Tandara lidera virada brasileira em Barueri



Derrota de virada na estreia, vitória de virada na segunda rodada. A Seleção Brasileira feminina se recuperou, nesta quarta-feira, na Liga das Nações, em Barueri, ao superar o Japão por 3 a 1, parciais de 22-25, 25-18, 25-23 e 25-11.

Nesta quinta, novamente no Ginásio José Corrêa, às 15h05, o Brasil encerra a disputa da primeira etapa contra a forte Sérvia, com Boskovic e Mihajlovic. Em tese é o confronto mais difícil desta sequência.

Destaco uma atleta em especial na Seleção hoje: Tandara. E não apenas por ser a maior pontuadora do time e da partida (25 acertos). Mas pelo conjunto da obra. Defendeu bolas importantes, vibrou ao pontuar no bloqueio, ficou irritada ao errar um passe de contra-ataque. Em resumo: demonstrou um pouco do espírito que faltou na véspera ao Brasil como um todo.

Tandara

Tandara em ação contra o Japão (FIVB Divulgação)

Tandara terá um papel cada vez mais especial na atual Seleção. Neste início de temporada, sem Natália e Thaísa, duas bolas de segurança em outros momentos, com Gabi limitada a jogar apenas um set neste começo de Liga das Nações, faltam opções de definição, que já tenham bagagem internacional suficiente para assumir a bronca.

Contra o Japão, José Roberto Guimarães manteve a rotação no elenco. Adenízia jogou no lugar de Carol, Amanda entrou na vaga de Drussyla, que substituiu Gabi do segundo set em diante. Nos últimos pontos Jaqueline estreou como líbero.

A central Adenízia também merece uma menção honrosa pela atuação. Pontuou em todos os fundamentos, foi acionada em momentos importantes (como no 24 a 23 do terceiro set) e comprovou a boa fase da temporada no Scandicci, da Itália. Apenas no bloqueio foram sete pontos dela.

Como já escrevi, o meio de rede é o setor com mais opções em alto nível desta Seleção. Com a volta de Thaísa, essa disputa sadia com Bia, Carol e Adenízia tende a ser benéfica para Zé Roberto.

Outro ponto a elogiar do Brasil, em comparação à estreia, foi a melhoria da relação bloqueio-defesa. Uma característica marcante de gerações recentes vencedoras, que é primordial quando altura e potência não são o ponto forte de um estilo de jogo.

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