A Seleção precisa de Natália



Duas vitórias (3 a 0 na Bélgica e 3 a 2 na Turquia) e uma derrota (0 a 3 Sérvia). A campanha da Seleção Brasileira feminina no primeiro fim de semana de disputas do Grand Prix preocupou mais pela instabilidade do que pelos resultados. E um nome em especial chamou muito a atenção: Natália.

A capitã de José Roberto Guimarães neste início de ciclo olímpico teve atuações muito abaixo da crítica. Foram apenas 21 pontos marcados e um baixíssimo aproveitamento no ataque: foram 17 bolas no chão em 52 tentativas, aproveitamento de 32%. Contra as belgas, Natália marcou nove pontos, terminando como a quinta maior pontuadora do time, marcando no ataque sete pontos em 18 tentativas. Contra as sérvias, ela repetiu a pontuação, pontuando em nove das 21 bolas levantadas. Contra as turcas, a ponta foi titular no primeiro e segundo sets, além de ter feito uma passagem no quarto. Fez apenas um ponto no ataque após receber 13 bolas.

A própria jogadora admitiu, na entrevista coletiva após a partida com a Turquia, o desapontamento com a performance.

– Eu acho que o time não jogou bem, especialmente eu. Eu sei que preciso atuar melhor.

É o primeiro passo para recuperar o melhor jogo na segunda semana, em Sendai, no Japão, onde a Seleção voltará a enfrentar a Sérvia, além de Tailândia e Japão.

No atual elenco do Brasil, sem Gabi (lesionada) e Fernanda Garay (pediu dispensa), Natália ganhou uma importância ainda maior. E em vários aspectos: liderança, poder de definição no ataque e também na linha de passe. É sabido por todos que o passe não é o melhor fundamento da jogadora. E ela compensa muito no ataque. Quando o principal fundamento está abaixo do normal a confiança despenca. E o Brasil sente em quadra.

Natália fez uma boa temporada pelo Fenerbahce, da Turquia, a primeira “aventura” internacional por clubes. E por isso a expectativa sobre o desempenho dela na Seleção aumentou. É esperar o próximo fim de semana para ver se o melhor da ponta poderá ser visto novamente.



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