Recordar é viver: o título mundial do Brasil em 2002



Com a aprovação quase unânime do “Recordar é viver” do título olímpico da Seleção feminina em Pequim-2008, fui vasculhar o arquivo do LANCE! e encontrei uma outra cobertura que fiz: o Mundial masculino de 2002, na Argentina.

Admito que tenho algumas recordações (pessoais) ruins daquela competição. Eu estava credenciado, mas acabei não viajando para o país vizinho. Para um repórter recém-contratado, após dois anos de estágio, era quase uma obsessão. Os motivos da “ausência”, ligados ao Mundial feminino da Alemanha, jogado meses antes, ainda me irritam. Mas deixemos isso para lá ou para meu livro de memórias (rs).

Naquela época, morava em São Paulo e acabei fazendo a cobertura pela TV. O Mundial era a primeira grande competição da era Bernardinho. O time, que tinha Nalbert como capitão, já havia conquistado a Liga Mundial, além de alguns torneios amistosos na Europa e vinha assombrando o planeta com um índice altíssimo de vitórias.

Ao reler a cobertura da partida final contra a Rússia, me deparei com um assunto que hoje, dez anos depois, mobiliza os fãs do vôlei nas redes sociais: vôlei na TV aberta. A Globo, que prometeu transmitir ao vivo a decisão, não cortou o Domingão com o Faustão, fazendo com que os telespectadores vissem apenas os últimos sets de Brasil x Rússia. Na época, pegou mal.

Para os mais novos que acompanham o blog, a final do Mundial marcou o início da passagem de bastão entre Naurício e Ricardinho. O mais experiente, titular na conquista na Argentina e um dos remanescentes do ouro olímpico de 92, viu o abusado reserva ganhar espaço após a atuação na semi e principalmente na decisão. A inversão do 5-1 com Anderson passou a ficar famosa e o camisa 17 iniciava ali a trajetória que o levou a ser chamado de melhor do mundo, anos depois.

É inesquecível também a entrada de Giovane na reta final do tie-break. Bernardinho resolveu colocar o ponta no lugar do oposto Anderson. E ele marcou os três últimos pontos da partida, o decisivo em um saque perfeito.

Na cobertura do LANCE!, vale a leitura da matéria assinada pelo amigo Bruno Doro, que viu a partida ao lado de Murilo, àquela altura, o irmão mais novo do titular Gustavo e que começava a despontar após os Mundiais de base.

Por fim, anexei o pôster que o L! publicou naquele dia. Vejam a cara de garoto de alguns dos campeões.

Ah, para quem não viu o primeiro post da seção, segue o link: http://wp.me/p1b2tr-1e2

O título

Início de uma era

O futuro ídolo

Pôster



  • leandro

    Essa geração revolucionou o vôlei mundial, o time jogava numa velocidade incrível nunca antes vista. Concordo com o Bernardinho que disse que essa geração merecia fechar com mais uma medalha olímpica de ouro, mas alguns desses jogadores jogaram as olimpíadas de Londres quebrados fisicamente, fora de forma e em final de carreira: Giba, Ricardinho, Rodrigão e Dante, ou seja, quase um time inteiro e para piorar o Vissoto se machuca. Na final de Londres tinhamos Dante e Vissoto lesionados, Giba e Rodrigão sem rítimo de jogo e Ricardinho que ficou muito tempo ausente da seleção e estava sem rítimo de competições internacionais.

  • Dalmo

    Gostei das matérias, Daniel. Na época, eu só acompanhava os jogos pela tv, não tinha o hábito de ler sobre o vôlei.
    Foi um momento importantíssimo para a seleção, pois vinha de derrota na final da Liga 2002, jogo este que pude ver de perto. Foi o maior título até então desde a chegada do Bernardinho. Marcou mesmo o começo da titularidade do Ricardinho, que ainda não jogava com a velocidade característica de 2006/2007. E olha que Nalbert, em sua melhor forma, e Giba, tinham Dante como reserva. Foi muito legal.

  • andré L.

    ótimo pra quem fala que o Bernardinho pouco fez pelo feminino e que assumiu uma postura de ‘querer mandar no jogo’ depois que começou a ganhar tudo. o cara é mestre no que faz num país como o nosso. tirou a seleçao de um momento ruim, desde a conqusta de Barc-1992 que a SMV vinha no limbo e ele assumiu o comando como ninguem. disso, ninguem lembra. e la se vao mais de dez anos no masculino, apos ter colocado a seleçao feminina entre as melhores.

  • Comecei de gostar de vôlei com essa geração, muito vibrante , aguerrida e vitoriosa. até comecei a práticar o esporte na escola. todo mundo queria ser ricardinho , giba e canha !!!

    porém ao passar dos anos acompanho mais a seleção feminina de vôlei, desde Atenas 2004, Mari foi fundamental , uma jovem espetaular ! e acompanhar a renovação da seleção feminina e as conquistas foi algo sensacional

    Tempo Bom

  • meyre

    adorei recordar, muito obrigada pela matéria.
    Sou muito fã dessa geração, em especial do Ricardinho e Bernardinho.
    Bons tempos.

  • Fernando

    Muito legal esta idéia de recordar!
    Estou começando a acompanhar o volei agora e estou adorando ler as reportagens e reconhecer vários daqueles jogadores que ainda hoje jogam na super liga, ou agora sao comentaristas, treinadores!

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