Rexona-Sesc vence russas e está na semi no Mundial



O Rexona-Sesc está nas semifinais do Campeonato Mundial de Clubes de Kobe, no Japão. O passaporte das brasileiras  foi carimbado após a vitória sobre o Dínamo de Moscou, da Rússia, por 3 sets a  1, parciais de 25-23, 23-25, 25-23 e 25-23.

O time de Bernardinho encerrou a primeira fase com duas vitórias (Dínamo e Hisamitsu Springs-JAP) e uma derrota (Vakifbank-TUR) pelo Grupo A. As semifinais acontecerão no sábado.

Goncharova, sempre ela, foi a maior pontuadora do time russo: 22 acertos. Pelo time carioca, a jovem Drussyla marcou os mesmos 22 pontos, seguida pela central Juciely, com 16, um a menos do que a dominicana De la Cruz.

A tônica do clássico entre Brasil e Rússia foi o equilíbrio. Foram raras as fugas de algum dos times no placar. O Dínamo com a tradicional escola de “bolas altíssimas” nas pontas. Até para a transmissão da TV a bola fugia do enquadramento após os levantamentos de Kosianenko para Goncharova, Shcherban e De la Cruz. Já o Rexona, com muito mais volume de jogo, tentava aproveitar as viradas de bola e os contra-ataques com variações: largadas, bolas mais anguladas, evitando ao máximo encarar o forte bloqueio rival, que apenas com as centrais Maja Poljak e Lyobushkina marcou um total de 13 pontos (mais do que a soma da equipe brasileira no fundamento). No saque, a tática também era clara: cada time buscava quase sempre o mesmo alvo: Shcherban de um lado e Drussyla do outro.

E no cômputo geral a brasileira foi muito melhor do que a russa, mais segura na recepção e muito mais decisiva no ataque. Tanto que Shcherban esquentou um banco em grande parte do quarto set. Para a estreia como titular desde o início em uma competição internacional a performance de Drussyla é animadora. Nesta partida ela compensou até a instabilidade da selecionável Gabi em vários momentos.

A classificação, porém, não deve evitar uma bela bronca de Bernardinho no time. No quarto set, o Rexona teve 19 a 12 e achou que o jogo estava encerrado. Viu as russas encostarem (19 a 17) e precisou mexer na equipe-base, com Anne Buijs, que virou a bola para desenroscar a virada. A parcial seguia no ponto a ponto até Gabi marcar no ataque e sacramentar a vitória brasileira.

– Acho que o time jogou de maneira inteligente contra elas, sem arriscar muito. Apesar disso cometemos alguns erros que dificultaram ainda mais a partida, principalmente no segundo set e no final do quarto, mas deu tudo certo. Conseguimos colocar elas em dificuldade, com velocidade e um bom saque. Elas sentiram. Mais uma vez nosso conjunto se destacou, mas também teve a Dru, sempre muito consciente na virada de bola, e a Carol, com um ótimo saque – analisou Gabi.

O sonho do inédito título mundial do Rexona está vivo.

 

 

 



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