Como foi a reunião que manteve o ranking apenas para as “tops” do feminino



O masculino votou pela extinção total do ranking de atletas e vai confirmar a votação já realizada por email em encontro presencial no próximo dia 20. O feminino decidiu, ontem, após reunião em São Paulo, pela permanência do ranking com ressalvas.

O parágrafo acima explicita claramente a divisão existente no vôlei brasileiro sobre o tema, já discutido muito neste espaço.

Na votação do feminino, dos 11 participantes (os dez primeiros colocados na Superliga Cimed Feminina e a comissão de atletas da CBV, representada por André Heller) apenas três votaram pelo fim da regulamentação do ranking entre as mulheres: Dentil/Praia Clube, Hinode/Barueri e a própria comissão de atletas. A informação foi publicada inicialmente pelo Blog Saída de Rede e depois confirmada pelo Saque.

Fica claro um alinhamento de pensamento da espinha dorsal da Seleção neste caso. José Roberto Guimarães é o técnico e principal responsável pelo projeto de Barueri. Já Paulo Coco, assistente na Seleção, é o comandante do Praia.

Fabiana segue com pontuação máxima no ranking (Divulgação CBV)

Mas a decisão final não chegou a ser encarada como derrota pelo trio que votou pelo extinção. O ranking apenas para oito jogadoras de sete pontos, com a permissão de apenas duas por time, é visto como o primeiro passo para a extinção da regra, talvez já na temporada 2019/2020.

Desta forma acaba a necessidade de adequar a montagem do restante do elenco a uma limitação de pontos. Deixa o mercado bem mais “livre”.

A reunião de ontem, na capital paulista, durou menos de duas horas. E foi menos tensa do que em anos anteriores. E a explicação é simples: não houve a necessidade de votar a pontuação de atleta por atleta. “Ela vale 5 na opinião do clube A. Deveria ser 2 segundo o clube B”. No fim, era uma votação nem sempre técnica, muitas vezes já pautada pelo interesse particular de cada clube pensando na montagem do elenco dentro do limite da pontuação.

Um ponto levantado, mas sem aprovação, foi permitir que o limite de tops por clube subisse para três atletas. Já um item mantido foi a limitação de duas estrangeiras por time.

CASO TIFANNY

Na lista das jogadoras com ranking máximo, a inclusão de Tifanny, primeira transexual a participar da Superliga feminina, teve uma votação à parte. Com exceção do Bauru, time atual da oposto, todos os demais defenderam o ranqueamento dela como top, com o argumento de que ela desequilibra jogos na questão física e possui nível de Seleção Brasileira.

Tiffany se destaca pelo Bauru na Superliga (Divulgação)

Com Tifanny, a lista de jogadoras de sete pontos passou a ser: Dani Lins, Fabiana, Thaísa, Fernanda Garay, Gabi, Natália e Tandara. Jaqueline e Sheilla (presente na reunião como convidada) perderam tal condição.

Houve também a discussão sobre a permanência de Thaísa no grupo, já que ela acabou de voltar a jogar após longo afastamento para se recuperar de uma grave contusão no joelho. Mas os clubes decidiram mantê-la como top.



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