Sobe-e-desce do Mundial



Pessoal, segue a íntegra da minha coluna Saque publicada neste domingo (17/10), com um resumo do Campeonato Mundial da Itália. A partir de agora, ela semanalmente também estará neste blog. Leiam, comentem, acrescentem, critiquem…

O Brasil é tricampeão mundial masculino há uma semana. Tempo de sobra para deixar a poeira baixar após a polêmica competição, para a adrenalina voltar ao normal e para fazer um balanço de quem saiu da Itália em alta e quem deve repensar os próximos passos. 

Sobe

1) Murilo
Receber o prêmio de melhor do mundo, após ter sido eleito o destaque da Liga Mundial, prova que o momento é realmente especial. Ainda assume papel de liderança em um time menos brilhante do que o campeão em 2002 e 2006, mas tão competitivo quanto.

2) Nova geração cubana
A ilha caribenha é uma fábrica ininterrupta de talentos, apesar de todos os problemas sócio-econômicos que lá existem. Leon e Simon são astros de primeira grandeza. Ainda falta cabeça no lugar em certos momentos e rodagem internacional.

3) Dante, Rodrigão e Giba
Necessariamente nesta ordem. São tricampeões do mundo, mas atualmente com atuações distintas. Dante é regular ao extremo, Rodrigão teve momentos de melhor bloqueador do planeta em alguns jogos e Giba virou referência, mas fora de quadra.

4) Camarões
Fair-play, superação, espírito de luta, alegria por simplesmente estar lá. Os Leões Indomáveis estiveram a um passo de eliminar os americanos, campeões olímpicos. Não conseguiram, mas saíram sorrindo com o sentimento do dever cumprido. Exemplar.

5) Tichacek (RTC), Tille (ALE), Zaytsev (ITA), Conte (ARG)…
Guardem bem estes nomes, pois logo serão referências de suas seleções.  

6) Bernardinho
Vai completar, em 2011, dez anos de Seleção masculina. Ganhou tudo e vê uma terceira geração fazer sucesso sob seu comando. Incontestável nos números e na forma profissional de lidar com os mínimos detalhes de qualquer assunto.

Desce

1) Regulamento
O nítido desejo de fazer a Itália, dona da casa, ir longe foi um tiro no pé. Outras seleções resolveram usar as brechas oferecidas e montar o caminho até a decisão. O mea culpa da FIVB foi claro, ao se calar sobre o que viu na competição.

2) Rússia
Foi a primeira a abrir mão de uma vitória, no duelo com a Espanha. E ainda assim não chegou à semifinal. Tem uma geração promissora, com Muserskiy, Berezhko e Mikhaylov. Brigar por vaga na final era o mínimo que se esperava.

3) Excesso de sedes
Organizar uma competição com 24 seleções em dez cidades é um exagero. Ela escancara as diferenças estruturais entre as sedes e prova ser desnecessário um deslocamento de até oito horas para jogar nova fase um dia depois.

4) Polônia
Foi vice-campeã de 2006 e sede da competição em 2014. O 13º lugar é pífio para quem almeja se firmar entre as potências do planeta. Wlazly, que despontou como craque, agora é um apagado reserva. Primeira vítima foi o técnico.

5) Asiáticos
Outrora temidas pelo volume de jogo, as seleções da Ásia agora são sacos de pancada. Japão foi o único a avançar à 2ª fase. E olha que era preciso apenas uma mísera vitória… É preciso repensar tudo desde as categorias de base.

6) Bernardinho
Tinha motivos para reclamar da organização, do regulamento, da Itália… Tinha também problemas físicos e médicos de sobra dentro do próprio time. Poderia ter escolhido, porém, um caminho diferente para protestar, pois teria razão em fazê-lo.



  • duda knauer

    aleluia! agora sim vou conseguir acompanhar sua coluna. essa coluna saque é a q vc escreve aos domingos no lance? curiosidade, é pq sempre compro o lance aos domingos por causa da sua coluna, e nunca reparei o nome dela.

    • Daniel Bortoletto

      Isso. A partir de agora ela estará no blog também

      • duda knauer

        obrigadao pela informaçao.

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