Taticamente perto da perfeição, Brasil vence EUA e segue 100%



É bom os adversários abrirem ainda mais os olhos com a Seleção Brasileira feminina em 2014. Neste domingo, a sexta vitória em seis jogos no Grand Prix foi categórica. Mais um 3 a 0, o quinto no torneio, sobre os Estados Unidos, parciais de 25-20, 25-22 e 29-27, no abarrotado Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Mais do que manter os 100% de aproveitamento e encaminhar ainda mais a classificação para as finais da competição, o Brasil deu a resposta para as americanas, que vinham de quatro vitórias seguidas em amistosos realizados em julho. Escrevi sobre a força do time de Karch Kiraly na minha coluna Saque publicada neste Dia dos Pais no LANCE! ().

A formação titular do Brasil (FIVB/Divulgação)

A formação titular do Brasil (FIVB/Divulgação)

No primeiro set, as americanas ficaram à frente do placar somente no 1 a 0, aproveitando ataque de Adams. Comprova-se assim o domínio que o Brasil teve contra um rival de peso. Em grande parte, o sucesso se deve à estratégia de parar o rápido americano dos EUA. A oposto canhota Murphy, por exemplo, teve muita dificuldade para virar as bolas até no simples contra Fernanda Garay. Larson mandou algumas bolas para fora na tentativa de explorar o block e Hill, a outra ponta, coitada, era caçada pelo saque brasileiro o tempo todo. O único momento mais tenso da parcial para as brasileiras aconteceu antes do segundo tempo técnico, quando Dani Lins cometeu alguns erros no levantamento e nem precisou de bronca de Zé Roberto para assumir as falhas. Quando ela recuperou a confiança, a distribuição melhorou e a Seleção fechou em 25 a 20.  Sheilla e Jaqueline, com quatro pontos cada, lideraram o time.

Outro mérito brasileiro foi ter errado muito pouco, obrigando as americanas a ganharem cada pontinho com o próprio esforço. Vejam a comparação entre os times. No set inicial, as americanas cederam sete pontos em erro, enquanto o Brasil apenas três.

O panorama não mudou muito no início da segunda parcial. Os Estados Unidos nunca chegaram a abrir dois pontos, enquanto o Brasil tomou a dianteira logo no primeiro tempo técnico, com 8 a 5.  Mas as bicampeãs olímpicas passaram a dar mais pontos de graça, com erros de saque, principalmente (cinco no total). Sem quebrar o passe americano, o Brasil viu o jogo engrossar, ficando atrás a partir do 19º ponto. Para retomar o comando do placar, a Seleção parou Murphy, que melhorou na partida, em um bloqueio de Jaqueline. Zé Roberto inverteu o 5-1 com Fabíola e Tandara, além de colocar Natália no saque, substituição importante no set mais difícil da véspera contra a Rússia. E o trio fez a diferença. Tandara virou dois contra-ataques, o último deles após grande defesa da levantadora. Brasil 25 a 22.

Para fechar em 3 a 0, o Brasil precisou virar o terceiro set, que começou com as americanas abrindo 5 a 1, após Kiraly tirar Hill e colocar Robinson em quadra. O empate aconteceu ainda no nono ponto e a virada  no 11º, após Larson errar uma recepção do saque de Thaisa. A vantagem, sempre pequena, foi mantida até 0 21º pontos, quando um ataque para fora de Jaqueline colocou os EUA na frente: 22 a 21. E, repetindo o set anterior, com Natália no saque, além de Tandara e Fabíola em quadra, o Brasil virou. Mas para fechar foi um sofrimento, com belos lances. Até um block de Fabiana (29 a 27).

Para finalizar, percebam como o Brasil conseguiu uma distribuição equilibrada de suas pontuadoras no jogo: Sheilla (10), Jaqueline (8), Fernanda Garay (8), Fabiana (10) e Thaisa (12). É outro aspecto que faz a diferença em um grande jogo.

No próximo fim de semana, em Bangcoc, na Tailândia, o Brasil enfrentará novamente as americanas, além das donas da casa e a República Dominicana. Uma vitória bastará para a confirmação da classificação.

 



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