Tandara e bloqueio decidem e Brasil já pode pensar nas finais



A Seleção Brasileira já pode arrumar as malas rumo às finais da Liga das Nações feminina. Nesta madrugada, a vitória por 3 sets a 2 (15-25, 25-21, 25-20, 19-25 e 17-15) sobre a Rússia, em Jiangmen, na China, encaminhou de vez a vaga verde-amarela entre as seis melhores da competição.

Ainda faltam três jogos na última etapa para o Brasil e existe uma improvável combinação matemática, com a Itália vencendo as três partidas restantes e o Brasil perdendo as três (Bélgica, Tailândia e a própria Azzurra). Tão difícil de acontecer que só registrei aqui por obrigação jornalística.

Desta forma, a classificação brasileira com três jogos de antecipação deve ser comemorada. Não era obrigação, alguém vai me perguntar. Para o Brasil sempre é. Mas nesta Liga das Nações o time de José Roberto Guimarães vem enfrentando bem mais dificuldades do que em anos anteriores.

Bloqueio foi uma das armas brasileiras contra a Rússia (FIVB Divulgação)

A começar pelas baixas ainda na convocação por questões médicas ou pessoais. Com o cobertor de opções curto, o treinador joga a Liga com a cabeça na montagem de um time competitivo para o Mundial do Japão. Até lá espera ter Dani Lins, Thaisa e Natália de volta, além de Gabi pronta para jogar mais do que um set. Jaqueline é outra que pode entrar neste pacote, agora em nova função. A considerar o peso do quinteto citado explica-se, em parte, as dificuldades vistas nesta Ligas das Nações até aqui.

Ao olhar apenas a classificação geral a campanha do Brasil é boa. São dez vitórias e duas derrotas, atrás apenas do líder Estados Unidos. Mas ao analisar performance ainda existe muito espaço para crescimento deste time.

Contra a renovada Rússia, os problemas no passe voltaram a acontecer. E neste caso não foi uma exclusividade verde-amarela. Basta ver a quantidade de aces: 12 a 11. Números fora do padrão.

Fora do padrão também foram as atuações das centrais da Seleção. Adenízia marcou nove pontos de bloqueio (de um total de 15), enquanto Bia anotou mais seis (de 17). E, mais uma vez, o desempenho de Tandara desequilibrou. Foram 30 pontos, 64 bolas recebidas no ataque e 27 delas colocadas no chão.

Nas finais, o Brasil terá como rivais certos China e Estados Unidos. Também estão quase lá Sérvia, Turquia e Holanda. Apesar dos pesares, brigar por um lugar no pódio é plenamente possível.

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