Reação do Praia tem mais de um sotaque



Seria uma injustiça da minha parte destacar apenas uma jogadora do Dentil/Praia Clube após a vitória por 3 sets a 1 sobre o Sesi, nesta segunda-feira, em São Paulo, igualando a série de quartas de final em 1 a 1.

Mas também seria injusto não destacar no início deste texto a atuação da ponta americana Alix. Foram 28 pontos, constância no passe e sequências decisivas no bloqueio. Uma atuação de gala da segunda maior pontuadora da Superliga, que havia ficado devendo – como todo o time – na abertura dos playoffs.

Alix encarar o bloqueio do Sesi (Helcio Nagamine/Divulgação Sesi)

Alix encarar o bloqueio do Sesi (Helcio Nagamine/Divulgação Sesi)

O conjunto do Praia funcionou muito bem na Vila Leopoldina. Claudinha distribuiu muito bem o jogo, Ramirez – voltando de contusão – contagiou como de costume o time, Michelle foi muito regular no passe e no ataque, Tássia deu muito volume de jogo, enquanto as centrais Walewska e Natasha comandaram o bloqueio, responsável por 13 pontos na partida. Com atuações individuais destacadas, o Praia deu poucas chances para o Sesi. Faltou para as paulistas constância na virada de bola. Ellen foi a melhor em dois sets e meio. Mas o time sentiu muito quando a ponta ficou marcada e passou a errar. O passe oscilou, Pri Heldes usou pouco as centrais Fabiana e Bia no ataque e Jaqueline não costuma ser essa viradora de bolas altas.

A série está aberta, mas o Praia renasceu. No duelo decisivo, em Uberlândia, a pressão pela inédita vaga na semifinal será grande para o time da casa. Caso saiba lidar com esse peso tem tudo para quebrar o tabu.



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