Sada/Cruzeiro é pentacampeão da Superliga



Pelo quarto ano consecutivo a Superliga masculina tem o mesmo dono. O Sada/Cruzeiro conquistou, neste domingo, mais um título para sua vasta coleção.

Com o Mineirinho, em Belo Horizonte, recebendo quase 14 mil torcedores, o time mineiro derrotou o Funvic/Taubaté por 3 sets a 1, parciais de 25-22, 25-22, 18-25 e 25-19. Quinto caneco da competição garantido em 11 anos de projeto.

Admito que é difícil encontrar elogios diferentes ao time de Marcelo Mendez temporada após temporada, incluindo Campeonatos Mineiros, Sul-Americanos, Mundiais… Desta vez, porém, o desafio foi maior do que em anos anteriores. Motivo: duas peças-chave em campanhas recentes estavam do outro lado de quadra.

Wallace e Eder deixaram o Sada/Cruzeiro ao fim da Superliga passada. Reforços de peso para Taubaté, com a tática de enfraquecer também a equipe hegemônica no país nesta década. A comissão técnica apostou em Evandro, reserva de Wallace na Seleção, e o cubano Simon. No meio de rede, uma reposição incontestável, com um dos melhores do mundo na posição chegando para fazer estragos. Já sobre a reposição na saída de rede Evandro me surpreendeu, sendo importante no ataque e no saque. Arrisco a dizer que ele vive o melhor momento da carreira.

Enquanto isso velhos conhecidos da torcida celeste seguiram no time. E mais uma vez se destacaram neste domingo. William, Serginho, Filipe, Isac e o cubano naturalizado brasileiro Leal. Uma espinha dorsal que o torcida tem na ponta da língua. Uma máquina azeitada que Marcelo Mendez dirige com maestria.

Nos dois primeiros sets, o panorama foi parecido. Saques forçados o tempo todo, placar equilibrado e, na hora de decidir, vantagem do Cruzeiro. Na primeira parcial, o Taubaté chegou a marcar cinco pontos de bloqueio. Seria suficiente para vencer quase todos os rivais. Mas… O time mineiro não perdeu o equilíbrio e conseguiu abrir pequena vantagem numa passagem de Leal pelo saque. No segundo, mesmo sem tamanha eficiência do block, os paulistas largaram bem, abrindo 7 a 3. O comando do placar foi mantido até o 18 a 16, quando nova passagem de Leal pelo serviço voltou a desequilibrar. O Cruzeiro virou com o mesmo placar do set anterior.

Cezar Douglas mexeu na estrutura da recepção para o tudo ou nada, com Japa no lugar de Lucas Loh. Com boas passagens de Wallace, Eder e Lucarelli pelo saque, Taubaté começou novamente na frente, desta vez abrindo seis pontos: 10 a 4. Mas rapidamente a diferença começou a despencar. E o desafogo de William no ataque foram os centrais Isac e Simon. No 13-15, o técnico de Taubaté pediu tempo. E a reação parou por ali. Lucarelli virou bolas importantes no ataque, o saque voltou a funcionar e um ace de Eder fechou a parcial.

Alguns erros de Taubaté no início do quarto set permitiram que o Cruzeiro abrisse 10 a 7. A pressão no saque também diminuiu bastante. E esses dois aspectos deram o conforto que os mineiros precisavam. Apesar dos gritos de “Eu acredito” da torcida paulista, a final tomou o rumo que a maioria esperava. O Taubaté perdeu a cabeça, com discussão entre os próprios jogadores. Foi então contagem regressiva até o último ponto, marcado por Isac. 25 a 19, 3 sets a 1 e pentacampeonato da Superliga para o Sada/Cruzeiro.

 



  • Zury Luz

    Elogiar o Sada Cruzeiro é ser repetitivo, pois faltam adjetivos para descrever as qualidades dessa, que é a maior equipe da história do voleibol brasileiro e a melhor do mundo na atualidade.
    Só não entendo pq o blogueiro, no início da superliga 16/17, fez um post analisando a competição e decretou q a competição não tinha favorito, colocando Sada Cruzeiro, Taubaté e Sesi em igualdade de condições. Quando era nítida a grande superioridade celeste, q liderou de ponta a ponta e, só perdeu um jogo na SL, quando atuou com time reserva contra o Taubaté. Ou seja, a disputa era pelo vice, pois o campeão da SL 16/17 tinha nome e sobrenome: Sada Cruzeiro.

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