctg Rodrigo. O passe da Mari é terrível. Achei o time super apático e irritadiço.

  • Lucas Albuquerque

    É, os EUA ganhanram do Brasil hoje.
    Tudo bem que o time brasileiro teve muitos errados, mas as americanas estavam inspiradas, com um volume do jogo admirável.

    O Brasil fez uma ótima campanha, admirável.
    Mas essas pratas seguidas podem influenciar no emocional das meninas, e isso é preocupante em um ano que antecede Olimpíadas.

    Mas é vida que segue…

  • A explicação da derrota brasileira não é complicada, os EUA jogaram muito e o BRASIL não jogou nada. Agora, o porque do baixo desempenho do time brasileiro na final temos de perguntar ao ZÉ ROBERTO.

  • Rodrigo

    Mas o GP é para isso mesmo. E achei que esse passeio que a SFV levou oi uma boa, veio em boa hora. É trabalhar e não perder o foco aonde interessa que é garantir a vaga na copa do mundo e buscar o ouro de Londres que é o que interessa!!!

  • Cássia

    Coincidências (ou não):

    Grand Prix 2011:
    2ª fase: Brasil 3 x 1EUA
    Final: Brasil 0 x 3 EUA

    Mundial Juvenil 2011 Feminino:
    1ª Fase: Brasil 3 x 1 Itália
    Final: Brasil 1 x 3 Itália

    Mundial Masculino 2010:
    1ª fase: Brasil 2 x 3 Cuba
    Final: Cuba 0 x 3 Brasil

    Mundial Feminino 2006:
    2ª fase: Brasil 3 x 1 Rússia
    Final: Brasil 2 x 3 Rússia

    Olimpíadas 2004 (masculino):

    1ª fase: Brasil 1 x 3 EUA
    Semifinal: EUA 3 x 0 Brasil

    Olimpíadas 1996 (feminino):

    1ª fase: Brasil 3 x 0 Cuba
    Semifinal: Brasil 2 x 3 Cuba

    • Diogo Márcio

      Nada a ver, são eventos esporádicos! Se fosse anualmente, ai seria diferente….

      • Afonso (RJ)

        Não creio que sejam tão esporádicos assim. É uma coisa que vem se repetindo de forma cada vez mais preocupante.

        • Diogo Márcio

          A maneira postada não esta dividida na ordem correnta de Género e Categoria;
          Nessas ‘coincidências’ houveram renovações;
          Feminino – 10 anos para se acontecer (1996-2006), depois 5 anos (2006-2011);
          Masculino – 6 anos (2004-2010).

          Tudo isso precisa ser levado em conta!

          • Afonso (RJ)

            Concordo que a maneira com que foi postado não foi a ideal, mas o fato permanece que as equipes brasileiras costumam ter uma performance abaixo do usual em momentos decisivos. A masculina menos e a feminina mais. Inclusive nas categorias de base. Começando com Atenas, passando pelo Grand Prix do ano passado, mundial, pela sub 20 esse ano que deu um vareio nas italianas quando não precisava, e perdeu na final, e essa agora novamente com as americanas. Continuo dizendo que tem coisa errada aí.

    • Cássia

      Gente, eu não tentei criar uma teoria da conspiração. Só coloquei esses dados pra mostrar que normalmente equipes que voltam a se enfrentar na mesma competição tem atuações diferentes, só isso.
      Acho que tem muito a ver com emocional e tática. Talvez o time que vença na fase preliminar tenha feito um jogo muito bom, mostrando aquilo que tenha de melhor, possibilitando que o adversário o estude bem. Tem também o psicológico: em alguns desses jogos o resultado do primeiro jogo talvez gere despreocupação no time que ganhou…
      É claro que os resultados não tem nada a ver entre si, são anos diferentes, times diferentes, gêneros diferentes, categorias diferentes… Era só ter um pouquinho de atenção: reparar no que todos eles tinham em comum e não naquilo que tinham de diferente.

  • Mauricio

    Talvez o Brasil esteja construindo seu caminho com importantes derrotas. A de hoje, para uma grande equipe, taticamente impecável e justo numa final. Por outro lado, e apesar do sabor amargo da derrota, a seleção ganhou, e muito, com a premiação da Dani Lins, Thaísa e Fernanda Garay. Com esses prêmios individuais, firmamos a levantadora (o próprio Zé Roberto, durante a partida, foi muito companheiro da Dani Lins… ele sabia que aquela derrota poderá ser importante mais adiante principalmente para ela), descobrimos um talento na recepção (para quem contava com Jaqueline e Sassá, ter mais uma opção de recpeção e ataque é sempre uma excelente notícia) e ganhamos mais um poder de ataque, alto e veloz como deve ser uma central.

    Sim, acho que a Fernanda Garay eu uma sumida na final, assim como as outras principais jogadoras.

    Mas time campeão não se faz com talentos individuais. O ZRG sabe muito bem disso. É muito importante ver o time também perder coletivamente, ou seja, a derrota se deve ao grupo que não teve poder de reação.

    Muito bom! vamos que vamos.

    • Afonso (RJ)

      Belas palavras, Mauricio… Parabéns

  • Fernando Adilio

    A culpa foi:
    1º Do ZRG, na fase de classificação, que não teve a perspicácia de poupar Mari e PP4 na etapa de classificação. Não era preciso ficar sem jogar, mas mesclar a necessisdade delas em jogos mais importantes. Ele não teve ssa sensatez e o reultado foi cansaço muscular e LESÃO das nossas ponteiras, que são muito mais requisitadas durante o jogo do que ass outras posições.
    2º Do ZRG na final, por ser um técnico sem visão tática alguma. A pessoa que percebe que a levantadora entrou em PANI e faz a inversão de 5×1… é no mínimo para rir. Não é a versão de 5×1 que vai mudar, mas sim a levantadora. Fabíola possui levantamento mais rápido e mais arriscado, fungindo assim do óbvio, obvio este que foi estuda pelo hugh.
    3º não contente em manter a levantadora, não colocou tandara na ponta, o que ela fazia no VF, no lugar de Garay, para termos mais força no ataque. Além de ela não ter sido tão estudada como a Garay.
    4º PANI LINS, eu sempre disse que essa levantadora é Uó!!! Levantou mal sim… teve uma distribuição péssima, as ponteiras jogavam marcadas, com a bola longe da rede ou espetada e com o duplo inteiro… Lamentável. Não podemos dizer que as centrais estavam marcadas, porque a burra insistência com as pontas mal levantadas, torna impossível saber se Fabiana e Thaisa não poderiam ajudar a nossa seleção.
    .
    Agora para aqueles que dizem que PP e Mari não faz falta… É porque não entendem absolutamente nada de volei. PP4 e Mari são especialistas em utilizar o bloqueio para contra-ataque e tbm explorá-lo! Foi isso que faltou hoje. Não tivemos mais que 5 ataques explorando o bloqueio.
    Sheilla, é uma boa jogadora, mas fica provado que quando não tem alguem de peso para dividir a responsabilidade… ela tem esse aproveitamento péssmo (desculpa, mas 25% de aproveitamento para uma oposta que é chamada de absoluta… não dá!!!).
    Fora isso, estou orgulhoso da nossa seleção que apesar de ter um excelente técnico, mas muito temeroso de mudanças, e uma péssima levantadora, sem visão de partida, com desfalque de suas ponteiras principais (que seriam titulares em qualquer seleção do planeta) conseguiram chegar a medalha de prata!
    Espero que esse título de melhor levantadora não crie uma falsa percepção ao nosso técnico, a ponto de não enxergar quão ruim é a nossa levantadora “titular”.
    Agora é se recuperar para a Copa do Mundo, campeonato que nunca vencemos e que classifica as 3 primeiras para as Olimpiadas.

    • Afonso (RJ)

      Nem vale a pena argumentar…

    • kafepaulo

      Caro amigo, concordo com tudo o que disse, e acrescento que, essa impressão de que a Dani Lins, é considerada a melhor levantadora desse torneio, é uma pena mesmo, e tomara que o ZRG abra o seu olho, senão nós estaremos, muito mal resolvidos, e lembro aos outros, que no time aonde ela jogava, era fácil, pois o resto do time ajudava e muito, ela a não tremer nos jogos descisivos delas…concordo 100% no que colocou na inversão 5 x1 que o técnico fez…deveria ter trocado o jeito do time jogar naquela altura, pois o time estava marcado completamente…faltou poder de tomar descisões do treinador.

      • Cláudia Centhlá

        Sabia que ia sobrar pra Dani. A seleção não jogou bem como um todo. Esses quizumbeiros do Sollys tem um espírito de derrotado tão intenso que acabam passando para as meninas. Vão descontar as mágoas no espelho, bando de falido. Sou mais a Dani, sou mais Brasil. E as meninas e o Zé vão contar com a minha torcida sempre, em qualquer situação.

        • Diogo Márcio

          Ele ta defendendo a Mari e PP4, desde quando elas são do Sollys?! #Burra

      • Diogo Márcio

        Nem vale a pena argumentar…²

      • Lucas

        Concordo com vc! Acho que deveriamos ter trocado a estrategia de jogo, e isso aconteceria com a Fabiola! Acho ela bem mais madura e experiente!

        • Fernando Adilio

          Sim, além de mais madura experiente, ela arrisca mais.
          E por fazer isso, ela sairia do óbvio…
          Now is just too little too late

  • Marcio

    Grand Prix não vale nada, esse ano o que importa é a vaga pra olimpiada.

    • Afonso (RJ)

      Grand Prix não vale nada, como eu disse anteriormente, é papo de perdedor. Coisa de chororô russo. Vale menos, é claro que Mundial, ou principalmente Olimpíadas, mas vale muito.
      Mas concordo que o que passa a valer agora é o Mundial e a vaga para a Olimpíada. Para a frente é que se anda.

      • Diogo Márcio

        Rússia só foi para ganhar uns pontinhos no Ranking da FIVB! Só vai valer a pena, quando o campeão do GP ganhar o mesmo que na LM #Fato

  • Álvaro Médio

    Ai ai ai. Perder dói. Dói mesmo, de verdade.

    Depois de ontem, aquele dia maravilhoso, vem o dolorido hoje.

    Elas amarelaram? Depende do que se entende por amarelar.
    Entraram nervosas (mas as americanas tb estavam).
    Só que no segundo set, as americanas que venceram no detalhe o 1º, puseram os nervos lugar, e nós não.
    O terceiro set faltou sorte, uma bolinha (aquela bola que deixaria 23 a 22 e ficou 24 x21).
    Acho que se no terceiro set tivéssemos virado, a história seria outra. Quem sabe, meu Deus.
    Individualmente, a Dani foi Pani Lins? Pelo menos, uma semi-pani foi!
    E a Sheilla virando 25%? Nunca vi na vida!
    Sheillinha não foi a oposto que sempre tivemos! Definitivamente, não.
    E a Natália? Será que é isso tudo mesmo? As dúvidas vêm à cabeça….
    Será que Mari e Paula fizeram falta? Quem sabe?

    Será que ganharemos Londres? Não se sabe…
    Só digo uma coisa, a Rússia nunca teria perdido um jogo desses (isto é, estando embalada o campeonato todo e disputando uma final como favorita).

    Meninas brasileiras, amarelonas ou não, meu coração continua com vcs!!!

  • Márcio Tame

    Bem eu esperei até o final do campeonato para deixar minha opinião aqui…Realmente os comentários que li durante a semana foi bem semelhante ao que eu vi dos jogos! O que eu vi do jogo de hoje me deixam um pouco preocupado para a campanha olimpica!
    O EUA jogaram muita bola, Logan Tom chamou o jogo para sim, o que faltou para o Brasil. A Hooke foi extremamente eficiente, diferente do ataque do Brasil. Alguns aspectos me chamam a atenção: A Dani Lins joga muito bem com o time liderando o placar, com o time atras, ela deixa de pensar em algumas jogadas mais arriscadas e só levanta bolas para as pontas. A Fabi é uma excelente libero no quesito defesa, mas peca na recepção! Vale a pena continuar com ela? Claro que sim, mas precisamos da Jaqueline que mesmo não atacando com tanta eficiencia, deixa o time com um passe melhor…Fer Garay e Natalia são o futuro e não a realidade, a nossa realidade é Mari e Paula Pequeno que mesmo alternado altos e baixos em decisão sobem de produção. O que nos interessa pelos próximos anos são as Olimpiadas e acho que o ZR está no caminho certo. Não temos uma levantadora que queira jogar na seleção melhor que a Dani Lins, então vamos com ela. Teria a Fofão mas ela Não quer mais voltar. Essa foi a minha impressão da seleção!!

  • Diogo Márcio

    Foi uma pena perder na final, mas não apaga a brilhante campanha que o Brasil fez durante o campeonato inteiro! Se pensarmos bem, Nat e Garay ganharam experiência e serão a próxima geração… Agora é pensar nos problemas com a Mari/PP4 e a Copa do Mundo.

    • Afonso (RJ)

      Perfeito! É pra frente que se anda.

      • Lucas

        A Natalia fez um exelente mundial o ano passado… Estava voando! Nao podemos esquecer que ela acabou de voltar de uma cirurgia e esta nitidamente forma de forma!

  • Luciano

    O técnico dos Estados Unidos é um amante do volei brasileiro, durante muitos anos estudou nossa forma de jogar no masculino até que conseguiu o que queria, ganhou e nos deu uma aula de tática e técnica no ano de 2008, Liga Mundial e Olimpíadas. Agora ele quer fazer a mesma coisa com o feminino, sendo assim mais um além de Zé Roberto a ser campeão olímpico no Masculino e Feminino, por isso ele tb incentivou a Hooker a vir jogar no Brasil e aperfeiçoar ainda mais sua forma de jogar; pois assim com sobras ela será a melhor do mundo várias vezes..

  • rodrigo

    Quando é que vamos aceitar uma derrota brasileira? Isso é o esporte e perder faz parte. Uns ganham, outros perdem. No vôlei feminino não existe uma seleção imbativel. Hoje considero Rússia, Brasil e Estados Unidos como as três grandes. Mas no ano que vem, tudo pode mudar. Esse é o legal do esporte. E para ser sincero, este time americano é do mesmo nivel do Brasil. É o esporte. Hooker é melhor oposta que Sheila no momento, temos que engolir. Logam Tom toma as rédias no fundo de quadra e decide quando se tem que decidir. Arikandewo é uma grande central. Bown é experiente, sabe de cor os caminhos de decisões. Larson é uma surpesa. É jovem, alta, tem volume, quase não erra. Berg é tão sofrivel qto Dani Lins, então, se equivalem. Temos que tirar o chapeu e aceitar que elas foram melhores. E pelo andar da carruagem este time americano saiu do papel de coadjuvante para um papel principal. Seleção talentosa, com grande tecnico, bem arrumadinha. E tem banco, como a Alisha Glass, Kim Glass (titular na prata de Pequim), Hodge, Metcalf. Então, vamos reconhecer que elas estão com um timaço?

    • Diogo Márcio

      Esse banco é da inveja – Kim Glass e Hodge kkkkkkkkkkkkkk – Quando assistir a final do italiano, me lembrei da torcida do Unilever gritando ‘Saca na Mari!! Saca na Mari!!”

    • Daniel

      O Problema não é aceitar a derrota. Aceitamos perder, mas não a forma como perdemos.

  • Vitor

    Na minha opinião o Brasil entrou sim com um ar soberbo em quadra hoje. No jogo de sexta-feira, Garay, até então uma incógnita para o mundo, foi o destaque absoluto junto com os 21 pontos da Natália, que apesar de já ter disputado grandes torneios pela seleção ainda não tem o status de uma Paula ou de uma Mari. O Brasil então surpreendeu o time americano com o time ‘reserva’.
    Só esqueceram que do outro lado tem um técnico que deu um nó em ninguém mais ninguém menos do que Bernardinho em uma final olímpica. A vitória teve dedo fundamental de Hugh McCutcheon, que soube muito bem preparar sua equipe pra marcar as não mais ‘desconhecidas’ Garay e Natália.

    Por incrível que pareça o passe esteve longe de ter sido o pior fundamento do Brasil hoje. Mas mesmo assim a Dani Lins não conseguiu repetir o que deu certo nos outros 13 jogos: o jogo pelo meio. Foi aquele dia em que nada deu certo. Inexplicável essa insegurança da Dani em jogar com as centrais logo na final sendo que no dia anterior a mesma havia dando um show de percepção poupando Fabiana e Thaísa do forte bloqueio russo no começo do jogo e as fazendo crescer ao longo da partida.

    Sheilla esteve longe de ser Sheilla nesse Grand Prix. Na final foi só o reflexo de um campeonato extremamente irregular feito por essa grande oposta. 25% de aproveitamento em ataque numa partida desse nível é pífio. Isso jamais poderá se repetir. E aí é muito fácil jogar a culpa na levantadora, mas levantadora essa que a fez campeã, maior pontuadora, melhor atacante e melhor jogadora da Superliga 10-11. Aconteceu algo com a Sheilla. Só ela mesma pode explicar. Que passe o mais rápido possível!

    No mais, apesar da derrota só pontos positivos. Recuperação da Natália, ‘surgimento’ da Fernanda Garay, Fabiana e Thaísa voltando a ser Fabiana e Thaísa que conhecemos e também Dani Lins mostrando estar em um processo importante de amadurecimento com a amarelinha.

  • tigrao

    A M A R E L A R A M B O N I T O!!!! O que adianta ser LIDER INVICTO e jogar a PIOR PARTIDA justo na final??? E NATALIA foi a PIOR EM QUADRA!!!

  • Cláudia Centhalá

    Realmente, te falta argumentos pq a verdade dói e é duro aceitá-la.

  • abre o olho ze

    A boa campanha mascara as falhas da selecao. Mas desde o inicio do grand prix pudemos ver uma Fabi omissa no fundo de quadra, cansada! Uma Sheilla que nao abria NUNCA pra atacar. Uma Natalia em recuperacao, mas que mesmo inteira, nao carrega responsabilidade por ser tratada eternamente como promessa, futuro… Uma Paula voltando aos bons tempos, mas mesmo assim, ineficaz no ataque. Fabiana jogando a mesma bola que jogou na superliga, ou seja, nada! E um Ze pouco ousado. Enfim… quero deixar claro que tenho mto orgulho da selecao e das atletas que mencionei, mas acho importante tentar caçar as falhas numa hora dessa. Sobre a Dani, era o de se esperar. Ate qdo inspirada, ela nos brinda com seus momentos PaniLins. Fabiola e Tandara deveriam ser mais aproveitadas, testadas. Juciely e Adenizia foram a passeio. Mari, Sassa, Garay e Thaisa foram mto bem (quando aproveitadas), a nao ser na final, em que o time todo se omitiu. E isso nao pode. Alguem tem que chamar o jogo pra si. Afinal, nao adoramos dizer que Sheilla eh a “melhor do mundo”, assim como nossas 2 centrais? e o diamante bruto Natalia? nao vai virar realidade nunca? Fabizinha nao da mais. Ja comecei a perder a paciencia com ela.
    Um ano pra discutir isso e muito mais.
    Sorte pra elas na copa do mundo, e boa recuperacao praquelas contundidas. (ta virando rotina)

    • Daniel

      Bah a Fabi não dá pra querer. Eu acho que ela tem uma cara e uma voz de fumante.

  • Ana

    Como frequentadora assídua desse blog fiz um esforço e vim aqui para dizer:

    – Quando eu disse que era “fácil” para Garay jogar sem ser conhecida, disseram “não”.

    – Reclamei da “sempre promessa” Natália, disseram “não”.

    – Disse que Zé Roberto SEMPRE vai quebrar Mari/Paula.

    – Disse que Sheilla não vinha jogando NADA.

    Senhoras e senhores, dessa geração,do ouro olímpico… o diferencial para Sidney, Atlata, Atenas, não foi Sheilla, Fofão, Zé Roberto ou os adversários. Nossa grande diferença é Paula/Mari. MaPa. Sem elas, JUNTAS, (os campeonatos estão aí para provar) não ganhamos nada.

    • Diogo Márcio

      Saca na Mari – Saca na Mari (aprendi com a torcida do Unilever) kkkkkkkkkk

    • Fernando Adilio

      Concordo.
      A diferença na Seleção são nossas ponteiras. Sempre foram…
      Sheilla joga bem, mas sente muito a pressão. E sem ter alguem de peso ao lado dela, parece que o braço dela encurta…
      Aí na SLiga ela joga bem… e todo mundo fala que ela é a melhor jogadora do mundo.
      Brasileiro tem a memória curta demais…

  • Daniel

    A atuação do Brasil na final foi ridícula. O time não amarelou, o time entrou de sapato alto. Time e comissão técnica. Algo inadmissível para o nosso voleibol. Não respeitamos a seleção americana e tomamos um côco delas. A pior em quadra foi Fabiana, uma capitã calada na hora que a coisa tava indo pro brejo, incapaz de pedir uma bola sequer pra Dani Lins. Parecia um zumbi. Mas ZRG virá com suas eternas desculpas esfarrapadas. Aguardemos o que o Zé Desculpinha vai falar. Venceu o time que entrou com sangue nos olhos pra jogar a final. ´Perdeu o time que foi de uma soberba patética. Lamento.

  • Vinicius

    O clima na seleção não está os melhores…ficou nítido qnd a Mari ainda tava jogando…..
    A Sheilla está evitando diretamente…. Acho que deveria rolar mais profissionalismo….
    Deu pra perceber que a Mari não estva a vontade e a Sheilla nem ae….mal cumplimentava a companheira…que isso gente…de uma hora pra outra uma odeia aoutra?
    O Zé tem que mter uma conversa rapidamente com as duas….seleçao em primeiro lugar!

    • Daniel

      O que aconteceu com elas? Terminaram? http://twitpic.com/5rjml1
      Quando começa a Copa do Mundo? Aonde vai ser? Vcs sabem?

  • Naty

    A verdade é que esse técnico americano é muuuuuuito bom….estudou muito o time brasileiro…deu um nó na nossa comissão técnica….esse cara já fez o que fez com o time masculino na final olímpica em 2008…..
    O time não amarelou….simplesmente elas não sabiam o que fazer contra o bom jogo das americanas…..3×0 ficou feio mesmo….
    Só como observação: sou fã da Natália, mas não aguento mais ouvir que ela é promessa e que falta experiência…por favor…a menina joga na seleção desde sei lá..infanto?…no mundial foi a mesma coisa….ela tomava bloqueio da Takeshita na semi final…..pressão? não deveria mais sentir há muito tempo…..

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