Sada/Cruzeiro reclama de descaso da CBV por não jogar Sul-Americano



Por intermédio de um release, a diretoria do Sada/Cruzeiro não usou meias-palavras para reclamar da CBV.

O vice-campeão da Superliga reclama da entidade por ter ficado fora do Sul-Americano, que dá vaga no Mundial de Clubes.  Eu procurei o item no regulamento da última competição e nenhuma citação é feita ao número de classificados para o torneio continental.

Veja abaixo o comunicado oficial cruzeirense:

“O Sada Cruzeiro Vôlei foi comunicado via telefone pela CBV nesta sexta-feira que por decisão do Sr Ary Graça o clube mineiro não poderá participar do Campeonato Sul-Americano de Clubes 2011. O time celeste, que foi vice-campeão da Superliga, dava a vaga como certa, já que o Sul-Americano será realizado este ano no Brasil e o torneio prevê a participação de até dois clubes do país sede. O campeão Sul-Americano garante vaga no Mundial Interclubes, que será disputado em Doha, no Qatar, em outubro.

Os dirigentes do Sada Cruzeiro fizeram inúmeros contatos no último mês com a Confederação Brasileira de Voleibol – CBV, e a Confederação Sul-Americana de Voleibol – CSV, no sentido de obter a confirmação da participação no Sul-Americano, pois até o momento nenhuma informação oficial do torneio foi divulgada. Foram vários e-mails encaminhados ao Sr Ary Graça, que é presidente da CBV e também da Confederação Sul-Americana. O Sada Cruzeiro não obteve nenhum retorno, nem mesmo quando se dispôs a cobrir parte das despesas do evento.

Somente no final da tarde desta sexta-feira, o Sr Sérgio Negrão, Gerente de Competições Quadra da CBV, ligou para o Sr Alberto Medioli, vice-presidente do Sada Cruzeiro, informando que por decisão do Sr Ary Graça apenas um time brasileiro, neste caso o Sesi-SP, representará o país no Sul-Americano.

“O motivo de ter apenas um time brasileiro no Sul-Americano não ficou claro. É um descaso total com os clubes do Brasil. É frustrante saber que chegamos à final da Superliga mais disputada de todos os tempos e quando temos a possibilidade de disputar um campeonato internacional esse tipo de coisa acontece. Isso é muito ruim para o vôlei brasileiro e para a própria Superliga. Os times que disputam o Brasileiro de Futebol lutam para ficar entre os quatro primeiros e poder jogar a Libertadores. No vôlei os clubes e patrocinadores também precisam deste tipo de estímulo. Isso frustra toda uma torcida. E o mais triste é saber que quem teria que defender os clubes do Brasil não está fazendo isso. Qual o interesse em não ter uma segunda equipe brasileira no Sul-Americano?”, questiona Alberto Medioli”



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