Rússia 3 x 0 EUA



O placar já é suficiente para gerar uma boa discussão.

Nesta madrugada, a Rússia conquistou uma vitória maiúscula sobre os Estados Unidos, pela antepenúltima rodada da Copa do Mundo do Japão. As parciais foram 25-17, 31-29 e 25-23.

O resultado deixou a briga pelas duas vagas para a Rio-2016 bem interessante. Russas, chinesas e sérvias possuem oito vitórias e uma derrota, enquanto americanas e japonesas somam sete triunfos e dois revezes. Como ainda haverá o confronto direto entre Rússia e China, a melhor situação para classificação é da Sérvia, que terá duas molezinhas pela frente.

Mas deixando as contas para classificação um pouco de lado (veja abaixo quem são os confrontos diretos dos primeiros colocados nas rodadas finais), o tema deste post é triunfo russo sobre as americanas.

Um 3 a 0, neste nível, sempre faz você parar para pensar. O que aconteceu de um lado para tamanha superioridade? E o que deu no rival derrotado sem dó nem piedade? Vamos por partes:

Shcherban deu estabilidade ao passe russo (FIVB Divulgação)

Shcherban deu estabilidade ao passe russo (FIVB Divulgação)

– A Rússia, surpreendentemente, não sucumbiu no passe. É o fundamento mais deficiente do time de Marichev e sempre será o foco dos adversários para tentar impedir que o forte ataque com Goncharova, Kosheleva e outras tome conta do confronto.  E Shcherban, a jogadora mais caçada pelas sacadoras americanas, deu conta do recado, permitindo que a bola chegasse com constância na mão de Kosianenko, a levantadora.

– Tal situação permitiu que a distribuição não ficasse desigual, tanto que quatro jogadoras ficaram com pontuação bem equilibrada: Kosheleva (16) e Goncharova, Fetisova e Shcherban (14 cada). Quantas vezes você viu um jogo da Rússia terminar com Goncharova ou Kosheleva com mais de 30 pontos e as demais atletas atacando poucas bolas?

– A central Fetisova marcou sete dos seus 14 pontos de bloqueio. Ela sozinha teve quase o mesmo número de pontos de todo o time americano neste fundamento: 9

– Diferentemente de situações que estão se repetindo nos últimos anos, como nas conquistas do Mundial e do Grand Prix, os Estados Unidos não conseguiram fazer com que o leque ofensivo que possuem no elenco fizesse a diferença. Excluindo Akinradewo, que teve 50% de aproveitamento, as demais jogadoras ficaram de 35% para baixo. E neste grupo estão Lowe, Larson, Hill…

– Para deleite de alguns, a derrota americana ainda servirá para dizer que eu “endeusei” o time e farão piadinhas e provocações. Para estes, três frases idênticas que ouvi na semana passada, no Maracanãzinho, de Sheilla, Carlão e José Roberto Guimarães: “O time americano está numa fase muito boa e acima de todos os demais rivais”.  Perdeu, é verdade. Mas a preocupação do mundo até a Olimpíada seguirá sendo grande com os EUA. Porém, agora, todos os rivais terão um jogo para ver e rever dezenas de vezes. E tentar aprender com a Rússia como desestabilizar a força de Kiraly & Cia.

– E as russas não podem extrapolar na comemoração, já que uma derrota diante das perigosas chinesas, já na próxima madrugada, praticamente elimina o atual líder da competição.

Por fim, os últimos jogos de cada um dos líderes nesta reta final de Copa:

Rússia: China e Argélia
China: Rússia e Japão
Sérvia: Quênia e Argentina
Estados Unidos: Japão e República Dominicana
Japão: EUA e China



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