Russo tira coelho “de ouro” da cartola



Vladimir Alekno tirou do pescoço dos jogadores brasileiros um ouro praticamente certo.

Corajoso ao extremo, ele colocou o central Muserskiy, de 2,18m, como oposto, deslocando Mikhaylov, o titular da posição, para atuar como ponta. A metamorfose tática deu certo e o resultado todo mundo viu. O gigantão terminou a decisão com 31 pontos, 28 deles no ataque.

O Brasil, que dominou os dois primeiros sets, teve dois match points no terceiro. Não aproveitou e depois caiu de vez na armadilha de Alekno. O saque óbvio em Mikhaylov, que não é um especialista em passe, passou a não funcionar mais. Já o serviço russo passou a entrar e fez estrago na recepção brasileira.

Pesou também para que a mudança tática russa ficasse sem antídoto a situação física das opções que Bernardinho tinha. O oposto Leandro Vissotto, de 2,12m, vetado por um problema na virilha, Dante sentiu o joelho no fim do terceiro set e não teve como jogar no quarto, Giba vem de quase uma temporada inteira sem atuar…

Não vamos crucificar Wallace como feito com Mari, em 2004, por favor. O jovem oposto foi o maior pontuador do Brasil com 27 pontos e tem um futuro brilhante pela frente. Vamos admitir que a Seleção foi melhor em dois sets, a Rússia em outros dois e a outra parcial, a única equilibrada, caiu do lado europeu. Como em várias ocasiões, na era Bernardinho, caiu do lado verde-amarelo.

Logo mais, farei um texto especial para o LANCE! sobre isso e publicarei para vocês.



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