Superliga recomeça com Gabi titular, Hooker voando e Tifanny MVP



O returno da Superliga feminina recomeçou com cinco jogos na noite desta terça-feira. Os favoritos venceram em casa e nomes badalados brilharam.

No Tijuca, o Sesc não teve trabalho para superar o Renata/Valinhos por 3 a 0 (25-15, 25-19 e 25-12). A novidade foi a presença da ponta Gabi como titular após cirurgia para corrigir uma tendinite crônica no tendão patelar direito. Ela marcou cinco pontos, sendo quatro no ataque e um no bloqueio. A dominicana Peña liderou as cariocas na pontuação: 15. A levantadora Roberta levou o Troféu VivaVôlei Cimed como a melhor em quadra.

Bom público no Tijuca para ver o Sesc (Divulgação)

– Entramos muito concentradas. O Bernardo pediu que fôssemos muito agressivas no saque e acho que a gente correspondeu muito bem nesse quesito. Conseguimos quebrar o passe delas e isso facilitou para a gente. Para o primeiro jogo do ano, era isso que estávamos esperando: sair com um 3 a 0, jogando bem. Agora, focamos no próximo jogo que deve ser bem difícil – disse Roberta, citando os nove aces feitos pelo Sesc.

Em Belo Horizonte, o jogo em tese mais equilibrado da rodada terminou em apenas três sets. O Camponesa/Minas passou pelo Fluminense com parciais de 25-23, 25-17 e 25-13. A central Mara foi eleita a melhor em quadra, mas a maior pontuadora foi a americana Hooker, com 17 acertos (16 no ataque e um no saque).

– A concentração fez a diferença. Já conhecíamos a equipe delas e estudamos muito a forma como elas jogam. Todo o time se comprometeu em fazer aquilo que planejamos e, felizmente, conseguimos fazer um bom jogo. Deu tudo certo – comentou Mara.

O jogo marcou também a apresentação da ponta americana Sonja Newcombe. A jogadora de 29 anos e 1,88m deve ser relacionada para as próximas rodadas.

Outro 3 a 0, este bem mais esperado, aconteceu em Barueri. O Hinode derrotou o lanterna Sesi com parciais de 25-17, 27-25 e 25-7. As pontas Suelle e Jaqueline comandaram o triunfo das donas da casa, com 14 e 13 pontos, respectivamente. A levantadora Naiane ganhou o VivaVôlei Cimed.

– Não paramos no fim de ano, fizemos muitos treinos bons, pegados. E o jogo mostrou isso, que nossa equipe pode dar mais nos jogos e conquistar mais vitórias – analisou Naiane.

Os outros dois confrontos da rodada terminaram com vitória dos times da casa por 3 a 1: Vôlei Nestlé sobre o São Cristovão/São Caetano e Bauru sobre o BRB/Brasília.

Comemoração do Vôlei Nestlé no José Liberatti (Divulgação)

Em Osasco, a ausência de Tandara (com torcicolo) foi sentida, tanto que o Vôlei Nestlé perdeu o primeiro set. Mas os 20 pontos da peruana Leyva ajudaram a construir a virada, parciais de  22-25, 25-23, 25-18 e 25-18. A levantadora Carol Albuquerque foi eleita a melhor do jogo.

– Elas vieram soltas, sem responsabilidades, pois o favoritismo era nosso e meteram a mão no saque desde o início. Demoramos um pouco para encontrar nosso ritmo. Mas aos poucos fomos achando o nosso jogo e todo mundo que entrou contribuiu para a vitória – disse Carol.

Por fim, no Ginásio Panela de Pressão, Tifanny foi eleita a MVP após marcar 24 pontos no triunfo do Bauru sobre as brasilienses, parciais de 25-15, 25-17, 26-28 e 29-27. Após a partida, em entrevista ao SporTV, ela fez questão de agradecer pelo apoio dos fãs, mas deixou claro também o incômodo com a situação. Para quem não leu, segue texto publicado ontem sobre a situação dela: http://blogs.lance.com.br/volei/coluna-tifanny-segue-dando-o-que-falar/

Tifanny comemora ponto com Angélika (Divulgação)

Falta um jogo para o complemento da rodada: o invicto Dentil/Praia Clube contra o Pinheiros.

Na classificação, o Praia lidera com 39 pontos, dois a mais do que o Sesc. O Vôlei Nestlé está em terceiro com 31, três à frente do Camponesa/Minas. O Fluminense permanece em quinto, com 24, seguido por Hinode/Barueri (21) e Bauru (20). O Pinheiros, com 18 e um jogo a menos, fecha o G8. São Caetano (16) e Brasília (10) ainda brigam pelos playoffs, enquanto Valinhos (4) e Sesi (1) seguem nos dois últimos lugares.

 



  • mau_sp

    Cara, tá muito errado um homem jogar com as meninas… olha o tamanho do braço! E não me venham com mimimi ideológico, é uma questão puramente biológica… não tem tratamento hormonal que tire a força desse braço… é injusto.

  • L. Mesquita

    Bom Dia Daniel e amigos.
    Preconceito: prefixo “pré”(antes,à frente)+conceito=ideia,opinião ou juízo que se faz de alguém ou de alguma coisa antecipadamente e sem fundamento em dados objetivos.
    Então para não ser preconceituoso,vamos conceituar os termos,para que não haja dúvidas sobre os conceitos para evitar o preconceito.
    Eu,antes de saber os conceitos,achava que TRAVESTI era homem que vestia de mulher para fazer programa.Hoje eu sei que a Tifany é uma MULHER TRANS e não uma TRAVESTI.
    MULHER CIS:pessoa que nasceu e foi registrada mulher e se reivindica mulher.
    MULHER TRANS:pessoa que nasceu e foi registrada homem porém se reconhece mulher.Não tem nada a ver com cirurgias e roupas.Ninguém vira mulher trans quando retira o pênis,pois cirurgia não muda identidade das pessoas.A identidade de gênero não está instalada no órgão genital.O gênero diz respeito a uma certeza advinda de processos mentais e não genitais.Inclusive,no Brasil,para se submeter a uma cirurgia de mudança de genital,é preciso antes passar por rigoroso processo multidisciplinar por no mínimo 2 anos.Quem não for MULHER TRANS não tem direito à cirurgia.Mas nem todas as MULHERES TRANS fazem cirurgia como o próprio COI atestou em seu documento.
    SEXISMO:preconceito de sexo,a crença de que um sexo é intrinsecamente superior a outro.Atitudes sexistas vem sempre disfarçadas como uma preocupação em proteger as mulheres,mas na verdade está intrínseco nessa “falsa preocupação” o conceito de que o sexo feminino é fraco,frágil,incapaz e necessita sempre da proteção do sexo considerado superior que seria o masculino.Em seu livro “The Second Sexism:Discrimination Against Men and Boys, David Benatar afirma que “A suposição prevalecente é de que,quando a conscrição for necessária,somente os homens devem ser recrutados e,da mesma forma,que apenas os homens sejam forçados a combater.”Isso”,acredita ele,”é uma suposição sexista “.A Noruega foi o primeiro país da OTAN a introduzir o serviço militar obrigatório para as mulheres como um ato de igualdade de gênero.Em Israel tanto homens como mulheres devem prestar o serviço militar obrigatório aos 18 anos de idade,e servem por um período inicial de dois anos.Pois os israelenses não consideram as mulheres inferiores aos homens para defender a nação.Já as sociedades islâmicas(muçulmanas) são os casos mais extremos de sexismo,com a desculpa que o homem tem que proteger a fragilidade da mulher,tratam o sexo feminino como verdadeiro escravo do sexo masculino.As muçulmanas são tratadas como propriedade,vendidas em casamento,em tráfico,em escravidão sexual.
    Já que foi alegado que falo,mas não explico,é baseado nessas coisas que comento a participação da Tifany na Superliga feminina.E que justifico que,Às vezes,com intuito de querer “proteger” as mulheres,na verdade as consideram inferiores e incapazes de buscar meios para encontrar soluções para evoluírem perante novos obstáculos.Ora,se queremos enfrentar seleções altas e fortes como SÉRVIA,REP.DOMININCANA,RÚSSIA,HOLANDA etc…,nada melhor que ter uma Tifany de 1,94m na Superliga para melhora o nível de competição de nossas jogadoras.

    • AfonsoRJ

      Tudo isso é muito interessante, e na maior parte podemos concordar. Mas o que está em discussão aqui não é sexismo, discriminação, preconceito, ou qualquer outra coisa do gênero.
      O que se discute é o seguinte: É absolutamente inquestionável que na esmagadora maioria dos casos as mulheres são fisicamente mais fracas. E isso não as desmerece em absolutamente nada. Não as transforma em seres inferiores ou qualquer coisa do tipo. Então, é perfeitamente compreensivel que se questione a presença de uma pessoa que teve todo o seu desenvolvimento físico como do sexo masculino em uma competição feminina. Mesmo que tenha se submetido a cirurgia ou tratamento hormonal. Eu, particularmente acho injusto, e pelo que vejo em uma enxurrada comentários na net, não estou sozinho. Não tenho nada contra uma pessoa optar por ser trans, travesti, drag queen ou o que quer que seja. Acho uma questão de foro íntimo. Participar num torneio de xadrez, bridge, ou qualquer outro que não envolva desempenho físico, tudo bem. Mas competir em esportes onde o fator físico importa eu acho absolutamente injusto. Faço questão de frisar: as mulheres são fisicamente mais fracas que os homens, e isso é um fato incontestável, o que não significa nem por um minuto que sejam inferiores aos homens ou que não sejam capazes de evoluir perante obstáculos quaisquer que sejam. Acho que fui bem claro.
      Finalmente o argumento de que termos uma Tiffany na superliga nos prepararia para enfrentar seleções altas e fortes tem dois lados. O primeiro é que com isso você mesmo reconhece uma superioridade física na Tiffany. Em segundo lugar, parece que você desconhece o fato que o Zé Roberto já cansou de fazer treinamentos das meninas contra times masculinos da base lá em Saquarema. Em suma, não temos a menor necessidade de uma Tiffany para treinar nossas seleções contra times mais altos e fortes.
      Resumindo: Não é preconceito, não é sexismo, não é discriminação. Não tem nada a ver com considerar mulher inferior. É apenas a vantagem que considero injusta de alguém que teve todo o seu desenvolvimento físico como homem, participar de um torneio faminino. Simples assim.

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