Sérvia joga muito e fatura título inédito



Incontestável o título da Sérvia na Liga Mundial de 2016. Jogou mais do que o Brasil em toda a partida, esteve sempre no comando do placar e deu pouquíssimas chances para o adversário. Com méritos encerra  jejum histórico e conquista pela primeira vez a competição.

As parciais de 25-22, 25-22 e 25-21 comprovam a superioridade dos europeus. Mas é preciso destacar uma estatística para complementar a informação e deixá-la mais precisa: a Seleção Brasileira deu 24 pontos de graça para a Sérvia.  Uma enormidade para apenas três sets, facilitando a tarefa dos sérvios, que, por sua vez, erraram apenas 11 vezes.

Então, somando a competência da Sérvia e a atuação abaixo da média do Brasil a equação da decisão da Liga Mundial fica resolvida.

Ivovic imparável no ataque (FIVB Divulgação)

Ivovic imparável no ataque (FIVB Divulgação)

Ivovic, com 16 pontos, comandou o time de Nikola Grbic na pontuação, fazendo a torcida não sentir falta de Atanasijevic, grande nome desta geração. Merecidamente foi eleito o melhor jogador das finais da Liga. E olha que, desta vez, eles não fizeram 20 pontos apenas no saque, como no encontro com o Brasil em Belgrado, na primeira fase.

Para os fãs do vôlei será uma pena não ver os sérvios na Rio-2016. Já para os 12 participantes será um grande alívio…

Sobre o Brasil, sem conquistar a Liga desde 2010, não dá para apagar alguns bons momentos da fase de classificação, como escrevi na minha coluna no LANCE!, e julgar apenas pela atuação de hoje. Wallace manteve a média e foi o destaque do time, anotando 18 pontos, tentando contagiar o time após os pontos. Eleito, também com mérito, o melhor oposto da competição. Ele e Maurício Souza foram os dois mais regulares durante a campanha. Mas faltou Lucão entrar em jogo em todos os fundamentos. Faltou consistência no passe para Lucarelli e Maurício Borges. Ainda não entendi a ausência de Escadinha, sem estar aqui de forma alguma culpando Tiago Brendle. Achei também que Bernardinho demorou demais para mexer.

É hora de o Brasil analisar os erros, definir os últimos três cortes e entrar na Olimpíada acreditando que dá para encarar qualquer rival de igual para igual.



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