Tecnologia é testada em jogo da Superliga



O jogo entre São Bernardo e Vôlei Futuro, na quinta-feira à noite, serviu para que dirigentes da CBV acompanhassem um teste para implantação de tecnologia na Superliga, segundo apurou o blog.

O sistema testado se baseia em sensores nas linhas, que acusam se a bola tocou numa das extremidades da quadra. Ela, por exemplo, seria perfeita para tirar a dúvida do ponto final entre Sesi e Medley/Campinas, jogo disputado na
quarta-feira. A vitória do time do interior paulista foi garantida, em um apertado tie-break com placar de 18-16, com um ataque que até com replay da TV mostrado várias vezes ficou impossível ter certeza se a bola foi fora ou pegou em parte da linha.

No teste realizado em São Bernardo do Campo, os árbitros de quadra não participaram da decisão. Um representante da arbitragem, na arquibancada, era o responsável por conhecer o apontamento da tecnologia.

Um inconveniente deste sistema é não poder mostrar para o público o replay, como já visto em testes da FIVB, no Mundial de Clubes, no ano passado, e já virou moda no tênis.

O Saque apurou que a tecnologia testada custaria cerca de R$ 2 milhões para a entidade, sem contar a manutenção. O valor assustou alguns dirigentes da CBV, que analisam o custo-benefício entre a quantidade de erros que decidem uma
partida, por exemplo, e o preço para implantar o sistema.

A Confederação gostaria também que a tecnologia escolhida acusasse toques da bola nos dedos dos bloqueadores. Esse tipo de lance costuma acontecer com bastante frequência nos jogos e nem sempre os jogadores acusam o desvio.

Na minha visão, já passou da hora de campeonatos importantes, como a Superliga, adotarem a tecnologia, independentemente de ser chip na bola, sensores nas linhas, replay em câmera lenta ou a mistura de todos eles. Não compartilho com a opinião de que a tecnologia tira a graça do espetáculo. Para mim, ela ajuda a impedir injustiças que o olho humano, muitas vezes, não tem como evitar.



  • Afonso RJ

    SESI 3×2 Rio do Sul foi um jogo interessante. Lembrou muito da final olímpica masculina (guardadas as devidas proporções e por motivos diversos).

    Os três primeiros sets, a equipe do Rio do Sul jogou solta, com a levantadora Ananda sem medo de ousar, e as ponteiras Neneca e Elis batendo sem maiores responsabilidades. O Sesi demonstrava toda a sua fragilidade: A recepção com Tandara, Verê voltando de contusão e a Sassá irreconhecível deixava a Dani Lins sem muitas opções de distribuição principalmente de bolas rápidas para a Fabiana, que era a atacante mais efetiva do time paulista. Tandara e Elisângela cansaram de cometer erros no ataque, e principalmente em contra ataques.

    No fim do terceiro set, com 24×21 a favor, o time do Rio do Sul viu a vitória bem à mão. E foi aí que a responsabilidade pesou. Cometeu erros bobos principalmente no saque e deixou escapar mais de uma oportunidade de fechar o set e o jogo. Resultado: tomou a virada no terceiro set, sentiu o golpe, baixou a guarda e acabou tomando a virada no jogo. Ficou a impressão que se o time do Rio do Sul tivesse jogadoras mais acostumadas a vencer (por assim dizer), teria fechado o jogo por 3×0.

    Mesmo vencendo, o SESI continua decepcionando. Perdeu um ponto precioso para um time lá embaixo na tabela. E Sassá mostra porque perdeu a posição na seleção: está pesada, sem mobilidade, caiu muito na recepção e defesa (suas principais virtudes) e continua pouco efetiva no ataque. Tandara deitou e rolou no quarto e quinto sets, quando o adversário baixou a guarda, mas nos três primeiros sets só tomou toco ou atacou para fora. O mesmo para a Elisângela. Talmo usou duas líberos, coisa incomum mas que recente mudança na regra tornou possível. Tentou usar a Juju para defesa e a Verê para a recepção, mas parece que ficou com o pior das duas.

    Resumindo: faltou experiência para o Rio do Sul fechar o jogo, e o Sesi venceu mas não convenceu.

  • Afonso RJ

    Minas 3×0 São Caetano: Visto na internet, novamente sem uma única travada.

    Foi um massacre. A pontuação nas parciais falam por si: 25×14, 25×16 e 25×15. Chamou a atenção o volume de jogo apresentado pelo Minas. O time se mostrou bastante arrumado com boas coberturas, excelente defesa, recepção e ataque razoáveis. Fez um bom jogo, bem melhor do que o anterior onde perdeu no tie-break para o Rio do Sul. Aliás, é bom que se diga que o time sulista vem crescendo de produção. Haja visto a vitória contra o Minas e o jogo que fez contra o SESI. Não sei quem ficou com o viva-vôlei, mas o grande destaque do Minas foi a central Barbara.

    O São Caetano infelizmente foi muito mal. Parecia um bando em quadra. Nem vale a pena maiores comentários.

    Sollys 3×0 São Bernardo: Nem perdi muito tempo assistindo ao jogo. Vi só uns pedaços. Emoção: ZERO.

    O Sollys entrou no primeiro e segundo sets disperso e sonolento. Permitiu ao adversário até que sonhasse se não com a vitória, pelo menos com um jog mais parelho. Ledo engano. Nos momentos decisivos do set o Sollys sem muito esforço mostrava quem era o dono do padaço. Venceu os dois primeiros sets com facilidade. Parecia brincadeira de gato e rato. No terceiro set, parece que o Sollys perdeu um pouco a paciência e queria acabar logo com aquela brincadeira e ir logo para casa. Chegou a abrir (se não me engano) 17×3!!!. Aí não há santo que mantenha a concentração, e o Sollys, não sendo excessão, permitiu que o S.Bernardo fizesse uns pontinhos a mais e preguiçosamente fechou o set e o jogo.

    Tá certo, deve ter coisa de contrato no meio, mas acho que a TV nem deveria perder tempo transmitindo um jogo desses. Um São Bernardo x São Caetano pode ser pior tecnicamente, mas as equipes são mais próximas, o que provavelmente vai dar um jogo ruim mas mais disputado e portanto com mais emoção.

    PS: quanto ao assunto original do post: Praticamente todo o mundo é a favor da tecnologia em auxílio à arbitragem. Só falta superar os obstáculos operacionais e econômicos e colocar em prática.

  • Ismael

    Concordo plenamente com você Daniel.

  • Felipe Lima

    O valor de R$ 2 mi é por cada quadra ou todas as quadras?

  • klaus

    Acredito não ser tão caro assim, a ponto da CBV não poder bancar esse valor.O nível da Superliga é muito alto e esse tipo de tecnologia já deveria ter sido implantado, até porque acho que está havendo um excesso de erros por parte dos árbitros e dando margem a muitas reclamações por parte dos jogadores.Em alguns jogos chega ser irritante as discussões entre árbitros e jogadores.Mudando de assunto, Daniel você poderia esclarecer os boatos de que o time do Osasco está burlando as regras da CBV e ultrapassando o limite de pontos?Parece até que o Sollys já fez uma proposta para a Goncharova.Seria demais ela jogando aqui.

  • Afonso RJ

    Só agora consegui assistir na íntegra ao jogo Unilever 3×1 Campinas. Baixei do You Tube (usando o utilitário TubeCatcher) e assisti na TV (e não em monitor de computador)

    1 – O terceiro set foi completamente atípico, e não condiz com o resto do jogo. Deu um apagão total na equipe campineira, e quando percebeu que o set já tinha lhe fugido das mãos, parece que se desinteressou e passou a pensar no quarto set.

    2 – Na verdade o jogo até que foi equilibrado (tirando é claro o terceiro set), e as parciais refletem esse equilíbrio: 22×25, 25×22, (25×11), 25×22.

    3 – No primeiro set, o Unilever entrou com Gabi como titular e Logan Tom no banco. No jogo contra o Sollys, a Gabizinha entrou muito bem no lugar da americana, mas antes que as más línguas digam que a Tom tinha perdido a vaga de titular, é bom lembrar que no jogo contra o S.Caetano ela começou jogando e só saiu no terceiro set, quando o Bernardinho colocou todo o time reserva em quadra. E antes do início do jogo, o Tabach deu uma entrevista dizendo que esse jogo seria uma espécie de teste para que a Gabi ganhasse mais experiência em um jogo que estaria sob pressão (encarar a torcida no Maracanãzinho não é mole). E parece que tanto ela quanto a Natália sentiram um pouco a pressão. Não que tenham feito um monte de asneiras, mas andaram errando ataques ou tomando bloqueios por optar sempre pela força e não ter a visão de que às vezes uma largadinha ou explorar o bloqueio pode ser mais eficaz. A entrada da Logan Tom e depois da Regis no decorrer do segundo set consertaram isso, ainda com a vantagem da americana dar ainda mais consistência ao fundo de quadra carioca.

    4 – A recepção do Unilever, realmente tem sido o seu ponto fraco. Impressionante o que a Fofão tem que correr atrás das jacas que recebe. E mais impressionante ainda é que ela chega e ainda conserta a maioria das bolas com levantamentos se não perfeitos, pelo menos razoáveis. Fico imaginando o que essa levantadora faria se jogasse no Sollys, onde a Fabíola na maioria das vezes precisa dar apenas um ou dois passos para efetuar o levantamento!

    5 – O time de campinas começou melhor no bloqueio, dada a previsibilidade dos ataques das ponteiras cariocas. Por sua vez, o Unilever não encontrava o tempo de bola da oposta campineira. Após a troca das ponteiras, o Amil teve muito mais dificuldade no bloqueio, ao passo que as bloqueadoras cariocas acabaram por achar o tempo de bola das atacantes paulistas. Tanto é que o Amil vinha liderando esse fundamento, mas “tomou a virada” do time carioca, que acabou vencendo de com 15 blocks contra 11 das adversárias.

    6 – O Bernardinho continua com caras e bocas a cada ponto sofrido, mas pelo menos aparentemente tem sido bem mais comedido na orientação das suas jogadoras, enfatizando mais o aspecto técnico do que dando broncas. Por outro lado, tenho visto um Zé Roberto bem mais nervoso, às vezes admoestando enfaticamente suas atletas. Sou fã de carteirinha do Zé, mas me pergunto até que ponto essa atitude não pode ser contraproducente para jogadoras mais novas, como a Pri Daroit e a própria Vasileva.

    7 – Por fim, resumindo, tirando o terceiro set atípico o jogo até que foi equilibrado, mas acabou vencendo a equipe mais experiente e com um melhor banco (o desequilíbrio ficou por conta das ponteiras e da levantadora). Méritos para o Bernardinho, e as boas atuações de Fofão, Logan Tom e Regis. Regis foi a MVP da partida – mas acho que o troféu deveria ir para a Tom.

  • Eu

    Quero parabenizar ao canal ESPORTE INTERATIVO pela belíssima transmissão do jogaço SESI x VÔLEI FUTURO ao contrário da péssima transmissão da GLOBO de UNILEVERxAMIL. Infelizmente a transmissão da GLOBO é ridícula, trata o torcedor como RETARDADO, repetindo várias vezes coisas que até uma criança já sabe sobre o vôlei… Não aguento mais o locutor repetir que “BOLA DE XEQUE” vem do “XEQUE MATE” do xadrez… Outra falha ENORME na transmissão da GLOBO é não exibir a entrega do troféu VIVA VÔLEI à MVP da partida, eles cortam logo a transmissão como se quisessem se livrar do Võlei o mais rápido possível sem entrevistar a MVP ganhadora do VIVAVÔLEI. LAMENTÁVEL!
    Foi a melhor partida do SESI nesta superliga, mordida pela derrota para o MEDLEY, o SESI descontou tudo em cima do VÔLEI FUTURO. O SESI entrou sacando muito bem principalmente com SIDÃO e LORENA, foram 8 ACES e várias quebras de passe que facilitaram a atuação do bloqueio e da defesa. MURILO esteve impecável no passe, ataque e defesa fazendo valer o título de MVP OLÍMPICO. O levantador da seleção juvenil Thiago Veloso supriu muito bem a ausência do titular Sandro fazendo uma partida bem seguro. Do outro lado, o VÔLEI FUTURO esteve muito longe do que apresentou no primeiro turno, quando venceu o SESI por 3×1, Ricardinho esteve numa noite pouquíssimo inspirada, deixou muito a desejar e foi totalmente ofuscado pela bela atuação do levantador novato do SESI. O meio-de-rede Michael foi outro que esteve apagadíssimo e saiu da partida com apenas um pontinho.

  • lucas kazan

    é mais facil adotar o metodo que o mundial de clubes fez, o uso da imagem para os juizes ver se a vola foi fora ou dentro.

    • Bil

      Concordo, simples , mas eficiente !

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