Reclamação muito válida de um leitor



Reproduzo aqui, com consentimento do autor, um e-mail recebido na semana passada. Já retratei o tema em colunas no LANCE! e acho que a voz dos torcedores merece ser ouvida pela CBV.

Não é de hoje que as reclamações acontecem e não vejo nada sendo feito para ser melhorado.

Olá, Daniel.

Meu nome é Eduardo Bernardo, sou engenheiro de meio ambiente aqui de São Paulo, acompanho voleibol há mais de uma década (precisamente desde 1996, quando brasileiras e cubanas decidiram resolver no pugilato o que não ficou devidamente resolvido em quadra), e estou escrevendo este e-mail para expor todo meu descontentamento com a agenda de horários das partidas nas Superligas (feminina e masculina).

Gostaria de saber se há algo que nós, fãs que frequentamos os ginásios, podemos fazer para alterar o horários dos jogos na Superliga. Minha queixa é sobretudo com os jogos marcados para as 21h00. Não consigo imaginar a que tipo de público um jogo de vôlei marcado a essa hora se destina…

Decerto não é à pessoa que sai do trabalho às 17h00 ou às 18h00 (a maioria dos trabalhadores), pois ninguém esperaria 4 ou 5  horas para ver jogos que não raro acabam bem próximos da meia-noite. Também não deve ser, infelizmente, às crianças e aos adolescentes que nessas horas já estão bem próximos de ir para cama…

No meu entendimento, esse horário só é bom para quem assiste ao jogo no conforto do sofá da própria casa. Aqui em São Paulo, onde os serviços de trem e metrô param à meia-noite, quem se aventura a ver um jogo que começa às 21h00 corre sério risco de não ter como voltar para casa. Por temer isso é que deixei de ir à Vila Leopoldina para ver Sesi x Minas, pela Superliga Feminina, na última segunda-feira, já imaginando que o confronto pudesse se estender, o que acabou se confirmando, e eu, que como muitos, dependo de transporte público, tivesse de dormir na rua. Segundo a súmula do jogo, a partida acabou às 23h22min. No jogo entre Pinheiros e São Bernardo foi ainda pior: 23h35min. Curiosamente, esses dois jogos registram péssima média de público: 350 e 250 pessoas, respectivamente.

É possível que a baixa qualidade técnica de algumas equipes envolvidas contribua para a baixa frequência de público, mas creio que o horário ainda seja o fator preponderante.



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