Tandara voa, mas Camponesa/Minas estraga festa do Vôlei Nestlé



Um jogaço em Belo Horizonte! Uma forma bem simples para definir o 3 a 2 do Camponesa/Minas sobre o Vôlei Nestlé, na noite desta quinta-feira, pelo returno da Superliga Cimed Feminina.

E parece estranho usar o segundo parágrafo para o perdedor, mas o feito me obriga. Tandara terminou o duelo com a marca de 38 pontos, ficando a um de igualar o recorde de maior pontuação da história da competição que estava nas mãos de Tifanny, do Bauru, também obtido nesta temporada. Protagonistas na rodada passada, as duas voltam a ser citadas no mesmo texto (PARA QUEM LEU LOGO APÓS A PUBLICAÇÃO, A CBV PUBLICOU A SÚMULA DO JOGO COM UM NÚMERO DIFERENTE DE PONTOS DO QUE O DIVULGADO PELO SPORTV).

Certamente Tandara seria a vencedora do Troféu VivaVôlei Cimed caso a vitória fosse do Vôlei Nestlé. Mas o triunfo mineiro fez o prêmio parar nas mãos da americana Hooker, como mostra o tuíte abaixo.

– Eu trocaria os pontos pela vitória, para ficar posição à frente. Tivemos um apagão nos primeiros sets, melhoramos, mas demos uma deslizada no tie-break – comentou Tandara, ao SporTV, que recebeu o incrível número de 69 bolas levantadas no jogo, colocando 35 no chão.

Tandara encara o bloqueio do Minas (João Pires/Fotojump)

A análise de Tandara ajuda a resumir o jogo. O Minas foi soberano nos dois primeiros sets. As parciais deixam a superioridade claríssima: 25-16 e 25-18. Tudo parecia caminhar para um 3 a 0 retumbante. Mas o Vôlei Nestlé reagiu. Graças principalmente ao apetite ofensivo de Tandara, vencendo o terceiro set por 25-20 e o quarto por 25-23.

O Minas tinha tudo para entrar abatido no tie-break. Mas ao abrir 5 a 2 deu um recado para as visitantes. Luizomar de Moura voltou para a quadra a central Bia, que vinha em noite apagada. A reação aconteceu e a virada no oitavo ponto aconteceu com vantagem mínima das mineiras: 8 a 7. Mas daí para frente o time de Stefano Lavarini mostrou mais volume de jogo e eficiência nos contra-ataques para fechar em 15 a 11.

– Os dois primeiros sets foram rápidos e conseguimos vencer com tranquilidade. Tivemos alguns erros no terceiro e no quarto set e, com isso, o Osasco cresceu. No tie-break, não nos abalamos e fizemos aquilo que treinamos. Fiquei muito feliz por ter voltado a jogar bem e por ter ajudado o nosso time. Trabalhamos unidas e, por isso, conseguimos essa vitória – comentou Hooker, autora de 24 pontos.

Confira abaixo uma galeria de fotos da partidas:

A vitória fez o Minas reassumir o terceiro lugar, agora com 42 pontos, um a mais do que o próprio Vôlei Nestlé. O consolo para o time de Osasco é ter um jogo a menos em relação ao rival. A disputa promete nas três rodadas finais.

Os jogos restantes para os dois times:

Minas – Sesc e Renata/Valinhos, ambos fora de casa

Vôlei Nestlé – Dentil/Praia Clube (casa), Sesi (casa) e Sesc (fora)

Façam suas apostas!



  • L. Mesquita

    Hooker por ter pontuado nos 3 fundamentos,saque,ataque e bloqueio ganhou o Troféu VivaVôlei,mas eu o daria para a Léia que teve uma atuação defensiva impecável e corajosa,inclusive até tomando bolada Tandara na cara.A mesma Léia que marcou implacavelmente a Tifany na vitória contra o Bauru sem ter medo de dar a cara a tapa!
    Continua afirmando que nos play-offs começa outro campeonato diferente da fase de classificação em 2018.O Nestlé já provou que não precisa estar no topo da tabela para conquistar o título da Copa Brasil.E Lavarini também provou que pode fazer seu time render mais com essa vitória sobre o Campeão da Copa Brasil.O Minas de Lavarini tem chances,sim,de crescer nos play-offs e,inclusive,ser Campeão da Superliga!

  • kleber

    Não achei um jogaço, foi mais na emoção que na técnica. Tandara foi um monstro a partir do terceiro set. E só ela não foi suficiente para ganhar do Minas.

  • Kenji Fukuda

    Quem perdeu o jogo, foi esse inepto do Luizomar de Moura, pois no finalzinho, modificar o ataque/defesa do Osasco, e desperdiçar a Tandara, como levantadora, foi de uma burrice sem tamanho. Mexer na levantadora Fabiola, mesmo com a Tandara no fundo de quadra, da jogadora que estava colocando a bola no chão, não tem explicação, como também de manter a Leyva o jogo todo, sem mexer…por que não substituir a peixinho, como fez com a Bia, qdo estava mal nos saques…essas coisas barram o crescimento do Volei Nestle Osasco. Que ele vá cuidar dos bastidores e leve um dos auxiliares a função de treinador do time.

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