Técnicos brasileiros analisam o Mundial de Clubes



Bernardinho e Luizomar de Moura fizeram uma análise do Campeonato Mundial de Clubes, competição com participação de Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, entre 9 e 14 de maio, em Kobe, no Japão.

No grupo A, ao lado do campeão europeu Vakifbank, da Turquia, do Dínamo Moscou, da Rússia, e das donas da casa, do Hisamitsu Springs, o Rexona prevê muitas dificuldades.

– O Mundial é uma competição que tem um nível de exigência altíssimo. As equipes lá de fora investem muito para esta competição. Para nós, é um complemento, é a cereja no bolo. Vamos tentar fazer o nosso melhor, mas sabemos que é muito difícil. Os asiáticos são times que jogam com muito entrosamento, velocidade e estarão em casa. Temos ainda as equipes europeias. As duas turcas são verdadeiras seleções, dois all stars mundiais. Eles possuem jogadoras chinesas, holandesas, americanas, sérvias, russas, brasileiras… São dois combinados de jogadoras de altíssimo nível de todo o mundo. E tem o time da Rússia, que é muito forte e também conta com estrangeiras. Sem dúvida é um nível acima do nosso, são superiores – analisou Bernardinho, lembrando que a tabela é outro desafio.

– Nós enfrentaremos um grande fuso e teremos que nos adaptar. Faremos uma viagem muito longa e num momento como esse da temporada. A própria tabela nos apresenta mais uma dificuldade. Faremos a última partida na primeira rodada, depois a segunda partida da segunda rodada e a primeira da terceira. Isso nos dá pouco tempo de recuperação, de descanso, entre os jogos. Não é uma tabela simples, uma competição simples, mas vamos com tudo para tentar surpreender lá.

Luizomar espera uma competição com alto nível de dificuldade e aponta o principal objetivo do Vôlei Nestlé.

– Vamos precisar fazer nosso máximo e espero chegar entre os quatro melhores. Só a partir do momento que alcançarmos essa difícil meta é que vamos sonhar com alguma medalha. A nossa chave é muito complicada, com a estreia diante do campeão japonês e asiático (NEC Red Rockets), que tem uma oposta búlgara muito forte (Emiliya Nikolova). Em seguida teremos duas seleções mundiais, respectivamente, o atual bicampeão mundial (Eczacibasi) e o Volero Zurich – analisa o treinador, completando:

– O Mundial de Clubes é uma oportunidade de estar em contato com as melhores atletas e profissionais do mundo. É um intercâmbio de escolas muito importante

Para Bernardinho, a competição ainda representa o único título que falta em sua história.

– Realmente é o único título que me falta. Mas temos que ser realistas, olhar para a diferença de investimento. Tem que ter consciência de sua capacidade, ter bom senso, ser sensato. Nossas chances são pequenas. Mas existe chance, é claro. E nós vamos lá brigar por essa chance. Ano passado ficamos fora das semifinais, mas perdemos para os dois finalistas por 3 a 2. E isso nos mostrou que estamos bem perto, próximos de chegar ali. E o que queremos no Japão é dar esse passo a mais. Alcançar uma semifinal e ver o que vai acontecer.



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