Seleção feminina repete no Mundial estratégia de Londres-2012



A Seleção Brasileira feminina de vôlei embarcou, nesta quarta-feira, para o Japão, sede do Campeonato Mundial. E com 15 atletas, uma a mais do que limite de inscrição.

José Roberto Guimarães e a comissão técnica querem esperar até o último minuto para a definição da permanência ou não de Natália como opção para entrar em quadra e fazer a diferença.

A ponta passa por um longo processo de recuperação de uma tendinite crônica no joelho direito. Natália voltou a saltar na semana anterior ao Torneio de Montreux, na Suíça. Esteve presente na competição, mas fez apenas passagens pelo saque. Em Barueri, local dos treinos nos últimos dias, evoluiu bastante e realizou os melhores trabalhos segundo relatos da comissão técnica. Por isso ganhou mais alguns dias para provar estar pronta para o Mundial.

A decisão é muito parecida com a tomada às vésperas da Olimpíada de Londres-2012. Natália viajou com o grupo para a Inglaterra, após enfrentar uma longa recuperação de uma cirurgia na canela esquerda (retirada de um tumor). Na ocasião, o limite de inscritas era 12. Zé Roberto levou 13 e acabou cortando a líbero Camila Brait, justamente uma das melhores amigas de Natália.

Aqui vale recuperar outra informação da época. Camila Brait viajou sabendo que a preferência era manter Natália caso a recuperação fosse confirmada. O Brasil fez um jogo-treino com a Sérvia, Natália, que havia ficado fora de toda a temporada de clubes, atuou e foi confirmada entre as inscritas.

Natália durante o trabalho de recuperação em São Paulo (Divulgação)

Atualmente Natália ostenta a condição de capitã da Seleção. Só isso já mostra a importância dada pela comissão técnica para a camisa 12, que vem de uma temporada com poucos jogos na Turquia e uma transferência para o Minas.

Pela configuração do grupo escolhido, a “disputa” de Natália é com Amanda e Drussyla. Vejo Rosamaria como reserva de Tandara. Fernanda Garay e Gabi devem ser as titulares nas pontas. Não há chance de mexer nas quatro centrais (Bia, Adenízia, Thaísa e Carol) ou nas duas levantadoras (Dani Lins e Roberta). Uma outra possibilidade é manter apenas Suelen como líbero, abrindo mão de Gabiru.

A estreia do Brasil será no dia 29 contra Porto Rico. Até a véspera a definição acontecerá. Não é uma decisão fácil, levando em consideração a exigência física que um Mundial exige, os problemas recentes demonstradas pelas pontas da Seleção e pela pressão de tirar alguém de uma competição tão importante pouco antes da estreia. E, como já escrevi em outra ocasião, não queria estar na pele dos envolvidos para tomá-la.

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