Sada/Cruzeiro sofre com o “próprio veneno” no Mundial



Um saque devastador, uma virada de bola pesada e muito regular, volume de jogo e poucos erros. O Civitanova, da Itália, mostrou as virtudes tão costumeiras do Sada/Cruzeiro na abertura do Campeonato Mundial de Clubes, na Itália. Pior para os brasileiros, derrotados por incontestáveis 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-16 e 25-18, na cidade de Opole.

Dá para dizer que o Cruzeiro foi vítima do próprio veneno na abertura da competição. Sofreu com algo que costuma fazer com frequência com seus adversários. Em raríssimos momentos da partida os atuais bicampeões mundiais estiveram à vontade, no controle das ações. Enquanto isso o Civitanova via todos os fundamentos funcionarem a contento. O jogo fluía com uma assustadora naturalidade para os europeus.

Central Cester comemora ponto italiano (Divulgação FIVB)

O saque do time italiano fez estragos na linha de passe cruzeirense, principalmente nas passagens do búlgaro Sokolov, autor de seis dos 11 pontos no fundamento. Quando Leal, Serginho e Filipe conseguiam controlar a bola, o levantador Uriarte era obrigado a correr para todos os lados, forçado a empinar bolas altas nas pontas. Assim características importantes do jogo do Sada, como as bolas mais aceleradas pelo fundo e a utilização dos centrais, ficaram comprometidas.

Do outro lado, o americano Christenson atuou em grande parte da partida com a bola confortavelmente entregue nas mãos. Em grande parte graças ao francês Grebennikov, o melhor líbero da atualidade. E assim pôde usar e abusar de Sokolov e Juantorena.

Individualmente o Cruzeiro também sentiu muita falta de Leal. Caçado no saque, o ponta esteve longe dos melhores dias no ataque. A ponto de perder a cabeça e bater boca com o líbero Serginho já no fim da partida. Marcelo Mendez não contemporizou e tirou os dois de quadra, com o Civitanova vencendo por 23 a 18 no terceiro set. Leal terminou o jogo com apenas sete pontos.

Sokolov foi o maior pontuador do duelo com 20 pontos. O cubano Simon fez 11 pelo Cruzeiro.

Leal na disputa com Sokolov (Divulgação FIVB)

Para seguir vivo na busca pelo quarto título mundial, o time brasileiro precisará juntar os cascos já para a partida de amanhã, às 17h30 (de Brasília, com transmissão pelo SporTV), contra o Sarmaye Bank, do Irã, em tese o time mais fraco do Grupo A. O ponto é que os asiáticos estiveram a um set da vitória sobre o Zaksa, time da casa, que conseguiu uma incrível virada salvando match points: 19-25, 20-25, 25-16, 31-29 e 17-15.

Com tantos feitos incríveis em sua história, o Sada/Cruzeiro precisará começar a construir mais um nesta quarta para seguir com chance de conquistar uma vaga na semifinal.

 

 



  • Senhor Omar – Trágico

    Civitanova venceu com todos os méritos…mas o Cruzeiro demonstrou muitas deficiências na recepção… levantador se mostrou fraco… jogo totalmente previsivel…Leal tava mal.. enfim..time inteiro do Cruzeiro esteve perdido em quadra e não se encontrou… esperar agora os dois próximos jogos…nos quais vai enfrentar adversários medianos…

  • L. Mesquita

    Não acho que a SELEÇÃO DO IRAN sob a forma de CLUBE seja teoricamente mais fraca, os poloneses sentiram isso na pele e tiveram que salvar os MATCH POUNTS iranianos para não perderem o jogo no quarto set.
    E se o CRUZEIRO quiser jogar SAQUE-BOL em vez de voleibol contra os iranianos irá perder novamente!
    Contra o LUBE, o CRUZEIRO perdeu pra si próprio com excesso de erros não forçados, pois dar de graça 16 pontos em erros de saque para marcar apenas 3 ACES, dá um saldo pra lá de negativo de -13 saques.
    Ir para o TUDO ou NADA no saque contra o LUBE foi ridículo pois o CRUZEIRO ficou com NADA (3 ACES) e o LUBE ficou com TUDO (16 erros de saque dados de graça pelo CRUZEIRO).
    O Cruzeiro tem voleibol suficiente para não apelar para o SAQUE-BOL, pois se continuar com essa estratégia não passará por poloneses e iranianos e dará adeus ao MUNDIAL!!!

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