Tandara e Bia desequilibram em vitória do Vôlei Nestlé



O Vôlei Nestlé está vivo na disputa pela vaga de adversário do Sesc na decisão da Superliga Cimed Feminina. E deve boa parte da sobrevida à dupla Tandara e Bia.

A oposto e a central se destacaram na vitória sobre o Dentil/Praia Clube por 3 sets a 1, parciais de 31-29, 27-25, 24-26 e 25-19, na noite desta segunda-feira, no Ginásio José Liberatti, em Osasco.

Tandara conseguiu a impressionante marca de 14 pontos apenas no primeiro set. Ela anotou mais seis no segundo, outros sete no terceiro e mais nove no quarto, finalizando com 36 o confronto. Ela ficou a três de igualar o recorde da Superliga, que é dela e de Tifanny. De quebra ganhou o Troféu VivaVôlei, repetindo o acontecido no jogo 2.

A oposto do Vôlei Nestlé é candidatíssima para terminar a competição como melhor jogadora da temporada.

Tandara

Tandara desequilibrou no ataque (João Pires/Fotojump)

Já Bia foi uma máquina de bloquear, com seis pontos marcados no fundamento e alguns deles bem importantes. No segundo set, por exemplo, o Praia teve o ataque com Fawcett para fechar em 25 a 23. Mas Bia fechou a porta para a americana, permitindo a virada das donas da casa na parcial. Ela voltou a aparecer no 21 a 19 do quarto set, ao parar Walewska.

O Praia teve bons momentos de várias jogadoras em diferentes momentos do jogo. Wal apareceu bem no ataque no início do primeiro set. Depois vieram Fawcett e Fernanda Garay. Mas faltou ao time comandado por Paulo Coco decidir para poder sair de Osasco classificado para a final. Foi assim na reta final dos dois sets iniciais. E em um jogo com parciais tão parelhas isso costuma ser imperdoável.

Bia

Bia fechando o bloqueio do Vôlei Nestlé (João Pires/Fotojump)

Melhor time da Superliga até aqui, o Dentil/Praia Clube ainda teve forças para recuperar um desvantagem de três pontos já no terço final do terceiro set e forçar o quarto, com Ellen substituindo Fawcett na saída de rede. Fê Garay, melhor jogadora do primeiro e terceiro jogos, mais uma vez apareceu em momentos importantes como bola de segurança de Claudinha.

No quarto set, o equilíbrio permaneceu até o 15 a 15. E aí aconteceu o susto desta série. Garay tentou salvar uma bola no fundo da quadra, trombou nas placas de espuma, derrubou uma mesa plástica e ficou sentindo, no chão. Ela recebeu atendimento com dores no abdômen. Foram quase três minutos no chão, auxiliada até pelos médicos do Vôlei Nestlé. A ponta ainda voltou para o jogo, mas não conseguiu impedir o empate no playoff.

Um adendo aqui para o assunto desafio/arbitragem. A tecnologia ajuda demais o árbitro a evitar erros. Mas o fator humano continua a existir e ainda não inventaram um detector de mentiras para tirar dúvidas em lances duvidosos.

Com o placar apontando 19 a 19 no segundo set, um ataque de Naty Martins não bateu no bloqueio, mas resvalou nos dedos de Claudinha, que tentava a defesa. A regra do desafio na Superliga não permite desafiar desvio defensivo. Luizomar de Moura pediu o desafio de toque no bloqueio para constar, enquanto o replay do SporTV mostrava o toque de Claudinha e flagrava a conversa da capitã Fabiana com o árbitro Paulo Beal. O time do Praia sabia do desvio da levantadora, mas dificilmente iria assumir, como não assumiu. No quarto set, as mineiras ganharam um ponto com ajuda do desafio e a leitura labial de Paulo Coco era nítida: “Não pegou, né?”. Em momentos assim da temporada, quase ninguém assume. E aqui não fica nenhuma defesa ao politicamente correto.

A quinta e decisiva da série semifinal acontecerá em Uberlândia, na sexta-feira, às 18h30. E não espero menos do que um outro jogaço.



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