Sorteio coloca EUA e Rússia no caminho do Brasil



O pior cenário, na minha opinião, se confirmou para a Seleção Brasileira no sorteio para os grupos da fase final do Campeonato Mundial masculino.

O Brasil terá como rivais por duas vagas nas semifinais os Estados Unidos e a Rússia. Na outra chave estão Itália, Polônia e Sérvia.

A definição aconteceu após sorteio realizado nesta manhã de segunda-feira, na Itália. A terceira fase do Mundial começará na quarta-feira, com o time de Renan Dal Zotto fazendo o jogo de abertura, em Turim, às 12h (horário de Brasília). Na quinta, a Seleção folgará, fechando a participação na sexta, no mesmo horário.

Tal calendário permite ao Brasil, na melhor das hipóteses, uma classificação antecipada realizando apenas um jogo.

A Rússia, atual campeã da Liga das Nações, terminou as duas primeiras fases com seis vitórias e duas derrotas. Os dois resultados negativos aconteceram na primeira etapa: 3 a 1 diante dos Estados Unidos e 3 a 2 diante da Sérvia. Não fez mais do que a obrigação ao bater Austrália, Tunísia e Camarões, todos por 3 a 0.

Já na segunda fase, os russos venceram os três compromissos: Holanda e Finlândia por 3 a 0, além de um 3 a 2 na Itália.

Uma constatação aqui é óbvia. A Rússia vem numa crescente. Começou em uma marcha mais lenta e já deu uma embalada. Não me surpreende, já que historicamente os russos deixam para jogar o melhor que podem em retas decisivas. Dão aquela impressão de que estão quase mortos, mas ressuscitam da noite para o dia. São perigosíssimos.

Na segunda fase, o time russo demonstrou muita força em um fundamento especial: o bloqueio.

Na vitória que encerrou a invencibilidade da Itália, foram 11 pontos de block. Foram outros oito diante dos holandeses e outros 13 diante do finlandeses. Uma média de quase 11 por partida. Kurkaev é o quarto melhor bloqueador da competição.

Brasil e Rússia voltarão a duelar agora pelo Mundial (FIVB Divulgação)

O último duelo entre brasileiros e russos aconteceu nas semifinais da Liga das Nações, em Lille, na França, no início de julho. Com uma atuação quase perfeita, a Rússia fez 3 a 0 (25-17, 25-18 e 25-14). As parciais não deixam dúvidas da superioridade. Foram dez pontos de bloqueio na ocasião, reforçando o potencial dos europeus no fundamento. E sem a presença dos levantadores Grankine e Butko, de volta agora no Mundial.

É bem possível que o vídeo daquele jogo, com todo o estudo estatístico, já esteja pronto para ser visto e revisto pelo elenco brasileiro. Aquela Rússia surpreendeu os rivais na Liga das Nações. Hoje, mais conhecida, não surpreende tanto. Ela, porém, está mais forte no papel e tentará mostrar ao mundo que o título conquistado dois meses atrás não foi um ponto fora da curva.

LEIA TAMBÉM

+ Os rivais do Sada/Cruzeiro no Mundial de Clubes



MaisRecentes

Coluna: Minas e um dia histórico para o vôlei nacional



Continue Lendo

O tremendo desafio de Minas e Dentil/Praia Clube no Mundial



Continue Lendo

Coluna: Sinal de alerta com as chuvas no Brasil



Continue Lendo