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Em melhor atuação no Mundial, Sada vence e é finalista

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O Sada/Cruzeiro, com uma atuação quase irretocável, derrotou o Paykan, do Irã, na noite desta sexta-feira, por 3 a 0, e se garantiu na final do Campeonato Mundial.

A vitória dos mineiros, em Betim, teve parciais de 25-19, 25-17 e 25-17.

Wallace e Isac no bloqueio (FIVB Divulgação)

Wallace e Isac no bloqueio (FIVB Divulgação)

Esperava um jogo mais equilibrado diante dos iranianos. Mas o Sada foi soberano em quase todo o confronto. A virada de bola esteve mais consistente, com Wallace fazendo seu melhor jogo na competição. Leal foi o maior pontuador (16). A leitura de bloqueio com Eder e Isac também funcionou, tanto para pontuação (11 pontos) quanto para a possibilidade de contra-ataques. O sistema defensivo, comandado pelo líbero Serginho, foi outro ponto importante para a construção do expressivo resultado.

A atuação deve servir como incentivo e para o Sada ganhar confiança para jogar a difícil final de amanhã contra o Zenit Kazan, às 15h (RedeTV e ESPN). Não quero comparar o Paykan com os russos. Meu ponto é o time brasileiro acreditar e manter seu nível de atuação para poder equilibrar as ações contra um rival muito poderoso no saque, bloqueio e saque.

Ter volume de jogo, ser eficiente no contra-ataque e incomodar no bloqueio são ações essenciais para que o Sada encare o time de Leon, Anderson, Mikhaylov & Cia.

Pela circunstância da semifinal a decisão deste sábado deve ser um jogaço.

Vem aí um interessante Brasil x Rússia no Mundial de Clubes

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sada/Cruzeiro e Zenit Kazan são os protagonistas da 11ª edição do Campeonato Mundial masculino de clubes, que começará amanhã, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Brasileiros e russos estão no mesmo grupo, o A, e já têm encontro marcado, na quarta-feira, às 20h. Mas a expectativa geral é de que os dois times voltem a se enfrentar no sábado, às 15h, na grande decisão.

Wallace festeja ponto com Isac e William (Renato Araújo/Divulgação)

Os cruzeirenses Wallace, Isac e William (Renato Araújo/Divulgação)

De um lado, uma base titular muito entrosada, com William, Wallace, Filipe, Leal, Isac, Eder e Serginho. Do outro, a base da seleção russa, com Mikhaylov, Verbov, Spiridonov, Apalikov, Sivozhelez, além dos craques americano Matt Anderson e cubano/polaco Leon. É ou não certeza de um baita jogo?

E o que esperar do reencontro de Leon e Leal, dois dos pilares de Cuba na conquista do vice-campeonato mundial em 2010?

Ter os dois favoritos no mesmo grupo já evita um confronto precoce na semifinal, evitando que a cereja do bolo do Mundial seja comida antes da hora. Os elencos estelares também dão razão aos protagonismo Mas é preciso avisar UPCN (ARG) e Paykan (IRN).

Argentinos e iranianos são os destaques do Grupo B. Os hermanos já aprontaram zebras recentes em cima do próprio Sada e se encheram de gringos para a temporada: o ponta búlgaro Uchikov, ex-Trentino, o levantador dinamarquês Jacobsen, o central sérvio Krsmanovic, além do oposto búlgaro Aleksiev. Junte a eles Garrocq, Bengolea, Ramos, Filardi, Darraidou, todos com passagem pela seleção argentina, e tenha um time muito competitivo. Já o Paykan é a base da seleção do Irã, surpresa mundial em 2014, mas que perdeu parte do encanto em 2015. Ainda assim, Gaemi, Ghafour e Mirzajampour têm muita experiência internacional. E terão o apoio do veteraníssimo levantador italiano Vermiglio.

Se a lógica prevalecer, Capitanes de Arencibo, de Porto Rico, e Al-Ahly, do Egito, reforçado pelo brasileiro Bruno Zanuto, serão os eliminados na primeira fase.

Qual a expectativa de vocês para o Mundial?

PS: Neste link estão a tabela completa e o serviço de venda de ingressos para a competição: Mais Mundial

Plantão médico dos selecionáveis

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Após o fim do Sul-Americano, Bernardinho e José Roberto Guimarães passaram a monitorar os selecionáveis e torcer para que eles não se lesionem no caminho até a Rio-2016. É certamente a maior preocupação da dupla nesta reta final de Estaduais e será cada vez maior no decorrer da Superliga.

E a semana reservou diferentes sensações para os dois treinadores.

No masculino, Bernardinho deve estar aliviado com o retorno de Wallace. O oposto foi titular ontem na vitória do Sada/Cruzeiro sobre o Minas, no encerramento da fase de classificação do Campeonato Mineiro. O jogador estava afastado desde as finais da Liga Mundial, em julho, após o agravamento de uma lesão na coluna que forçou uma cirurgia.

Wallace festeja ponto com Isac e William (Renato Araújo/Divulgação)

Wallace festeja ponto com Isac e William (Renato Araújo/Divulgação)

– Fisicamente eu estou bem, mas tecnicamente e taticamente acho que ainda estou muito abaixo. Eu sempre me cobrei muito e sei que estou muito longe do que eu posso ser. Eu agradeço ao Marcelo (Mendez, técnico) pela confiança, porque era um jogo que a gente precisava ganhar para jogar em casa a fase final. Mesmo sabendo que eu não estava nos meus 100% ele me colocou para jogar e me deixou na partida – comentou Wallace, titular da Seleção Brasileira.

Por outro lado, o central Riad vai parar por alguns meses. O jogador da Funvic/Taubaté passou por uma cirurgia no tendão patelar do joelho direito, ontem. Uma lesão chata, que deixará o jogador mais longe da briga por um lugar na Rio-2016. Riad teve poucas chances neste ciclo olímpico, mas vinha ganhando espaço pelo bom desempenho no clubes e também pela ausência de Sidão, que se recupera de um problema no ombro. No Sul-Americano Bernardinho usou Lucão, Isac e Maurício Souza no setor.

Já no feminino, José Roberto Guimarães poderá a acompanhar, brevemente, Thaisa em quadra. Quatro meses depois de operar os joelhos, a central voltou no fim de semana aos treinos com bola no Vôlei Nestlé.

Titular da Seleção ao lado de Fabiana, Thaisa é peça-chave e dá a opção de altura que o time perde com Juciely e Carol, a dupla do Rexona que ganhou terreno com boas atuações nos últimos meses.

Thaisa no trabalho físico em Osasco (João Pires/Fotojump)

Thaisa no trabalho físico em Osasco (João Pires/Fotojump)

– Estava precisando voltar a conviver com as meninas dentro de quadra e com saudades de dar risadas e ter esse contato com elas. Ainda falta um pouquinho para poder fazer treinos completos, treinar normalmente e podendo fazer tudo. Mas já estou bem contente de aos poucos retornar às quadras e fazer o que mais amo – comentou Thaisa.

 

Vem aí o Mundial de Clubes em Betim!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Durante a semana foram oficializados detalhes do próximo Mundial masculino de clubes, que será disputado em Betim (MG), entre 27 e 31 de outubro.

A competição voltou a encolher, culpa da crise econômica, segundo os organizadores. Não serão mais oito, mas sim seis participantes, que ficaram divididos da seguinte forma:

Grupo A – Sada/Cruzeiro (Brasil), Capitanes de Arecibo (Porto Rico) e Zenit Kazan (Rússia)

Grupo B – Paykan Teheran (Irã), UPCN (Argentina) e Al-Ahly (Egito)

A divisão dos grupos impedirá uma “final antecipada” entre russos e brasileiros na semifinal. E certamente será o jogo que todo mundo estará de olho na região metropolitana de BH.

Zenit ao conquistar a Liga dos Campeões da Europa (Divulgação)

Zenit ao conquistar a Liga dos Campeões da Europa (Divulgação)

O Zenit Kazan tem em seu elenco o americano Matt Anderson, melhor jogador da última Copa do Mundo, o cubano Wilfredo Leon, fenômeno que apareceu aos 16 anos e está se naturalizando polonês, além de vários russos que defendem ou defenderam a seleção: Mikhailov, Sivozhelez, Spiridonov, Apalikov, Kuleshov, Verbov, entre outros. Um verdadeiro timaço!

Dos demais participantes, Paykan Teheran e UPCN tentarão estragar a final dos sonhos (dos organizadores). O time iraniano é a base da seleção do Irã, que em 2014 assombrou o mundo, mas que não conseguiu repetir os bons resultados em 2015. Estão no grupo Ghaemi, Mousavi e Mirzajanpour. Já a UPCN mostrou nas últimas temporadas que merece muito respeito. O time argentino se reforçou com estrangeiros, como o ponta búlgaro Todor Aleksiev, que terá a companhia do compatriota Nikolay Uchikov (oposto). Chegou também o levantador dinamarquês Axel Jacobsen, substituto de Demian Gonzalez, agora no Brasil Kirin. A UPCN conta ainda com o central brasileiro Lucas Rangel, de 2,08m, que vem de passagem pela Grécia (PAOK) e Espanha (Teruel). Já os destaques da casa são Filardi, Ramos, Garrocq, Lazo e Guzmán, representantes da seleção principal ou de base da Argentina.

Já o Sada manteve a tradição da manutenção do elenco, tendo uma equipe titular que se repete há anos: William, Wallace, Filipe, Leal, Isac, Eder e Serginho. Time experiente e que possui no entrosamento sua grande arma.

Por fim, vai ser interessante ver, agora como rivais, Leal e Leon, cubanos vice-campeões mundiais em 2010, na Itália.

PS: Acrescentando informação importante. Campeonato mais uma vez será transmitido pelos canais ESPN.

Mexicali, dia 4: Estreante no Mundial sonha em conhecer ídolo

domingo, 13 de setembro de 2015

O oposto titular Caio é um dos seis estreantes da equipe brasileira em Mundiais. Aos 19 anos,  o menino nascido em Praia Grande, no litoral de São Paulo, disputa a competição no México ciente de que uma boa atuação pode facilitar sua transição do juvenil para o adulto.

E para isso ele se inspira em um titular da Seleção de Bernardinho para decolar no esporte e alçar voos mais altos na carreira.

Caio festeja um ponto marcado no duelo com o Irã (FIVB Divulgação)

Caio festeja um ponto marcado no duelo com o Irã (FIVB Divulgação)

– Meu ídolo joga na Seleção e no Sada/Cruzeiro. É o Wallace. Cara, eu vejo muitos vídeos dele. Ele me inspira muito para poder jogar aqui – conta Caio, após fazer dezenas de selfies e dar vários autógrafos para torcedores e torcedoras mexicanas, uma novidade na curta carreira como jogador.

O oposto, autor de dez pontos na vitória por 3 a 0 sobre o Irã, não titubeia ao revelar um dos sonhos:

– Não sou amigo do Wallace, mas um dia pretendo ser.

Caio começou a jogar há quatro anos.  Em 2011 passou em uma peneira do Pinheiros e permaneceu por lá até o ano passado, quando se transferiu para o São Bernardo.  Antes do vôlei, tentou se aventurar em outras quadras. Mas no futsal a altura (1,97m) era um empecilho.

– Penso que este Mundial pode ser sim um divisor de águas na minha carreira. Fiquei um pouco nervoso no primeiro jogo. Estava ansioso para jogar. Sei que é um passo para o adulto. Depois daqui já é meio caminho andado.

 

 

 

 

Wallace está praticamente fora da decisão

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A derrota na abertura da fase final obriga o Brasil a vencer os Estados Unidos, nesta quinta, de preferência sem tie-break, para seguir com chances de classificação para a semifinal. E a tarefa – nada fácil – deverá ser feita sem o oposto Wallace.

O jogador confirmou, após a partida com a França, que dificilmente estará em quadra na quinta. Ele sente fortes dores nas costas e está em tratamento intensivo.

– Cara, estou tentando fazer de tudo para jogar. Estou tomando os remédios mais fortes. Mas está difícil, ainda dói. Imagino que iria estar bem pior sem os remédios. Se fosse para dizer agora se jogo ou não, eu diria que não. Não quero entrar para atrapalhar o time. E neste momento eu não estou em condições de jogo – lamentou o oposto, que fez questão de elogiar Evandro, seu substituto, autor de 15 pontos diante dos franceses.

Na coletiva de imprensa após o jogo, Bernardinho confirmou que a presença de Wallace está quase descartada.

– Ele não deve jogar. Ainda está com dores hoje.

Vissotto é chamado às pressas para finais da Liga

terça-feira, 14 de julho de 2015

Uma mudança na Seleção Brasileira para as finais da Liga Mundial, que começarão amanhã, no Rio de Janeiro.

O oposto Leandro Vissotto vai substituir o central Riad, com um problema no joelho direito. A decisão de Bernardinho também foi tomada pelo temor com a situação física do oposto Wallace, que sente dores nas costas.

Vissotto, que fazia sido cortado ao lado do levantador Rapha e do líbero Felipe, já curtia as férias com a família quando foi comunicado que deveria se reapresentar no Rio de Janeiro.

Sem Riad, que vinha sendo um dos destaques do time na campanha, com boas passagens pelo saque e deixando boa impressão na rede (tanto no ataque quanto no bloqueio), Bernardinho deve dar mais tempo para a dupla Lucão/Isac.

Na saída de rede, além de Vissotto e Wallace, ele conta com Evandro.

Os cortes na Seleção masculina

sábado, 4 de julho de 2015

A definição dos 14 jogadores que disputarão a fase final da Liga Mundial, no Rio de Janeiro, aconteceu logo depois da derrota para a Itália, na sexta-feira.

Bernardinho cortou o levantador Rapha, o oposto Leandro Vissotto e o líbero Felipe, mantendo no grupo William, Evandro e Mário Júnior.

Além do trio, os demais atletas que disputarão o título serão Bruninho, Wallace, Lucão, Isac, Riad, Éder, Murilo, Lucarelli, Lipe, Lucas Lóh e Escadinha.

E agora começa discussão sobre Rapha ou William, Felipe ou Mário Júnior e Evandro ou Vissotto. Vamos então por partes.

No levantamento, acho que os dois se equivalem e estão no mesmo nível de Bruninho, inclusive. Talvez tenha pesado o entrosamento de várias temporadas que William carrega com Wallace, Isac e Eder. Não vejo qualquer polêmica na escolha do Mago. E já sei que muita gente vai cornetar aqui.

Na saída de rede, Evandro ganhou espaço com atuações sólidas e decisivas em vários jogos. E olha que Vissotto, em algumas partidas que saiu como titular, também foi eficiente, pontuando bastante. Olhando friamente a presença de Evandro é a grande novidade entre os 14.

Já entre os líberos eu questiono a escolha. Não gostei de algumas atuações de Mário Jr. Ontem, por exemplo, foi bastante irregular no passe diante dos italianos. Como cumpriu seis jogos de suspensão e perdeu metade da primeira fase, deve ter também mostrado, nos treinos, mais do que Felipe. E aí apenas a comissão técnica pode analisar.

O que vocês acharam?

O ataque apareceu em Sydney

sábado, 27 de junho de 2015

Deu a lógica em Sydney. O Brasil venceu a Austrália na abertura da quinta rodada da Liga Mundial. Dois sets molezinhas e com total domínio (25-17 e 25-18), a baixa de concentração e reação dos times da casa (23-25) e o fechamento do jogo em 25-20.

Em relação às formações que vinham sendo utilizados na gira europeia, a dupla Bernardinho/Rubinho apostou na dupla Riad e Isac no meio de rede, deu chance para o líbero Mário Jr., além de Lipe no lugar de Murilo. Os titulares Bruninho, Wallace e Lucarelli completaram o time.

Na ponta, a mudança surtiu o efeito lógico: o Brasil ganhou poder de ataque. Lipe marcou 13 dos seus 17 pontos no fundamento, terminando o duelo atrás apenas de Lucarelli, que anotou 18 (15 no ataque).

Wallace, aniversariante da semana, veio logo atrás com 16. Tais números mostram como o ataque brasileiro foi eficiente. O oposto terminou com aproveitamento de 68%. Lucarelli teve 62,5% e Lipe, 61,9%. Excelentes estatísticas, que também reforçam a boa distribuição de Bruninho.

No bloqueio, Riad e Isac, a dupla brasileira mais eficiente no setor nesta Liga Mundial após os testes já realizados até agora, não tiveram uma atuação matadora. Juntos fizeram três dos oito pontos do time verde-amarelo.

Ressalta-se a dificuldade de parar o oposto Edgar, que terminou o jogo com 21 pontos, mas com 50% de aproveitamento.

Sem perder sets e com Lucarelli voando no ataque

domingo, 7 de junho de 2015

A quarta vitória brasileira na Liga Mundial foi mais categórica do que as anteriores. Neste domingo, em São Bernardo do Campo, um 3 a 0 na Austrália, com problemas apenas no primeiro set:  31-29, 25-19 e 25-19. Invencibilidade mantida antes da viagem para a Europa e mais resultados dos testes feitos.

Como nos demais triunfos, uma formação titular diferente, agora com Rapha, Wallace, Lucarelli, Lucas Loh, Lucão, Isac e Escadinha.

Poupado no duelo de sexta-feira, Lucarelli, com 20 pontos, liderou o time brasileiro. Mais importante do que a pontuação foi o aproveitamento dele no ataque. Ele recebeu 22 bolas e colocou 18 no chão, com 81% de acerto, um número bem raro de ser ver até para centrais, imagine então para um ponta.

Destaco ainda os 11 pontos de Isac (sete de dez ataques, dois bloqueios e dois aces). O desempenho dele e de Riad até agora abrem uma boa disputa no meio de rede, já que Sidão está fora de combate.

O jogo serviu ainda para testar Thiago Brendle como líbero no set final. É o terceiro jogador da posição a ter chance nesta Liga. A suspensão pode custar bem caro para Mário Júnior.

Vocês gostaram do que viram?