Sada/Cruzeiro sai na frente na decisão da Superliga



Ibirapuera lotado como nos velhos tempos (dez mil pessoas), grandes craques de lado a lado, sets equilibrados, ótimos rallies. A primeira partida da final da Superliga Cimed Masculina foi um prato cheio para os fãs do vôlei. E terminou, na tarde deste sábado, em São Paulo, com vitória do Sada/Cruzeiro sobre o Sesi por 3 sets a 2, parciais de 25-23, 25-27, 26-24, 22-25 e 15-12.

O título será decidido no domingo, dia 6 de maio, em outro ginásio mítico: o Mineirinho, em Belo Horizonte. Para o time mineiro basta um novo triunfo. Já para os paulistas será preciso ganhar o jogo e também o golden set, parcial extra de 25 pontos.

Em busca do sexto título de Superliga de sua gloriosa história, o Sada/Cruzeiro quase calou o Ibirapuera no início da partida. Com o saque fazendo estragos e precisão na virada de bola, os visitantes logo abriram boa vantagem (9 a 4, depois 15 a 9). O Sesi conseguiu reagir, fez Marcelo Mendez trocar Filipe por Rodriguinho e conseguiria a virada para 20 a 19 se não existisse o desafio eletrônico. O replay mostrou desvio de Alan no ataque de Leal, mantendo os mineiros na frente. Um ponto importante, que fez diferença no fim da parcial, vencida pela diferença mínima, após erro de Douglas Souza no saque.

Comemoração mineira no Ibirapuera na primeira partida da decisão da Superliga (Divulgação Sada/Cruzeiro)

O início do segundo set seguia o ritmo do anterior. O Cruzeiro abriu frente e complicava demais a vida do Sesi nas passagens de Simon e Leal pelo saque. Foi a vez de Rubinho tirar um coelho da cartola: Alan, referência ofensiva durante todo o campeonato, foi trocado por Franco. De cara, um saque. Na sequência, conseguiu pontar em contra-ataques, fazendo os paulistas tirarem quatro pontos de déficit. No fim da parcial, o bloqueio do Sesi apareceu e fez a diferença para o empate: 27 a 25.

Como não poderia deixar de ser, o equilíbrio foi mantido no terceiro set. O experiente Filipe voltou quando o passe do Sada deu uma caída de rendimento. O Sesi chegou a ter dois pontos de frente já na reta final, com boa participação de Lipe no ataque. Mas Leal empatou em um bloqueio, Simon virou com um ace e Isac fechou com um bloqueio em Douglas Souza (26 a 24).

Block triplo do Sesi tenta parar Leal, o craque do Sada/Cruzeiro (Divulgação CBV)

Virada no terceiro, virada no quarto. O Sada/Cruzeiro, aquele mesmo que virou a série semifinal contra o EMS/Taubaté, esteve quase sempre atrás no placar. O Sesi chegou a ter 18 a 13, mas… Filipe encaixou boa sequência de saques, Simon pontuou no ataque e no bloqueio e os mineiros viraram: 21 a 20. Acabou? Nada. O Sesi não se desestabilizou emocionalmente, viu Alan entrar e fazer um ace importante e fechou após ponto polêmico. O árbitro deu bola fora de Filipe no ataque, o Cruzeiro pediu o desafio, mas a imagem não foi mostrada. Um erro no sistema tecnológico não mostrou o replay do lance e o ponto foi confirmado para os paulistas.

No quinto set, o Sada/Cruzeiro abriu 4 a 1 (quando a RedeTV! cortou a transmissão) e manteve-se na frente até o 8 a 4. Rubinho parou o jogo, pediu inteligência no saque e o time entendeu. Tanto que empatou em 8 a 8. Mas é difícil um time tão vencedor sentir uma reação. Uriarte marcou dois pontos seguidos no bloqueio e viu o Sada fechar com Leal no ataque. O argentino foi eleito merecidamente o melhor da final.

No Mineirinho, certamente teremos casa cheia no domingo. E aposta em novo jogaço, como foi o deste saábado.

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