Posts com a Tag ‘Fernanda Garay’

Lista de preocupações olímpicas aumenta

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

– Se a Olimpíada fosse hoje teríamos sérios problemas.

A frase acima é de José Roberto Guimarães e acende o sinal amarelo para o cenário da Seleção Brasileira feminina, atual bicampeã
olímpica, a pouco mais de oito meses da Rio-2016. E a preocupação do treinador tem vários nomes: Fabíola, Fernanda Garay, Sheilla, Thaisa, Tandara, Jaqueline…

A levantadora Fabíola, que trocou recentemente o Dínamo Krasnodar (RUS) pelo Volero Zurich (SUI), está grávida e terá o segundo filho em maio. Sobrariam assim apenas dois meses para ela recuperar a forma física e o ritmo de jogo.

– Fico feliz por um lado, pois estamos falando de uma criança, é a família. Mas triste por outro. Fabíola mostrava evolução para estar numa Olimpíada – comentou Zé Roberto, que cortou a jogadora na reta final dos Jogos de Londres.

Neste cenário aumenta a chance de Macris, do Terracap/Brasília, testada em algumas competições em 2015, ser a reserva de Dani Lins.

A “cegonha” também faz o técnico monitorar a oposto Tandara. Ela deu a luz em setembro e somente agora vem retornando aos treinamentos com bola pelo Camponesa/Minas. Em BH ela é acompanhada por Paulo Coco, treinador do time e assistente de Zé na Seleção. Para tentar recuperar espaço, Tandara planeja voltar a fazer treinos de salto para bloqueio em duas semanas.

Zé durante jogo do Brasil com a Bulgária (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Zé Roberto preocupado com momento (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Por questões médicas, Zé Roberto também perde o sono. A bicampeã olímpica Thaisa voltou a jogar neste mês, após operar os joelhos. Seu retorno até foi um pouco acelerado já que Adenízia, outra selecionável do Vôlei Nestlé, está afastada por lesão no tendão do pé esquerdo. Jaqueline, outra campeã em Pequim-2008 e Londres-2012, com uma contratura na coxa, desfalca o Sesi na Superliga. A ponta teve o ano prejudicado ainda por um problema pulmonar.

Por fim, o técnico vê outros dois pilares do time em dificuldades. A oposto Sheilla, outra bicampeã olímpica, está na reserva no Vakifbank, da Turquia. Já a ponta Fernanda Garay, titular desde 2012, entrou em litígio com o Dínamo Krasnodar por falta de pagamento e segue sem definir o futuro. Ela tem propostas de times brasileiros e chineses.

– Estamos a 255 dias da Olimpíada e nosso tempo de trabalho em 2016 será curto. Não é nada confortável.

BATE-BOLA JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES

Como você vê a situação da Sheilla na Turquia?
Ela não tem jogado e isso é bastante negativo. Sei que está se cuidando fisicamente. Irei para a Europa em janeiro e passarei alguns dias com ela em Istambul. Espero que a Sheilla consiga melhorar para voltar a ganhar tempo em quadra.

E o caso da Fabíola?
Falamos por mensagem. Três jogadoras já me ligaram depois que souberam da gravidez. Elas estão preocupadas também. Eu avisei todas elas neste ano que precisariam se cuidar para chegarem bem na reapresentação. O Zé Elias (Proença, preparador físico) tem mantido contato com elas e me passa um feedback. Temos de monitorar de perto todas elas.

E como está o planejamento com a CBV para o próximo ano?
Já apresentei toda o projeto para 2016 e eles aprovaram. Não estão medindo esforços para atender. No dia 2 de janeiro viajo para a Europa, onde irei acompanhar o classificatório europeu, que começa no dia 4. Depois passarei alguns dias em Istambul, para acompanhar a Sheilla. Tinha colocado no planejamento de ver alguns jogos da Champions, inclusive a Fabíola. Mas não sei se ela deve jogar agora.

Vaivém: O futuro de Garay

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Muita gente tem me perguntado sobre o tema. O Dínamo Krasnodar não paga, a jogadora não viaja para a Rússia e o impasse está criado.

Fabíola e Fê Garay na Rússia (Reprodução)

Fabíola e Fê Garay na Rússia (Reprodução)

E a solução que se encaminha é o retorno de Garay para o vôlei brasileiro. Fabíola, a outra compatriota que defendia o Krasnodar, já acertou a transferência para o Volero Zurique, da Suíça.

A reportagem é do repórter Jonas Moura: Garay no Brasil?

Brasil vence bem no Rio. Mas pouca gente viu

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Um Maracanãzinho quase vazio recebeu a abertura da  Copa Rio Internacional, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro.

Admito um sentimento meio estranho ao ver o ginásio da próxima Olimpíada com um público tão pequeno (até a publicação deste post a CBV não havia anunciado um número oficial. No “olhômetro” eu não aposto em 600 pessoas). Tentei puxar na memória  uma outra partida oficial da Seleção Brasileira, tanto feminina quanto masculina, com tantos espaços vazios em qualquer ginásio do país. E não encontrei.

Único lugar do ginásio com público. O restante completamente vazio (Daniel Bortoletto)

Único lugar do ginásio com público. O restante completamente vazio (Daniel Bortoletto)

O preço dos ingressos (R$ 80 pista e R$ 60 arquibancada) foi o principal motivo apontado pelos torcedores (ausentes e presentes) para este atípico fenômeno. Para quem não tem direito ao desconto de 50% da meia entrada é realmente bem salgadinho. E não vejo outro fator para isso, já que eram cinco pontos físicos de venda antecipada no Rio, além da comercialização online.

Público, ou melhor, falta de público à parte, a primeira rodada do quadrangular teve vitórias da Bulgária sobre a Holanda por 3 a 2 e do Brasil sobre a Alemanha por 3 a 0.

Repleto de desfalques (Fabiana, Fernanda Garay, Juciely, Joycinha, Adenízia e Suelle viram o jogo das cadeiras do Maracanãzinho), o Brasil esteve em parte do jogo com as alemãs no clima do ginásio: morno. José Roberto Guimarães iniciou o jogo com Dani Lins, Monique, Gabi, Natalia, Carol, Bárbara e Camila Brait. No banco de reservas, nenhuma central, uma líbero (Léia), duas levantadoras (Macris e Roberta), uma ponta (Mari Paraíba) e duas opostos (Sheilla, nitidamente incomodada com o ombro esquerdo e Rosamaria, chamada às pressas e que também será utilizada como ponta). Assim, não era de se esperar muitas mudanças durante o jogo e foi o que aconteceu. No primeiro set, a Seleção só abriu vantagem após uma boa sequências de saques de Dani Lins a partir do 19 a 18, levando a vantagem para 22 a 18. A parcial foi fechada em 25 a 20 após um erro de ataque da Alemanha. A única a entrar foi Sheilla, já na reta final, para aumentar a rede, substituindo Monique.

O saque voltou a funcionar no segundo set. Numa passagem de Natália, o time brasileiro abriu 10 a 6. A construção desta cômoda vantagem não foi suficiente para que o restante da parcial fosse conduzida com tranquilidade, tanto que o empate aconteceu no 12º ponto. E Zé Roberto pediu o primeiro tempo no jogo. Mas nada que fizesse soar o alerta vermelho. Contando com erros de ataque das rivais, o Brasil voltou a abrir após o segundo tempo técnico até fechar em 25 a 18, após ataque de Bárbara.

Gostei da atuação brasileira no terceiro set. Jogadoras atentas na cobertura, bloqueio tocando muito nos ataques alemães, Camila Brait fazendo várias defesas difíceis e nenhum sinal de acomodação pela vantagem no placar. Seriedade e nível de concentração que merecem elogios. E o até então calado Maracanãzinho teve algumas pequenas explosões de merecidos aplausos para o time, que fechou a partida em 3 a 0, com 25 a 15. Rosamaria, Macris, Mari Paraíba e Roberta ainda entraram para jogar um pouquinho.

Neste sábado, às 15h45, o Brasil voltará a jogar, desta vez diante da Bulgária, com transmissão pelo SporTV. Às 18h estarão em quadra Alemanha e Holanda. Será que o público vai aparecer desta vez?

 

 

 

 

 

Sem brilhar, Brasil cumpre obrigação e bate tailandesas

sábado, 11 de julho de 2015

A invencibilidade foi mantida. Mas a atuação não encheu os olhos. Assim defino a vitória brasileira sobre a Tailândia, neste sábado, por 3 sets a 1, parciais de 25-23, 20-25, 25-14 e 25-19, no Ibirapuera.

O quinto triunfo em cinco jogos neste Grand Prix mostrou falhas que não foram nítidas em outras apresentações. Desatenções em coberturas, erros em combinações de ataque, passe instável e dificuldades para virar as bolas com as opostos.

A tailandesa Tomkom em ação (FIVB Divulgação)

A tailandesa Tomkom em ação (FIVB Divulgação)

Com esse cardápio, José Roberto Guimarães mexeu no time por obrigação, não apenas para dar ritmo para as reservas. Joycinha saiu no primeiro set para entrada de Monique, que na parcial seguinte foi substituída por Barbara, que até então vinha sendo usada como central na Seleção. Natalia entrou na vaga de Garay, Adenízia entrou no meio de rede na posição de Carol.

Chamo a atenção para o número de Malika Kanthong, responsável por nove pontos de ataque apenas na segunda parcial.

Depois da derrota no segundo set, Zé voltou com o time que iniciou o jogo.  Talvez pensando: a cota de erros está esgotada. É hora de testar essa formação no momento mais difícil. E a aposta funcionou. O time voltou muito mais ligado, os erros diminuíram e rapidamente a ordem natural das coisas foi retomada. 8 a 3 logo na primeira parcial, vantagem foi aumentando, a ponto de permitir que as trocas para dar ritmo pudessem ser feitas, com Ana Tiemi e Jaqueline entrando na partida. Carol, com seis pontos, foi a destaque no incontestável 25 a 14.

No quarto set,  novamente o time-base foi escalado no início.  E o panorama foi parecido com a parcial anterior. Boa vantagem conquistada logo de cara, com o bloqueio anulando o ataque asiático e caminhada tranquila até o fechamento do set, já com várias reservas em quadra.

Analisando friamente, o melhor do jogo talvez tenha sido o susto tomado no segundo set. Contra rivais mais fortes, na fase final, um cochilo assim pode custar bem caro.

 

Brasil não dá chances para a Bélgica em SP

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um susto no início do jogo. E depois uma lavada. Assim pode ser definida a vitória do Brasil sobre a Bélgica por 3 sets a 0, parciais de 25-17, 25-16 e 25-14, nesta sexta-feira, na abertura da etapa de São Paulo do Grand Prix.

Foi a quarta vitória em quatro jogos do Brasil no torneio, caminhando tranquilamente até aqui para a classificação para a fase final, que acontecerá em Omaha, nos Estados Unidos. Neste sábado, às 10h, o duelo será contra a Tailândia. No domingo, no mesmo horário, confronto com a Alemanha.

Zé Roberto começou o jogo de hoje com Dani Lins, Joycinha, Gabi, Fernanda Garay, Juciely, Carol e Camila Brait. Considerando que Jaqueline, que estava no banco de reservas, teve um princípio de pneumonia há algumas semanas, dá para considerar esse time a força máxima atualmente.

Comemoração brasileira no Ibirapuera (FIVB Divulgação)

Comemoração brasileira no Ibirapuera (FIVB Divulgação)

E até o 11º ponto do set inicial parecia que havia algo errado na equipe. A virada de bola estava bem abaixo do normal, falhas na relação bloqueio-defesa e uma sensação de que a Bélgica, mesmo sem Van Hecke, sua principal jogadora, poderia aprontar. 0-4, 2-6, 4-8… A diferença, porém, começou a cair quando Carol marcou dois pontos no bloqueio e passou a ser mais acionada por Dani Lins no meio.  A virada aconteceu antes do segundo tempo técnico. E daí para frente as europeias não incomodaram mais.

Carol, personagem de outro texto, que será publicado mais tarde, terminou o primeiro set com seis pontos (quatro no ataque e dois no bloqueio), liderando o Brasil.

Do segundo set em diante, o time esteve mais equilibrado. Gabi foi uma boa opção nas jogadas pelo fundo, Juciely e Fê Garay também cresceram no ataque e bloqueio. O resultado foi o domínio total da equipe brasileira. Até o público deu uma relaxada. A empolgação voltou no fim do segundo set, quando Jaqueline fez sua estreia no GP entrando no lugar de Garay.

No último set, mais mudanças. Monique entrou na saída de rede, com Natalia formando a linha de passe com Gabi e Camila Brait. As belgas até chegaram a esboçar uma reação na metade da parcial, mas nada que ameaçasse a vitória brasileira por 3 a 0, já com Ana Tiemi, Barbara, Jaqueline, Sassá e Adenízia também em quadra.

Um papo com Fernanda Garay

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Titular na vitória do Brasil sobre o Japão, ontem, no quarto e último amistoso da série, a ponta Fernanda Garay conversou com exclusividade com o blog após o 3 a 2, no Maracanãzinho.

Ela fez um balanço da temporada de estreia pelo Dínamo Krasnodar, da Rússia, além de projetar o desempenho da Seleção em 2015.

BALANÇO TEMPORADA 2014/2015

“Acho que o saldo foi muito positivo na temporada. Jogamos Copa da Rússia, Campeonato Nacional, Mundial de Clubes e Copa CEV (segundo principal campeonato euroeu). Das quatro ganhamos duas (Copas da Rússia e CEV), ficamos uma em segundo (Mundial) e na outra não fomos muito bem (derrota nas quartas de final do Russo). Então, posso garantir que o saldo foi positivo”

Garay em ação contra o Japão (Alexandre Arruda/Divulgação CBV)

Garay em ação contra o Japão (Alexandre Arruda/Divulgação CBV)

A EXPERIÊNCIA RUSSA

“A minha expectativa de Rússia não existia. Antes de receber a oportunidade de trabalhar lá, não tinha muita informação. Mas o nível do campeonato é muito forte, adversários com piores colocações costumam dar trabalho nos jogos. Na questão do relacionamento com as jogadoras russas, foi tudo tranquilo. Só não foi melhor pela dificuldade da língua. Elas não falam quase nada de inglês. Então, no começo, me relacionava mais com a Pasynkova (ponta), que falava inglês, com a Sokolova, que fala bem, e, é claro, com a Fabíola o tempo inteiro. Aos poucos fui aprendendo um pouco de russo, mas elas sempre foram simpáticas, me trataram bem. Hoje já falo um pouquinho de russo e isso também ajuda”

TRABALHO COM UM GRUPO MAIOR DE ATLETAS

“Está sendo bom até aqui. As jogadoras estão buscando dar algo a mais, para assim conseguirem se manter no grupo”

MOMENTO

“Fisicamente estou um pouco atrás das demais jogadoras, pois elas tiveram mais tempo de treino (Garay se apresentou com as jogadoras do Rexona, que também disputaram o Mundial de Clubes). Mas estou me dedicando ao máximo para me equiparar a elas, pois teremos uma primeira fase muito forte no Grand Prix, a segunda também, ainda mais sendo no Brasil. A intenção é tentar me recuperar o mais rapidamente possível”

Alguns tópicos da coletiva de Zé Roberto

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Separei algumas declarações que o treinador da Seleção feminina deu, horas atrás, após anunciar a lista com 33 convocadas para a temporadas.

SASSÁ

– Foi uma conversa que tivemos, pois ela sempre colaborou muito durante todos esses anos como integrante da Seleção adulta. Foi sempre muito de grupo, decisiva em todos os campeonatos que participamos. Apresenta essa possibilidade de passe e defesa, além de ser ótima pessoa. A comissão técnica achou que ela seria interessante na posição, dando oportunidade de uma mudança. Não temos dúvidas de que no futuro ela será uma das principais atletas do Brasil. Ela nunca se machucou, é forte fisicamente, sempre se cuidou muito. Que seja feliz nessa nova função.

SHEILLA/FABIANA

– A ideia (de não convocar as duas) começou no Mundial (de 2014). Temos que pensar de uma forma diferente nelas. Estão desde 2002 na estrada, jogando a maioria dos campeonatos pela Seleção. Diria que disputaram 90% deles. A Sheilla acabou o Campeonato Turco no último domingo. Poderia ser até que participasse do Mundial, caso se classificasse, mas o time (Vakifbank) não conseguiu na Liga dos Campeões. Ela está precisando de uma reciclagem, de um descanso, de tranquilidade, até para que renove as energias. A Fabiana é a mesma coisa. Então, chegamos a essa conclusão.

GARAY

– Fernanda é mais jovem que Sheilla e Fabiana. Jogou algumas temporadas fora do Brasil, jogou na Turqua, no Japão, na Rússia. Terá o mesmo tempo de ‘descanso’ das jogadoras do Rexona. Mas é claro que vamos observar o estado dela. Temos que enaltercer o trabalho físico, dar uma sustenstação às atletas nesses meses de treinamento

RECUSAS

– Tivemos que mandar uma lista larga esse ano para o Pan. Essa lista foi acompanhada de um pedido do COB de uma ficha chamada de elegibilidade, porque a atleta tem de estar apta. E duas não assinaram, a Bia, e a Suelen. Disseram não à Seleção. Por opção, preferiram ficar fora. Prefiro falar isso agora para depois ninguém dizer que eu não convoquei.

Vaivém: Russos confirmam Garay por mais um ano

quarta-feira, 25 de março de 2015

O Dínamo Krasnodar, da Rússia, confirmou em seu site oficial a renovação da ponta brasileira Fernanda Garay por mais um ano.

Ela, assim, seguirá fazendo dupla com a compatriota Fabíola na temporada 2015/2016.

Andrey Makarov, dirigente do clube, foi só elogios à atleta:

– Fernanda é uma líder indiscutível, uma pessoa maravilhosa e uma grande jogadora. Uma verdadeira lutadora.  Sua experiência, sua emoção e sua habilidade para manter tudo tranquilo mesmo nos momentos mais difíceis e jogos mais estressantes ajudará muito o time.

Garay está na briga pela Copa CEV e disputará ainda o Mundial de Clubes. No Campeonato Russo, como já alertado nos comentários pelos atentos leitores, o Krasnodar caiu nas quartas de final.

 

O melhor momento de Fabíola?

terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Fabíola e Fê Garay na Rússia (Reprodução)

Fabíola e Fê Garay na Rússia (Reprodução)

Título da Copa da Rússia, melhor levantadora e MVP da competição… O fim de ano não poderia ter sido melhor para Fabíola.

A brasileira liderou o Dínamo Krasnodar à conquista de um título após longos 20 anos de jejum, ao vencer Omichka Omsk, no tie-break. Não vi o jogo ontem, mas li vários elogios para a brasileira. Chego a me questionar se Fabíola passa pelo melhor momento da carreira. E talvez a resposta seja sim.

A transferência internacional para um grande centro, o amadurecimento forçado após algumas pancadas (principalmente na Seleção), a adaptação necessária para jogar contra a força e a altura do vôlei russo, sem falar do frio e do idioma.  Fabíola se encontrou ao lado de craques como Sokolova e Kosheleva, tendo Fernanda Garay como porto seguro nos momentos mais complicados.

O torcedor brasileiro espera que esta mesma Fabíola se apresente à Seleção em meados de 2015. E possa fazer sombra para Dani Lins, algo que não tem acontecido nos últimos anos.  Isso pode fazer um bem enorme para o Brasil em seu ano pré-olímpico.

 

 

 

Que atuação irrepreensível!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Na abertura da terceira fase do Mundial, Brasil fez a China parecer um adversário qualquer, inexpressivo até. O time de José Roberto Guimarães jogou demais, neutralizou todas as principais armas do adversário e transformou um jogo que poderia ser problemático em uma molezinha. O 3 a 0, com parciais de 25-19, 25-16 e 25-15, explica bem a diferença entre os dois, hoje, em Milão.

A Seleção foi tão bem que é difícil apontar um ou outro destaque, sem parecer injusto. Dani Lins fez uma partida impecável na distribuição, deixando alguns jogos abaixo da média para trás. Não me lembro de ter visto a levantadora atuar tão bem até agora na competição. Nas pontas, Jaqueline e Fernanda Garay atacaram como russas e defenderam como asiáticas. Estranho dizer isso, mas a China não representou à altura o nível de defesa que tradicionalmente as seleções da Ásia. Enquanto isso, o Brasil deu show no fundamento, liderado pela líbero Camila Brait, a melhor da competição neste quesito. No meio de rede, Fabiana e Thaisa foram dominantes no ataque e brincaram de bloquear. Pobre Zhu, caçada pelo saque brasileiro e que nem de longe foi sombra do que já apresentou outras vezes. Sheilla foi a jogadora que se destacou menos,  mas ainda assim teve boas passagens pelo saque e pontuou no ataque em algumas bolas difíceis.

O resultado deixa o time muito próximo das semifinais. Nesta quinta, caso a China vença a República Dominicana por 3 a 1/3 a 2 ou perca por qualquer placar, o Brasil já estará classificado sem entrar em quadra, fazendo o confronto de sexta, contra as caribenhas, valer apenas o emparceiramento da próxima fase.

E, além disso, a atuação impecável do time verde-amarelo vai colocar mais pulgas atrás das orelhas dos adversários. O Brasil, único invicto do Mundial, joga ainda melhor com a aproximação do momento decisivo. É para os outros ficarem preocupados mesmo!

PS: Agora com link para um fantástico ponto no início do segundo set. Confiram: http://wp.me/p1b2tr-216