A sexta-feira no Campeonato Mundial masculino



A sexta-feira no Campeonato Mundial masculino foi marcada pela ausência de confrontos diretos entre os favoritos ao título.

Mas foi um dia de sobrevivência para algumas seleções.

A Argentina, por exemplo, se recuperou da derrota para a Bélgica ao superar a República Dominicana por 3 sets a 0, parciais de 26-24, 25-15 e 25-15.

Resultado essencial para o time de Julio Velasco, visto que no sábado o confronto será contra a embalada Itália, em Florença. Será interessante ver a reação do técnico contra a Azzurra. Velasco comandou uma das mais vitoriosas seleções da Itália em todos os tempos e faz no Mundial a despedida da Argentina. Será substituído por Marcelo Mendez, assumindo o comando do time de Modena.

Facundo Conte no ataque. O jogador de EMS/Taubaté marcou oito pontos para a Argentina (Divulgação FIVB)

Sobrevida é o mesmo a ser dito da Bulgária. Uma das donas da casa cumpriu a obrigação de vencer por Porto Rico por 3 a 0 (25-16, 25-18 e 25-21), deixando para trás o revés diante do Irã, na véspera em quatro sets.

Vale lembrar o regulamento para entender a importância dos resultados de argentinos e búlgaros. Os quatro primeiros de cada grupo (com seis participantes) avançarão para a próxima fase. O problema é que a vida de terceiro e quarto colocados é dificílima na sequência da competição, já que os resultados são carregados para a etapa seguinte. Se você passa com duas derrotas já terá uma tarefa muito complicada para seguir vivo após a segunda fase.

Entre os grandes em quadra nesta sexta, França e Rússia não tiveram dificuldades para enfrentar dois rivais africanos.

Os franceses se recuperaram da derrota para o Brasil com triunfo sobre o Egito por 3 a 0, parciais de 25-22, 25-23 e 25-16. Sem Ngapeth, poupado, o time europeu esteve em sérias dificuldades nos sets iniciais, mas mostrou sangue frio nas finais das parciais e evitou a zebra.

Já os russos passaram pela Tunísia também em sets diretos: 25-19, 25-6 (eu não esqueci o número um antes do seis. É isso mesmo que você leu) e 25-19.

SAUDOSISMO

Como é estranho ver a seleção masculina de Cuba sendo vencida pela limitada Finlândia. E aqui não escreve quem gostava de ver em quadra Despaigne, os irmãos Hernandez, Diago & Cia. 20 anos atrás. Mas sim quem esteve na Itália, em 2010, e viu a seleção caribenha fazer a final contra o Brasil, em Roma.

Os então garotos Leal, Leon e Simon… Atualmente o primeiro naturalizou-se brasileiro, o segundo, polonês, o terceiro se encaminha para ter nacionalidade canadense. Sem contar Juantorena, titular da Itália desde a Rio-2016.

A cada grande competição me pergunto o estrago que a atual geração cubana poderia fazer caso estivesse toda reunida ainda.

OLHO NO BRASIL

Após a folga na sexta-feira, a Seleção Brasileira volta à ativa neste sábado, mais uma vez às 14h30, em Ruse (BUL), diante da Holanda, em busca do terceiro triunfo em três rodadas.

Um reencontro após as três vitórias nos amistosos preparatórios para o Mundial. A atual geração holandesa não é comparável àquela da década de 90. Por isso é um bom adversário para o Brasil manter o embalo.

Não me surpreenderia se Renan Dal Zotto voltasse a escalar Kadu como titular na ponta, dando um tempo maior de recuperação para Lipe, convivendo com uma inflamação no cotovelo.

Já a polêmica envolvendo Wallace e Maurício Souza, em suposta campanha pró-Bolsonaro após a vitória sobre a França, será tratada em um texto à parte.

VALE A PENA VER DE NOVO

Baita ponto marcado pela Argentina na vitória sobre a República Dominicana.

JOGOS PARA NÃO PERDER NESTE SÁBADO

12h – Bélgica x Eslovênia

14h30 – Brasil x Holanda

15h30 – Estados Unidos x Rússia

16h15 – Itália x Argentina



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