Sada/Cruzeiro sai do Mundial com bronze e cabeça erguida



O Sada/Cruzeiro garantiu, neste domingo, o terceiro lugar no Campeonato Mundial de Clubes, na Polônia.

Em Cracóvia, o três vezes campeão do mundo derrotou o Skra Belchatow, time da casa, por 3 sets a 0, parciais de 25-19, 25-18 e 25-13.

Com o histórico vencedor do projeto nos últimos anos, não disputar a medalha de ouro pode ser considerado por muitos uma decepção. Mas o nível da competição deve fazer com que o cruzeirense valorize bastante o lugar no pódio.

Com quatro europeus entre os oito participantes na disputa, como já escrevi anteriormente, o Mundial de 2017 aumentou consideravelmente de nível. O Cruzeiro teve os quatro pela frente nesta semana: venceu os dois poloneses (Zaksa e Belchatow) e perdeu para os dois finalistas (os italianos do Civitanova e os russos do Zenit Kazan).

É verdade também que as duas derrotas poderiam ter sido vendidas com mais dificuldade pelos brasileiros. O Cruzeiro tinha gabarito para isso, mas acabou saindo em sets diretos. Serve, ao menos, como aprendizado para futuros reencontros contra rivais deste nível.

– É muito importante para nós sairmos daqui da Polônia com essa taça, entre os três melhores do mundo, representando bem a nossa equipe, o nosso projeto. Esta edição do Mundial foi muito disputada, com grandes times e grandes atletas. É um importante resultado e vamos celebrar, pois não é fácil – avaliou o técnico Marcelo Mendez.

Contra o Belchatow, o Sada/Cruzeiro jogou muito solto, como ainda não tinha visto neste Mundial. Uriarte teve a melhor atuação na competição, quase sempre distribuindo com o passe na mão, Filipe teve bom aproveitamento no ataque (oito de 13), o time sorriu do início ao fim.

Leal terminou a partida com 15 pontos, dois a mais do que Evandro. O central sérvio Lisinac, com nove, foi o único com um brilhareco individual na equipe polonesa.

– Nós chegamos à semifinal de todos os Mundiais que disputamos. Estamos falando de um campeonato duríssimo, com atletas consagrados e de muito potencial. Quase todos os clubes que estavam nesta edição tinham condições de ser campeão. Estamos felizes de conquistar o bronze. Claro que o nosso pensamento era ganhar o título de novo, mas esta medalha coroa o nosso trabalho, valeu muito o nosso suor e o nosso sacrifício. Vamos embora pra casa felizes e podendo dormir com a sensação de dever cumprido – analisou o líbero Serginho.

Pode até ficar um gostinho de quero mais no Mundial. Mas todo campeão deve ter a grandeza para admitir quando não mereceu ir mais longe.



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