Sada/Cruzeiro na final. Mari e Paula fora



Encerrei as semifinais do Mundial de Clubes com 50% de acerto nos palpites. Na mosca, o placar dos brasileiros: o óbvio 3 a 0 do Sollys/Nestlé sobre o Lancheras e o difícil Sada/Cruzeiro 3 x 2 Belchatow. Já Trentino e Rabita não estavam entre os meus finalistas.

No masculino, teremos nesta sexta, às 13h, a reprise do duelo ítalo-brasileiro, vencido pelos atuais tricampeões do mundo no tie-break na fase de classificação.  Equipes que jogam juntas há várias temporadas e têm no entrosamento um diferencial. Pelo jogo passado, impossível fazer um prognóstico. O Trentino, pelo histórico no Mundial de Clubes, por estar invicto até agora e por ter jogado uma semifinal impecável contra o Zenit Kazan, tem um ligeiro favoritismo.

Já os mineiros suaram, como já imaginado, na semi contra os então invictos poloneses. Diferentemente de outras partidas em Doha, Wallace não brilhou e chegou a ser substituído pelo cubano Sanchez. E o time se virou sem ele.  Leal, que foi novamente titular, também não teve atuação destacada, sendo trocado por Maurício nos dois sets finais. O levantador William, com as extremidades marcadas e sem a bola de segurança com o oposto, optou pelos centrais Douglas Cordeiro e Acácio. E eles deram conta do recado. Douglas foi o maior pontuador do time com 15 acertos (13 no ataque – em 15 tentativas – e dois no bloqueio), seguido por Acácio, com 11 (sete no ataque, dois no bloqueio e dois no saque). William também foi decisivo no quinto set, com uma sequência de saques que determinou a abertura da vantagem que garantiu a vitória.

Pelo Belchatow, o oposto sérvio Atanasijevic foi quase imparável, terminando com 29 pontos, 25 deles no ataque.

A presença na final já é um grande resultado para o Sada/Cruzeiro, já que o trio europeu no Mundial é de primeiro nível. Mas conquistar o título não é um sonho distante pelo desempenho que o time já mostrou no Qatar.

No feminino, outra reprise, às 11h desta sexta. Na fase de classificação, deu Sollys contra o Rabita. E, pesando os dois elencos e o momento no Mundial, as brasileiras vão entrar em quadra como favoritas.

O time do Azerbaijão não tomou conhecimento do Fenerbahce.  A oposto Seda errou tudo o que podia, fazendo apenas seis pontos. Muito acionada, Mari colocou no chão sete das 30 bolas que recebeu e desta vez não desequilibrou no saque. Já Paula Pequeno, com 14 pontos, liderou o Fener, tendo um aproveitamento razoável no setor ofensivo, com dez acertos em 25 bolas levantadas.  Para completar a semifinal desastrosa das turcas, o bloqueio não achou a colombiano Montaño, autora de 22 pontos para o Rabita. O Sollys já sabe em quem foca para ter sucesso na decisão.



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