Relembrar é viver: Frangosul/Ginástica campeão nacional



Reproduzo aqui uma matéria bem legal do jornal NH, assinada por José Diehl, publicada em abril de 2010.

Ela festejava os 15 anos do título nacional do Frangosul/Ginástica e mostrava o que fazia, há dois anos, cada campeão. Mostra um pouco do que significava o vôlei para os gaúchos.

Do grupo campeão brasileiro, a maioria já ‘‘pendurou o tênis’’. O saudoso torcedor do vôlei hamburguense pode encontrar alguns dos seus heróis pela cidade. O então meio-de-rede Poletto é um deles. Ele recorda com saudade aquela época:

– Era um timaço. Ganhamos porque realmente jogamos muito bem.

O levantador Paulo Roese lamenta que o projeto vitorioso daquela equipe tenha acabado.

– Nós da comunidade não deveríamos ter deixado ele terminar. Nunca mais vai ser ver uma coisa como aquela.

 Zé Israel, um dos auxiliares do técnico Jorginho Schmidt, é outro que vive em Novo Hamburgo.

– Foi um momento mágico na vida da cidade. Nós éramos uma família. Agradeço a Deus por ter vivido aquilo.

O massagista Paulo Escanhuela continua trabalhando na SGNH. Ele diz que fica ‘‘arrepiado’’ quando lembra da conquista.

– A cidade parou para nos aplaudir.

O diretor João Fernando Hartz diz que nunca vai se esquecer a homenagem que o então NovoShopping fez aos campeões:

– Foi colocado um painel na rampa de acesso do estacionamento com a frase Novo Hamburgo, Capital Nacional do Vôlei.

Da França, o ponta Marcelo Fronckowiak também lembra com emoção a conquista histórica.

– Primeiro foi o fato do Rio Grande do Sul, Estado até então formador de talentos, enfim conquistar o primeiro titulo brasileiro de vôlei. Em segundo lugar, a comunhão entre o time, o público que frequentava a Ginástica nos dias de jogos e a cidade de Novo Hamburgo, isto é algo que me emociona ainda hoje.

Onde eles estão   Descubra o que fazem os campeões de 1995: 

Jogadores

André Heller, meio-de-rede, 34 – Era juvenil. Tem duas medalhas olímpicas, uma de ouro e outra de prata. Casado, joga no Minas Tênis Clube e tem uma filha.

 Marcelinho, ponta, 35 anos – A Frangosul foi o único time que atuou. Hoje tem uma indústria de produtos para a construção civil em Novo Hamburgo. Casado, tem uma filha.

 Paulo Roese, levantador, 47 anos – Um dos líderes do grupo. Hoje é empresário do setor de calçados em Estância Velha. É casado e tem três filhos. Reside em Ivoti. 

Miguel, ponta, 40 anos – Jogou três temporadas na equipe. Um atacante de muita força. Reside em um sítio em Caraá. Casado, tem três filhos. Vive da agricultura e pecuária. 

Bagatini, levantador, 35 anos – Formado nas categorias de base. É educador físico e trabalha com Pilates na Serra gaúcha. Reside em Farroupilha. Casado, tem uma filha.

Celso, meio-de-rede, 39 anos – Um dos jogadores mais regulares do time. Casado, hoje vive em Araranguá, SC. Formado em contabilidade, é administrador de uma empresa.  

Carlão, ponta, 44 anos – Capitão e principal estrela da equipe. O campeão olímpico hoje é Embaixador do Esporte do Banco do Brasil. Casado, tem dois filhos e vive no Rio.

Bráulio, meio-de-rede, 41 anos – Veio do Suzano para ser campeão. Reside em Santa Cruz do Sul, onde é proprietário de uma livraria e cafeteria. Casado, tem dois filhos. 

Paulinho, ponta, 39 anos – Outro que saiu do rival Suzano para a Frangosul/SGNH. Atualmente é técnico do Torcoing, time francês. É casado e tem uma filha.  

Alexandre, meio-de-rede, 36 anos – Defende atualmente o francês Torcoing. É casado e tem dois filhos.  

Poletto, meio-de-rede, 41 anos – Veio do Suzano. Reside em Novo Hamburgo desde 92. Tem uma empresa de exportação de calçados. Casado, tem uma filha. 

Gílson, ponta, 42 anos – O Mão de Pilão era uma das principais feras do time. Hoje é presidente do Universidade (time de futebol) e jogador da Ulbra. Casado, tem dois filhos.

Marcelo Fronckowiak, ponta, 42 anos – Era um dos líderes. Desde 2004 é técnico na França. Comandou o Torcoing e hoje treina o time de Loison Sous Lens. Casado, tem dois filhos. 

Comissão técnica

Jorginho Schmidt, técnico, 53 anos – Um multicampeão do vôlei nacional. Depois do título da Frangosul, foi bi com a Ulbra. Comanda a UCS. Casado, tem dois filhos. 

Paulo Tremea, preparador físico, 57 anos – Era também o supervisor. É casado e tem dois filhos. Trabalha com fisioterapia em Porto Alegre e Novo Hamburgo. 

José Israel Becker, assistente-técnico, 42 anos – É representante comercial na área calçadista.   Marcos Pacheco, assistente-técnico, 43 anos – Foi ex-jogador da Ginástica. Tem três títulos como auxiliar e dois como técnico (ambos com a Cimed-SC). Casado, tem uma filha.  

Paulo Escanhuela, massagista, 61 anos – Funcionário da Ginástica há 30 anos. Mora em Sapucaia e tem três filhos.  

O diretor

João Fernando Hartz, diretor, 42 anos – Comandava o departamento de vôlei SGNH. É empresário do ramo de exportação de calçados. Casado, tem um filho.



  • ana maria

    Que legal essa história. A paixão pelo volei e as várias caras do volei brasileiro. É muito lindo mesmo!

  • Júnior Canoas

    Muito legal recordar grandes momentos como esse do esporte!

    eu não vivi essa época, mas como acompanhava a Ulbra ate o seu fim recente, vi nomes que depois foram para lá como o Fronckowiak ,Pacheco, Jorginho, Mão-de-Pilão, Heller…

    Parabéns pela coluna!

    abcs!

  • Luciano

    Eu lembro dessa época, o Paulo Roese o levantador compensava a altura pela precisão, o Carlão, o Gilson, o Braulio. Era um timaço mesmo, jogadores comprometidos e com vontade de serem campeões. Fazia com o Suzano jogos memoráveis. O legal de tudo isso é justamente o caminho que cada um traçou, pois me parece que não se perderam pelo caminho, portanto já que o voleibol não é pra sempre como jogador é necessário que cada um se recoloque na sociedade e viva sua vida com dignidade, diferente do futebol que muitos entram em erradas depois de se aposentarem ou até antes.
    Parabéns. Exemplos a serem seguidos.

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