Rexona-Ades é 10. E a Fofão? 1000!



Valeu, Fofão! Obrigado por tudo!

Talvez o mais simples dos agradecimentos sirva neste momento. Discreto como a levantadora prefere ser desde sempre em quadra, mesmo quando é protagonista. Mas que não diminui os grandes feitos de uma das maiores jogadoras de todos os tempos. Os mais de 25 anos de carreira tiveram um ponto final na Superliga com mais um título, o décimo da história do Rexona-Ades, que neste domingo derrotou o Molico/Osasco por 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-23 e 25-19.

Foi o último jogo oficial de Fofão no Brasil. Faltam agora a despedida internacional, no Mundial de Clubes, em maio, na Suíça, e a festa final do adeus, no dia 24 do próximo mês, em São Caetano do Sul (http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/04/24/fofao-fara-jogo-de-despedida-no-fim-de-maio/).

Fofão fez seu ritual antes do primeiro saque do jogo. Momento de concentração, de pedir proteção. E sei lá mais que filme passou pela cabeça dela naquele instante. A partir dali era jogo, por mais que a emoção teimasse em aparecer com mais força em alguns momentos, a aposentadoria seria esquecida. Ela fez algumas jogadas espetaculares no meio de rede, do tipo que merece estar no DVD dos melhores lances da carreira. Chegou até ter um “dois toques” pelo árbitro Paulo Beal. E, quando ela chegou a contestar com ele o lance, eu, se fosse ele, teria pedido desculpas pela marcação.

Fofão à parte, a final na Arena HSBC não encheu os olhos. Tecnicamente deixou a desejar, levando em consideração o quilate das jogadoras que estavam dois dois lados da quadra.

O Rexona-Ades controlou o primeiro set desde o início. Até a primeira metade, a tônica era saque tentando tirar Carcaces do ataque, Natália rodando quase todas as bolas e o bloqueio pontuando bastante. Já o Molico errava demais no ataque, tanto que Luizomar de Moura logo trocou Ivna por Mari. A parcial só ficou mais equilibrada com uma passagem de Gabi pelo saque paulista. O placar, que estava em 23 a 16, chegou a apontar 23 a 20. Mas insuficiente para uma virada. 25 a 21 para o Rexona.

“Eu errei”. “Mal. Erro meu”. Expressões que só mudavam de uma boca para outra. Dani Lins no levantamento, Mari e Gabi no ataque, Camila Brait no passe, Carcaces no saque… E errando como nunca o time de Osasco ficou atrás do placar durante quase todo o segundo set. Do outro lado, o Rexona até parecia um pouco surpreso com a facilidade que encontrava. E olha que as cariocas não estavam assim tão inspiradas no passe. O jogo, até feio em alguns momentos, foi se arrastando com o Rexona sempre com dois, três pontos de vantagem, até fechar em 25-23.

Já no terceiro o Molico chegou a dar um pouco de esperança para o seu torcedor. A recepção mais estável, a virada de bola mais segura. E teve quatro pontos de vantagem após o primeiro tempo técnico. Mas os erros voltaram. Com Dani Lins, Mari, Camila Brait, Samara… A virada aconteceu no 16 a 15 e a partir daí o jogo acabou. Um incontestável 3 a 0 do Rexona-Ades, decacampeão nacional. E a capitã Fofão, com as todas as honras possíveis, pôde se despedir no alto do pódio, lugar que ela tanto merece.



MaisRecentes

Vaivém: Oposto troca Sada/Cruzeiro por Ribeirão



Continue Lendo

Vaivém: Sesc confirma “substitutas” de Fabi



Continue Lendo

Vaivém: Leal, Solé, Grebennikov e Bartsch de casa nova



Continue Lendo