Tandara e o sonho olímpico



– Estou indo devagar para chegar bem na Superliga e na Olimpíada.

A frase acima é de Tandara, afastada das quadras desde o início do ano para o nascimento da filha Maria Clara. E certamente dá brecha para a discussão sobre a presença ou não da oposto na Rio-2016.

O primeiro passo para que ela continue sonhando com a Olimpíada é arrumar um time. E, pela declaração dela, no Brasil. Na última Superliga, Tandara defendeu o Dentil/Praia Clube, de Uberlândia. Chegou como estrela da companhia, mas jogou menos (em tempo e potencial) ao descobrir a gravidez. Agora está sem clube, buscando recuperar a forma física. Segundo a assessoria de imprensa, ela já perdeu 16kg e pretende emagrecer mais 10kg. Mas somente fazendo parte de um time será possível a recuperação de ritmo de jogo, ainda mais importante do que a parte física.

Tandara com a filha recém-nascida (Divulgação)

Tandara com a filha recém-nascida (Divulgação)

– É a segunda melhor sensação que já senti na minha vida. Nada se compara com a Olimpíada de Londres, mas é muito mais gratificante. A emoção é grande demais e não tenho palavras ainda para descrever o que sinto. Parece que a minha ficha ainda não caiu que sou mãe. Estou superfeliz e amando demais essa minha nova fase – disse Tandara.

E, caso consiga encontrar um time e recuperar a antiga forma técnica, Tandara estará na briga pela vaga entre as 12 na Rio-2016. Neste período sem a “nova mamãe” nenhuma oposto testada conseguiu se firmar como sombra de Sheilla. Sem a bicampeã olímpica, que foi poupada em quase toda a temporada de Seleções, José Roberto Guimarães testou algumas jogadoras. A experiente Joycinha teve uma nova chance na Seleção jogou Grand Prix e Pan-Americano. Oscilou bastante e viu a jovem Rosamaria sair do banco de reservas e ter algumas boas atuações. Não vejo nenhuma delas na Rio-2016. E não por falta de potencial, já que Rosamaria se destacou na conquista do Mundial sub-23. Mas para ela eu vejo Tóquio-2020 como meta. Assim, a maior rival de Tandara, na minha visão, é Monique, que terminou o Sul-Americano na reserva de Sheilla. Tandara sempre foi uma jogadora mais forte, explosiva, enquanto Monique é mais técnica. Características diferentes, personalidades idem.

Certamente uma das difíceis decisões que Zé Roberto terá de tomar em 2016.



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