Supercopa abre temporada masculina mais imprevisível no Brasil



Sada/Cruzeiro e Sesi disputarão, neste sábado, às 20h30, na Arena do Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, o título da Supercopa.

A competição abre a temporada nacional de clubes no país. Uma temporada, depois das mudanças nos elencos, bem imprevisível e com promessa de equilíbrio entre as principais forças.

No cenário brasileiro, quatro equipes estão alguns degraus acima das demais: os dois participantes da Supercopa, Sesc e EMS/Taubaté. Foram os quatro semifinalistas da Superliga 2017/2018, alguém vai dizer. Verdade. Mas com importantes mudanças na formação dos times, o que embaralha as cartas para os próximos meses.

O Sada/Cruzeiro, praticamente hegemônico na última década, passou por modificações drásticas. O levantador argentino Uriarte, o  ponta cubano naturalizado brasileiro Leal e o central cubano Simon saíram. Não é pouca coisa trocar três peças-chave em posições tão importantes.

Conversei com o técnico Marcelo Mendez, na quarta-feira, em São Paulo, sobre isso. E a frase dele deixa bem claro o trabalho de reconstrução que precisará ser feito.

– Você vai começar a ver nosso melhor time a partir de dezembro.

Le Roux com Cachopa e Leozinho no treino do Sada (Divulgação)

É o tempo que o comandante argentino, em sua décima temporada no Brasil, precisará para colocar o americano Taylor Sander e o central francês Le Roux aptos ao estilo Sada/Cruzeiro de se jogar. Tempo para fazer o entrosamento deles com um levantador novo como Fernando Cachopa.

É a maior transformação que os mineiros enfrentam desde a saída de Wallace e William, por exemplo. Lá atrás, quando os dois craques deixaram o time, as dúvidas sobre a manutenção no topo eram enormes. E Mendez conseguiu. Por isso não dá para duvidar novamente.

Já o Sesi, vice-campeão da Superliga e da Copa do Brasil na temporada passada, volta a encarar o algoz, uma já conhecida pedra no sapato, na disputa por um título. Para o técnico Rubinho, as principais mudanças no elenco foram o central Lucão e o ponta Douglas Souza, agora no rival EMS/Taubaté.

A reposição foi feita com outros dois selecionáveis: Eder e Lucas Lóh. Com a política de não contratar estrangeiros, até que o Sesi conseguiu estancar a sangria. Para a Supercopa e início da Superliga, o time perdeu também Lipe, que lesionou o tornozelo na segunda partida das finais do Paulista. Um baixa importante para Rubinho.

Vejo um Sesi, para este jogo, mais dependente da dupla William-Alan. A parceria, que tão bem funcionou na última Superliga, é decisiva para fazer o jogo do time paulista fluir.

William em ação na final da última Superliga (CBV Divulgação)

– Sempre é bom enfrentar uma equipe como o Sada. Cada jogo desse nível é um aprendizado diferente. Aliás, todos os jogos contra o Sada são importantes porque se trata de uma equipe que mais tem vencido no cenário nacional – analisou Alan, que venceu a Supercopa dois anos atrás defendeu o próprio clube mineiro.

Já aumentando o horizonte da análise, a imprevisibilidade da temporada 2018/2019 se deve também ao Sesc e ao Taubaté. O time do Rio ganha muito com a chegada de Wallace. Na verdade qualquer time do mundo ganharia com um campeão olímpico deste quilate. Com a manutenção do restante da espinha dorsal (Thiaguinho, Tiago Brendle, Maurício Souza, Maurício Borges – quando retornar de lesão) e a adição do ponta búlgaro Rozalin Penchev, Giovane Gavio tem todo o direito de sonhar com voos mais altos na segunda temporada na elite.

Já Taubaté, que perdeu Wallace, foi ao mercado com força. Tirou Lucão e Douglas do Sesi, apostou em Leandro Vissotto e Abouba, dois opostos com bom desempenho por Vôlei Renata e Canoas, respectivamente, na Superliga 17/18), fechou com a dupla argentina Uriarte e Facundo Conte e terá Lucarelli de volta após lesão grave no tendão de Aquiles. O argentino Daniel Castellani, que manteve a hegemonia no Paulista, ainda precisa de tempo para dar entrosamento aos recém-chegados do Mundial e para deixar Lucarelli na ponta dos cascos. Fazendo isso também tem tudo para brigar pela Superliga.

LEIA TAMBÉM

+ Minas e Dentil/Praia Clube conhecem rivais no Mundial de clubes



MaisRecentes

Coluna: Temos de falar sobre Douglas Souza



Continue Lendo

Atualização do ranking mundial mostra caminhos do Brasil para Tóquio-2020



Continue Lendo

Douglas Souza desbanca Lipe e Tandara na escolha do melhor do ano



Continue Lendo