Seja bem-vinda, Sheilla!



Galera, bom dia.

Antes de seguir para o Ibirapuera, deixo no ar o texto que assinei na edição de hoje do LANCE!.  A “estreia” de Sheilla no GP e a esperança de Zé Roberto de dias ainda melhores de sua oposto.

Nas três primeiras partidas do Brasil no Grand Prix, Sheilla somou apenas 17 pontos e cerca de 20% de aproveitamento no ataque. Números que não condizem com uma oposto bicampeã olímpica e com a principal referência ofensiva da Seleção. Ontem, na abertura da etapa de São Paulo, a camisa 13 teve uma atuação com mais “cara de Sheilla” e foi uma das destaques na vitória por 3 sets a 0 sobre a Coreia.

Foram dez pontos marcados (todos no ataque) e 55,5% de acerto nas ações ofensivas. Ainda atrás de Fernanda Garay (15) e Thaisa (13) na pontuação e abaixo do que Sheilla costuma produzir. Mas já o suficiente para arrancar elogios do técnico José Roberto Guimarães.

– Foi o melhor jogo que ela fez. Ela está buscando, tem treinado bastante, está correndo atrás, principalmente da parte física. Sheilla é consciente, uma das jogadoras mais inteligentes que eu onheço. Ela conhece o jogo, sabe o estado dela e é muito autocrítica. Quando vê que está um pouco abaixo, ela vai atrás. É uma atitude que ela sempre teve, desde que eu a conheço – analisou o treinador.

A “estreia” de Sheilla no Grand Prix aconteceu exatamente na véspera do duelo com a Rússia, hoje, também no Ibirapuera. Reprise de “final olímpica”, repleta de rivalidade e apontada como provável decisão do Campeonato Mundial da Itália, principal competição do ano, que acontecerá em setembro. a memorável final dos Jogos de Londres-2012, Sheilla roubou a cena no tie-break contra Gamova & Cia, na disputa pelo ouro, ajudando o Brasil a salvar seis match points antes de faturar o ouro. Terminou aquele confronto com 27 acertos (23 no ataque, dois no bloqueio e dois no saque) e a sensação de que sem ela em quadra o sonho do bicampeonato olímpico teria se transformado em pesadelo.

– Ela lê muito bem o jogo contra as russas, conhece as jogadoras. Com certeza vamos precisar muito dela no próximo jogo – admitiu Zé.
BATE-BOLA Sheilla oposto da seleção

‘Tenho muito a melhorar ainda’

Como analisa a partida da Seleção e sua atuação?
O time inteiro jogou consistente o tempo inteiro, não oscilamos tanto quanto nos outros jogos. Eu também joguei melhor, mas tenho muito a melhorar ainda.

O placar dos sets foi bem elástico. Acabou sendo bem mais fácil do que o esperado?
Esperávamos um jogo mais difícil, mas acho que nosso saque funcionou, marcamos bem as jogadas delas, a defesa funcionou e isso ajudou.

O que esperar do confronto com as russas, que perderam nesta sexta para os Estados Unidos?
Brasil e Rússia é sempre um jogo quente, sempre com provocação. Elas têm um ataque muito forte, são jogadoras muito altas. Então a gente tem que sacar bem. Vimos o jogo desta sexta-feira pela TV e acho que os Estados Unidos sacaram muito bem e as russas sofreram no passe. Temos de fazer isso também.



  • luis

    “reprise da final olimpica” a final olimpica nao foi contra a Russia!

    • Daniel Bortoletto

      era para estar entre aspas, Luis. mas você tem razão. Jogo foi nas quartas

  • Pingback: Com direito a grande virada no 2º set, Brasil detona a Rússia | Saque - um blog de vôlei()

  • Marcelo

    Hoje, no jogo contra a Russia, ficou muito mais claro o que já está evidente: nossas 3 atacantes de ponta jogam quase o tempo todo com bloqueio simples ou quebrado, pois o que diferencia este time são as meios. Com estas 3 atacantes e sem as meios, será que este time seria tudo que é. Vamos dar crédito para quem faz a diferença…

  • mario

    Respeito a opinião de todos. Mas, puxa vida, já não passou dos limites o tanto que esta atleta tem de chances pra mostrar, vez ou outra, que é boa? Quanto será que custa manter esta cadeira cativa na seleção? Não é possível! Na vitória de hoje contra a Rússia, ficou muito claro: sem as torres gêmeas, Brasil é time como qualquer outro. Fabiana e Thaisa puxam o jogo, definem e liberam as outras três atacantes, que ficam, quase sempre, em bloqueio simples ou quebrado. Jaqueline, por exemplo, cruza com levantadora (leva toco, claro), e quase sempre, quando faz ponto, porque tá de boa e seria ruim demais se não o fizesse. E Zé Bob não tá nem aí pro futuro. Seremos como o Peru, como Cuba…o que importa pro técnico é marcar sua história. E nada de pensar em nossa história!

    • Aline

      Ah que mau-humor, só vê chifre em cabeça de cavalo! O Brasil tá ganhando tudo e vc só sabe reclamar e ver problemas…

      • Mario

        Como eu disse, Aline, respeito todas as opiniões. Mas a vitória, pra mim, não significa que tudo esteja correto, porque não compactuo com a ideia e a prática de que os fins justificam os meios – aliás, o que é cultural neste País, a começar pela política. Seria mais fácil aceitar tudo, concordo com você, e não ficar procurando chifres em cabeça de cavalo. Mas prefiro ponderar sobre as coisas e não seguir o que me determinam Então, seja feliz e pense do seu modo, respeitando os demais, ok? Abraço!

  • Bryant

    Sheilla hurt her back in the friendlies with the US and was recuperating. She was not 100% when the GP opened in Italy which explains her subpar performance last weekend. She has been adjusting and looking for her regular form. She seems recovered and improved a lot this week. I believe she will return to her top form pretty soon and in full speed in the world championship!

  • perikito

    O que eu acho mais legal é ver os textos respeitosos escritos pelo Daniel em relação ao baixo rendimento da Sheila em quadra. Parabéns, Daniel!

    Estou satisfeito com a evolução mostrada por ela nesses últimos 2 jogos. A Dani as vezes peca nos levantamentos pra saída, mas mesmo assim Sheila dá um jeito.

    Li num site que a Tandara já está completamente recuperada, e estaria apenas sem ritmo de jogo. Gostaria de vê-la mais tempo em quadra contra os Estados Unidos, no caso de um placar elástico em algum set. E quem sabe arriscar um set inteiro também.

  • Edu

    É, Daniel, mas Sheilla teve mais uma performance apagadinha nessa rodada contra a Russia.Por mais que o comentarista de cima alegue que Sheilla esta com problemas nas costas.Percebi em alguns closes durante a transmissão das partidas, na verdade, e que ela esta com dores fortes na mão.No entanto, volto a repetir, hoje uma jogadora fundamental na rotação titular.Como bem lembrado num dos comentários da semana, a Sheilla que sobrava e muito em quadra jogou seu ultimo torneio no inicio de 2013 no Catar em que o maior Osasco da história atropelou sem nenhum apego a compaixão o Rabita Baku e o Fenerbache e venceu o mundial de clubes feminino.Sheilla ,nos últimos dois anos, tem tido passagens mas discretas na superliga.Culminando em estar fora da melhor formação do ultimo campeonato.Pecou, de forma ingenua, ao bater boca com alguns seguidores de Twitter ao demonstrar certa soberba.Talvez descontente com o estágio final do time do Osasco.Que tinha na verdade apenas sete jogadoras realmente competitivas para ganhar todos os campeonatos que participou.Hoje Sheilla não da vexame e é absolutamente imprescindível na seleção para o mundial de setembro.Em 2016, uma profunda e insegura dúvida.

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