Colunista convidado – Beto Pitta: “Tecnologia em benefício do esporte”



Fase semifinal da Superliga Cimed Masculina pegando fogo. EMS/Taubaté e Sesi-SP abriram 2 a 0 em suas séries. Sada/Cruzeiro e Sesc-RJ terão que se reinventar para conseguirem vencer três jogos seguidos e consequentemente garantirem uma vaga na final.

Em meio a jogos de altíssimo nível, mesmo com ambos os placares da última terça tendo sido 3×0, um artifício chamou muita atenção. O desafio, que foi implementado a partir das semifinais, foi usado com grande frequência por todos os times. Somando os dois jogos, tivemos 12 pedidos de desafio e 5 acertos. Não vamos a partir destes números crucificar a arbitragem, que aliás foi excelente até aqui na Superliga Cimed, pelo contrário.

Desafio está sendo usado nas semifinais da Superliga (Rafinha Oliveira/Divulgação)

Estes números apenas demonstram a necessidade cada vez mais explícita de se ter o auxílio tecnológico em competições esportivas. Assim como já é feito na NFL (Liga Norte Americana de Futebol Americano), na NBA (Liga Norte Americana de Basquete) e nos maiores torneios da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) por exemplo. Tecnologia que foi amplamente discutida durante toda a semana por casos no futebol pelo mundo todo. Mas aqui no Brasil ainda temos muita resistência com a implementação de recursos tecnológicos em disputas esportivas.

A cada ano os jogadores evoluem mais e mais no aspecto físico, saltam mais alto, atacam mais forte, ficam mais velozes. A evolução também deve acompanhar a arbitragem, para que esta acompanhe o nível do jogo que se torna cada vez mais alto. A CBV acerta em cheio em trazer a tecnologia para as finais. Mas fica o questionamento, será possível adotar essa tecnologia para toda a competição? Se a implementação ocorrer na temporada 2018/2019, ponto para a CBV. A maior dificuldade será operacionalizar o desafio nos 22 jogos de cada equipe na fase de classificação das Superligas Cimed Feminina e Masculina. Contudo será um passo importante dado visando a evolução do esporte em todos os aspectos, tentando deixar o jogo o mais justo possível.

Em tempo, Sada/Cruzeiro e EMS/Taubaté voltam a se enfrentar hoje às 21h30 em Contagem-MG. Já Sesi e Sesc se enfrentam no sábado às 15h no Rio de Janeiro.

Beto Pitta tem 30 anos e foi atleta profissional de vôlei de praia por 10 anos. Disputou o Circuito Brasileiro (por muitos anos chamados Circuito Banco do Brasil), Circuito Sul Americano e Circuito Mundial. Foi eleito atleta revelação do Circuito Brasileiro em 2008 e em 2009 terminou, ao lado de seu parceiro o cearense Lipe, em sexto lugar no ranking brasileiro. Foi tricampeão sul-americano e medalha de bronze nos Jogos Mundiais Militares. Atualmente trabalha na produção de eventos esportivos.



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