Rexona-Sesc fatura a Superliga feminina 2016/2017



12 títulos de Superliga feminina em 20 anos de projeto.  Dois números que resumem melhor do que qualquer palavra a passagem do Rexona pelo vôlei brasileiro. Neste domingo, a vitória por 3 a 2 sobre o Vôlei Nestlé, na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, encerrou com chave de ouro o projeto iniciado em Curitiba.

A Unilever deixa uma herança riquíssima para o Sesc, atual copatrocinador, e a partir de agora o responsável pela manutenção da equipe liderada por Bernardinho. E também um exemplo, ou case de sucesso, para todo o esporte nacional.

O clima de despedida, porém, não diminuiu a festa por mais uma conquista. Antes do início da partida, balões (ou bexigas, como preferir) levantaram um bandeira com o número 11, a então quantidade de títulos. Para a torcida local, maioria entre os 12.532 presentes no ginásio, um prenúncio do resultado final.

O time carioca deu um cartão de visitas logo no início do primeiro set. Pressão no saque, sem erros e assim abriu 5 a 1, forçando o tenso rival a pedir tempo. As jogadoras mais experientes do Vôlei Nestlé nitidamente pediam calma para as companheiras. Aos poucos, com Tandara entrando no jogo no ataque, as paulistas foram cortando a diferença. Empataram em 11 a 11 e viraram no 15-14, após ace de Bia. A reação, porém, parou por aí. O Rexona já na sequência empatou, virou e abriu: 19-15. Luizomar ainda tentou uma tripla troca (Paula, Carol Albuquerque e Gabi), mas a primeira parcial já tinha dono: 25 a 19 para o Rexona.

Gabi foi a única, entre as reservas, a seguir em quadra por Osasco, substituindo Malesevic. O passe melhorou um pouco, mas o Vôlei Nestlé não conseguia volume de jogo para transformar defesas em pontos de contra-ataque. E essa falha  custou caro, com o Rexona permanecendo sempre bom vantagem confortável de três, quatro pontos de frente. Luizomar de Moura trocou Bjelica por Paulo para tentar ganhar poderio ofensivo e chegou ao empate em 12 a 12. Exatamente como na parcial anterior, a virada aconteceu no 15 a 14, após erro de Drussyla. A diferença é que o jogo ficou ponto lá, ponto cá. Até uma marcação polêmica da arbitragem, em um ataque de Gabi mudar a reta final. A bola, como mostrou o replay da TV, foi direta para fora. Mas o ponto foi dado para Osasco, com alegação de toque no bloqueio. Muita reclamação do time carioca, que na sequência passou a errar e acabou perdendo por 25 a 22.  Que falta faz a tecnologia na arbitragem! É cara, mas necessária.

O terceiro set começou com o Vôlei Nestlé na frente, graças principalmente aos ataques de Paula, que entrou bem na partida, dividindo a responsabilidade ofensiva com Tandara. Até que um ponto fez a Jeunesse Arena explodir como se festejasse um gol de título. Após uma série de defesas do Rexona, o time carioca foi premiado pelo esforço ao ver Dani Lins errar o levantamento. E a torcida carioca, em maior número, se inflamou.  O jogo seguiu parelho, com o Osasco na frente até o 17º ponto. Aí apareceu Drussyla para fazer a equipe de Bernardinho virar. E desta vez foi a vez do Vôlei Nestlé reclamar de uma marcação de bola dentro, que teria sido fora no 20 a 17. Para vocês verem: a tecnologia ajudará os dois lados. É um bem para o espetáculo. 25 a 22 para o Rio no placar.

O quarto, que poderia ser o set final, começou com mais uma reclamação de Bernardinho com a arbitragem. O Osasco, no tudo ou nada, abriu rapidamente 8 a 4. E a cômoda vantagem foi aumentando. O Rexona tentou mudar o panorama com a entrada da holandesa Anne Buijs, da levantadora Camila Adão, da oposto Helô. Mas a diferença era muito grande para ser desfeita. 25 a 18 para as paulistas e decisão no tie-break.

Um set para decidir o campeão. O esperado entre duas forças do vôlei mundial. E o Rexona, aos gritos de “campeão voltou”, abriu rapidamente 4 a 1, obrigando Luizomar de Moura a pedir tempo. Uma bola de Tandara na antena aumento a vantagem para 5 a 1. Juciely cravou e fez 6 a 1. O título foi se aproximando. Carol e Bjelica entraram na inversão de 5-1. Mas a reação do Vôlei Nestlé não aconteceu. Final de tie-break: 15 a 6. Final de Superliga com mais um título do Rexona, de Bernardinho, de Fabi, de Juciely, de Gabi… Final de um ciclo de um patrocinador campeão.



  • Sergio Gomes

    Que ridiculo foi ver a tv não passar a festa do campeão. Sinceramente até quando a CBV vai continuar com esse contrato que nada ajuda ao bolei nacional.

  • Sergio Gomes

    Até quando a CBV vai continuar com um contrato que nada ajuda ao bolei nacional. Sinceramente assistir a final e não ver a entrega do troféu é como ter um filho e não saber quem é. Quais as cláusulas de contrato entre a CBV e essa tv que o Brasil abomina.

    • Pedro Taranto

      Fiquei muito frustrado com o ocorrido também! tanto Globo quanto SporTV abandonaram a cerimônia de premiação! muito triste isso :/ Essa mesma imprensa que idolatra o futebol e diz que não tem espaço para o vôlei, é a responsável por isso! Pois se nem a cerimônia de premiação eles prestigiam, como que o esporte vai ser valorizado assim?

  • Henrique Silveira

    Você costuma ser o blogueiro mais lento que existe … o que aconteceu para postar tão rápido a vitória do Rio ?? Mais uma vez a final foi disputada na cidade do Sérgio Cabral … coincidência ???

    • Daniel Bortoletto

      Caro Henrique, não sou apenas blogueiro. Sou editor de mídias digitais do LANCE!. E, infelizmente, não estou apenas vendo partidas e subindo notas para o blog. Notas factuais costumam estar no site. Por isso não tenho obrigação de subir assim que o jogo termina. Hoje, estava no ginásio. Então tinha tal obrigação. Sobre sua insinuação sobre o Cabral não tenho o que dizer.

      • Miliano Freitas

        Daniel, pra mim seu nome é Credibilidade! Parabéns pela imparcialidade e coerência em todas as matérias.

  • Paula Pinheiro

    Parabens meninas do Rio💓👏

  • Vicente

    Parabéns às duas equipes pela final eletrizante. Osasco foi um time que começou a temporada sem muita credibilidade port ter mudado praticamente toda sua base, mas foi crescendo ao longo da temporada. Valorizou em muito a vitória do adversário.
    Rio de Janeiro é o mesmo de sempre com seu volume de jogo e constância. Além, é claro, de ter o técnico que faz a diferença.

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