Rexona-Sesc é vice no Mundial



O inédito título mundial do Rexona-Sesc não saiu, mais uma vez. Na manhã deste domingo, o time brasileiro foi derrotado na decisão, em Kobe, no Japão, pelo Vakifbank, da Turquia, por 3 sets a 0, parciais de 25-19, 25-21 e 25-21.

Ao analisar o nível técnico do Campeonato Mundial, o segundo lugar deve ser comemorado pelas brasileiras. Ficaram para trás Volero Zurich (SUI), Eczacibasi (TUR), Dínamo de Moscou (RUS) e Vôlei Nestlé, na ordem, do terceiro ao sexto colocados. Ou seja: o Rexona ficou à frente de potência europeias recheadas de jogadoras de diversas seleções, além do maior rival no país.

Ao pensar apenas na final, porém, ficará um gostinho de quero mais na boca de atletas, comissão técnica e torcedores do Rexona. O time de Bernardinho esteve em vantagem, no segundo e terceiro sets, principalmente. E por cinco pontos, uma diferença bem grande para um duelo contra o Vakifbank. Mas faltou consistência no passe, algo que as cariocas costumam ter. Sem a recepção na mão de Roberta em vários momentos, o bloqueio turco apareceu. E foram ainda vários contra-ataques desperdiçados. Talvez o Rexona não vencesse, mas era bem possível estender o jogo para quatro ou até cinco sets.

O agora bicampeão Vakifbank teve, como esperado, a chinesa Ting Zhu como destaque. A melhor jogadora da última Olimpíada marcou 19 pontos. A americana Kimberly Hill colaborou com 12, a holandesa Sloetjes fez 11, enquanto a sérvia Rasic terminou com dez. Pelo Rexona apenas Monique chegou aos dois dígitos de pontuação, com dez. Faltou mais Gabi na virada de bola neste Mundial. Hoje, como Drussyla não se destacou no fundamento, o time do Rio sentiu.

O jogo encerra também o projeto do Rexona no vôlei feminino, após 20 anos, algumas dezenas de títulos conquistados e com a certeza de ter sido um case de sucesso no esporte brasileiro. A partir de 2017-2018 o Sesc, atual copatrocinador, assumirá o projeto de Bernardinho. E vai manter praticamente toda a espinha dorsal do atual time, fazendo algumas contratações pontuais.

Antes da entrega das medalhas aos três primeiros colocados, a Federação Internacional premiou as melhores por fundamento. E aqui está aberto o tópico que sempre dá polêmica nas competições internacionais. Depois revejam a imagem de Gabi ao receber sua placa para comprovação do que escrevi.

Melhor ponta e MVP: Ting Zhu (Vakifbank)
Segunda melhor ponta: Gabi (Rexona)
Melhor central: Maja Poljak (Dínamo de Moscou)
Segunda melhor central: Kubra Akman (Vakifbank)
Melhor líbero: Silvija Popovic (Volero Zurich)
Melhor levantadora: Kaname Yamaguchi (NEC Red Rockets)
Melhor oposto: Tijana Boskovic (Eczacibasi)

 

 

 

 

 

 



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