Ranking de atletas gera reclamações na web



O resultado da reunião entre CBV, Conselho Gestor da Superliga e clubes sobre o ranking de atletas para a temporada 2014/2015 não agradou os maiores interessados no assunto.

Via Twitter, a ponta Jaqueline reclamou de uma provável mudança nas regras, ainda não oficializada pela entidade: o limite para inscrição de jogadoras com pontuação máxima por clubes passaria de três para duas.

“Meu Deus onde vou jogar? O que vou fazer na próxima temporada? Somente 2 atletas de 7 pontos por equipe!!!! E eu sou uma delas… Acabaram comigo… E olhe que eu nem joguei essa temporada! Defendi o meu País com unhas e dentes e agora não sei o que fazer… A superliga é o unico campeonato do mundo que ser “BOM” é RUIM… Os atletas que jogam na seleção só se prejudicam com esse ranking!!! Eu sou uma delas… Estou muito triste com tudo isso! E um pouco desanimada com noticias ruins que estão surgindo com o ranking e com a cbv…”, escreveu a jogadora, que não atuou nesta temporada por ter tido o primeiro filho meses atrás.

A insatisfação de Jaqueline ganhou apoio do marido Murilo e do cunhado Gustavo. Hoje acontece o encontro que define a pontuação dos jogadores:

“Ranking dos atletas = Falta de critério. A minha opinião é de se acabar e deixar o mercado regular as equipes”, escreveu Murilo, defendeu o fim do mecanismo criado pela CBV para equilibrar os times.

“Estão querendo que os principais jogadores do Brasil joguem fora?Só pode ser isso que o ranking vai fazer, deixar a Superliga cada vez pior”, completou Gustavo.

Líderes da comissão de atletas, Gustavo e Murilo, apoiados pelos companheiros, decidiram não participar das reuniões, apesar do convite da CBV. Eles reclamam que os jogadores não têm direito a voto.  Fica a cargo dos clubes a definição da pontuação dos atletas. Entre os próprios dirigentes dos times existem reclamações sobre o ranking. Alguns alegam que muitas vezes votos são dados por conveniência, privilegiando apenas o interesse próprio. Um exemplo: “quero o jogador X e dou uma pontuação menor para ele. O rival quer o Y e eu inflaciono, dando pontuação maior”.

Todas as reclamações não são novas e têm se repetido nos últimos anos. A diferença é que, desta vez, existia a possibilidade de acabar com o ranking. Mas os clubes não aceitaram.

 



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