Sérvia no grupo do Brasil no Mundial feminino



A vice-campeã olímpica Sérvia será a adversária mais forte do Brasil na primeira fase do Campeonato Mundial feminino, no próximo ano, no Japão.

No sorteio realizado nesta quinta-feira, em Tóquio, a Seleção de José Roberto Guimarães caiu no Grupo D, ao lado das sérvias, República Dominicana, Porto Rico, Cazaquistão e Quênia.

Não dá para reclamar. As dominicanas, treinadas pelo brasileiro Marcos Kwiek, aparecem como principais candidatas ao terceiro posto da chave. Os três demais participantes estão em patamares inferiores no cenário mundial e não assustam. Os quatro primeiros avançarão para a fase seguinte.

– No nosso grupo a Sérvia é a atual vice-campeã olímpica e um dos times com o maior potencial de ataque do mundo. Elas também têm ótimas bloqueadoras e uma jogadora que desequilibra – a Boskovic. A República Dominicana é treinada pelo Marcos Kwiek e evoluiu muito nos últimos anos com jogadoras atuando nas melhores ligas do mundo. Porto Rico fez boas apresentações nas últimas temporadas chegando nas fases finais do Grand Prix. Vamos estudar o Cazaquistão e o Quênia que não enfrentamos no ano passado – analisou Zé Roberto.

Os jogos do grupo brasileiro acontecerão na cidade de Hamamatsu.

Zé Roberto terá como grande desafio em 2018 o Mundial do Japão (Divulgação)

O Japão, dono da casa, ficou no Grupo A, em Yokohama, ao lado de Holanda, Argentina, Alemanha, Camarões e México. Outra que não tem nada a lamentar, já que fugiu dos principais rivais europeus e terá a chance de sair entre os primeiros para a segunda fase.

Já o Grupo B, em Sapporo, pode ser considerado o mais forte. Além da China, campeã olímpica e cabeça de chave, estão presentes Itália, Turquia, Bulgária, Canadá e Cuba.

Por fim, o Grupo C, na cidade de Kobe, reunirá Estados Unidos, Rússia, Coreia, Tailândia, Azerbaijão e Trinidad and Tobago.

E já dá para brincar com as possibilidades para montar os grupos da segunda fase. De um lado, estarão A1 (primeiro do Grupo A), D1, A2, D2, A3, D3, A4 e D4. Do outro, B1, C1, B2, C2, B3, C3, B4 e D4. Ou seja: o Brasil cruzará com os classificados da chave japonesa, em tese, a mais fraca. É bem possível pensar na Seleção saindo desta etapa com quatro vitórias, com o principal confronto sendo com as holandesas.

Nesta fase, os três primeiros de cada chave avançarão, com cinco eliminações por grupo. Sobrarão seis, divididos em duas chave, com os dois melhores garantindo presença na semifinal. Desta forma, sairão apenas três entre China, Itália, Turquia, Bulgária, Estados Unidos, Rússia, Coreia…

– É uma competição longa e temos que respeitar todos os adversários. O campeonato exige muito do físico das jogadoras pela quantidade de jogos – finalizou o técnico.

Gostaram do caminho brasileiro em busca do inédito título mundial?



  • Carlos Adair Gloria

    a história das competições mostra que pegar os grupos mais fracos nunca é bom para o decorrer do campeonato…mas espero estarmos preparados para isso, depois da Olimpíada no Rio…

  • AfonsoRJ

    Parece que todo o mundo exulta quando o Brasil pega um grupo mais fraco em fase preliminar. E isso vale para volei, futebol, basquete, etc…. Mas isso nem sempre pode ser um bom negócio, já que equipes que participam de grupos mais competitivos tendem a sair fortalecidas. Vide as últimas olimpíadas. Ás vezes pode ser melhor pegar as pedreiras logo de cara

  • Wellington Barbosa

    Daniel, gostei muito da sua possível montagem e cruzamento do Brasil na 2ª fase.

    Pessoal, parem de comparar o chaveamento do Mundial com o da Olimpíada, uma coisa não tem nada a ver com a outra. As quartas da Rio-2016 foi um pecado, mas o Brasil também está sujeito a isso. Não fizemos isso com a Rússia em Londres-2012? Apenas inverteram os personagens, a situação foi a mesma. A China renasceu, Lang Ping tirou uma carta da manga no momento certo e realmente certo. O Brasil renasceu em Londres-2012 e fez o melhor jogo que já vi em uma quarta de final olímpica.

    Agora voltando, no Mundial o Brasil terá uma oportunidade de ganhar mais ritmo já na 2ª fase. Então, paciência e energias positivas para o nosso Brasil.

  • Daniel

    Para o próximo mundial, seria válido e muito louvável da parte da CBV sondar alguns atletas do masculino que queiram mudar de gênero e competir no feminino. Imagina Leal, Isaac, Renan Buiati e outros jogadores ganhando um mundial pelo naipe feminino? Claro que tudo dentro das regras, fazendo o controle da testosterona e etc. Seria um exemplo ótimo de inclusão. Agora isso é possível.
    Ps: só citei esses jogadores por serem altos e fortes. De forma alguma estou implicando que esse seja o desejo dos mesmos, embora isso seja extremamente natural e totalmente dentro das regras da FIVB.

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